{"id":36650,"date":"2026-07-09T21:52:55","date_gmt":"2026-07-10T01:52:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=36650"},"modified":"2026-07-09T21:52:55","modified_gmt":"2026-07-10T01:52:55","slug":"analise-de-solo-e-como-exame-de-sangue-diz-especialista-em-trigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=36650","title":{"rendered":"An\u00e1lise de solo \u00e9 como exame de sangue, diz especialista em trigo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Especialista explica que decis\u00f5es tomadas antes da semeadura, como escolha de cultivar e an\u00e1lise f\u00edsica do solo, pesam mais na produtividade do que apenas seguir a m\u00e9dia hist\u00f3rica da regi\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Decidir o manejo do <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/trigo\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trigo<\/a> com base apenas na m\u00e9dia hist\u00f3rica de produtividade da regi\u00e3o pode n\u00e3o ser suficiente para garantir uma boa safra. \u00c9 o que avalia o engenheiro agr\u00f4nomo e doutor em Agronomia Ubirajara Fontoura, para quem fatores gen\u00e9ticos, ambientais e de manejo precisam ser analisados em conjunto para que a lavoura expresse seu potencial produtivo m\u00e1ximo na safra 2026\/2027.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo Fontoura, a produtividade do trigo pode ser observada por meio de tr\u00eas componentes principais: o n\u00famero de espigas por unidade de \u00e1rea, o n\u00famero de gr\u00e3os por espiga e a massa m\u00e9dia dos gr\u00e3os, medida comumente pelo peso de mil gr\u00e3os. Al\u00e9m da produtividade, o especialista destaca que a qualidade do gr\u00e3o tamb\u00e9m precisa ser considerada, j\u00e1 que existem variedades desenvolvidas para finalidades distintas, como produ\u00e7\u00e3o de farinha para p\u00e3o, massas, biscoitos, alimenta\u00e7\u00e3o animal ou uso industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Um dos pontos centrais levantados por Fontoura \u00e9 o perfilhamento, processo de emiss\u00e3o de novos colmos que ocorre na fase vegetativa da planta. De acordo com o especialista, essa \u00e9 uma caracter\u00edstica gen\u00e9tica da cultivar, mas que depende de condi\u00e7\u00f5es ambientais adequadas para se expressar plenamente. &#8220;Essa capacidade de perfilhamento das variedades \u00e9 basicamente uma caracter\u00edstica gen\u00e9tica, mas, para que ela se complete e mostre sua m\u00e1xima capacidade, precisamos ter os fatores ambientais adequados&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Entre esses fatores ambientais, o agr\u00f4nomo cita o solo, a disponibilidade de \u00e1gua, a radia\u00e7\u00e3o solar, a temperatura, o fotoper\u00edodo (comprimento do dia) e outros componentes clim\u00e1ticos, como ventos e varia\u00e7\u00f5es bruscas de temperatura. Fontoura refor\u00e7a que variedades desenvolvidas para regi\u00f5es de clima temperado, como o Rio Grande do Sul, n\u00e3o t\u00eam o mesmo desempenho quando levadas para \u00e1reas de clima subtropical ou tropical, caso da transi\u00e7\u00e3o entre Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul at\u00e9 o Norte e o Nordeste do pa\u00eds. Segundo ele, a pesquisa vem trabalhando no desenvolvimento de variedades com maior capacidade de perfilhamento voltadas a essas regi\u00f5es, principalmente quando associadas ao uso de irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Aduba\u00e7\u00e3o e densidade de plantas exigem cautela<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A pr\u00e1tica de aumentar a aduba\u00e7\u00e3o e a densidade de plantas para tentar elevar a produtividade, comum entre produtores, precisa ser avaliada com cuidado, segundo o especialista. Fontoura explica que a dosagem de nutrientes, especialmente nitrog\u00eanio, deve ser ajustada conforme a capacidade de perfilhamento da cultivar escolhida. &#8220;Em variedades com baixo potencial de perfilhamento, n\u00e3o adianta apertar na dose de nitrog\u00eanio para tentar resolver a situa\u00e7\u00e3o, porque, se n\u00e3o tivermos planta, n\u00e3o vamos ter esse resultado positivo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O agr\u00f4nomo alerta ainda que o excesso de aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada, sem o devido equil\u00edbrio com outros nutrientes, como o pot\u00e1ssio, pode gerar plantas mais fracas e suscet\u00edveis ao acamamento. Segundo ele, o pot\u00e1ssio participa da forma\u00e7\u00e3o da estrutura da planta, e a rela\u00e7\u00e3o entre os diferentes nutrientes aplicados precisa ser mantida em dosagens adequadas para evitar esse tipo de problema.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para o planejamento da pr\u00f3xima safra, Fontoura destaca a import\u00e2ncia da an\u00e1lise de solo como ferramenta de diagn\u00f3stico, indo al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o qu\u00edmica tradicionalmente feita pelos produtores. &#8220;A an\u00e1lise de solo \u00e9 um diagn\u00f3stico prim\u00e1rio. Eu sempre a comparo \u00e0 ida ao m\u00e9dico: al\u00e9m do exame visual da nossa situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, uma das primeiras coisas que ele pede \u00e9 o exame de sangue. Ent\u00e3o, eu igualo a esse exame de sangue \u00e0 an\u00e1lise de solo&#8221;, compara o especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com Fontoura, a an\u00e1lise de solo deve contemplar tanto os aspectos qu\u00edmicos quanto os f\u00edsicos. Camadas de compacta\u00e7\u00e3o ou adensadas prejudicam o desenvolvimento do sistema radicular, fazendo com que as ra\u00edzes cres\u00e7am lateralmente em vez de se aprofundarem verticalmente, o que compromete o aproveitamento de \u00e1gua e nutrientes. O especialista tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a presen\u00e7a de alum\u00ednio t\u00f3xico, comum em solos com pH abaixo de 5 a 5,5, que prejudica o desenvolvimento das ra\u00edzes e reduz a capacidade de absor\u00e7\u00e3o de nutrientes pela planta. Segundo ele, a presen\u00e7a adequada de c\u00e1lcio e f\u00f3sforo \u00e9 importante para o bom desenvolvimento radicular, e ao todo cerca de 17 nutrientes s\u00e3o considerados relevantes para o desenvolvimento das plantas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Irriga\u00e7\u00e3o exige variedades espec\u00edficas e manejo equilibrado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A disponibilidade de \u00e1gua \u00e9 outro fator determinante apontado por Fontoura, especialmente diante da expans\u00e3o da triticultura para regi\u00f5es subtropicais e tropicais por meio da irriga\u00e7\u00e3o. O agr\u00f4nomo alerta que utilizar em \u00e1reas irrigadas do Norte e Nordeste variedades desenvolvidas para o Rio Grande do Sul n\u00e3o resolve o problema, j\u00e1 que \u00e9 necess\u00e1rio utilizar cultivares espec\u00edficas para essa condi\u00e7\u00e3o. Segundo ele, a Embrapa vem desenvolvendo programas de melhoramento gen\u00e9tico voltados \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de variedades adaptadas \u00e0 irriga\u00e7\u00e3o, com resultados que j\u00e1 alcan\u00e7aram produtividade acima de 9 toneladas por hectare no Nordeste, quando associadas ao uso correto da tecnologia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mesmo nesses cen\u00e1rios de alta produtividade, o especialista pondera que outros fatores exigidos pela planta, como a fertilidade do solo, tamb\u00e9m precisam ser controlados. Na regi\u00e3o Sul, ele cita o excesso de chuvas em per\u00edodos como a matura\u00e7\u00e3o e o final do ciclo da cultura como fator que favorece a ocorr\u00eancia de doen\u00e7as f\u00fangicas, podendo causar germina\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o ainda na espiga e dificultar a colheita.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fontoura tamb\u00e9m aborda os riscos clim\u00e1ticos relacionados a geadas durante o espigamento e o florescimento do trigo, situa\u00e7\u00e3o recorrente na regi\u00e3o Sul do pa\u00eds. Segundo o especialista, as geadas provocam danos f\u00edsicos \u00e0 planta por meio do congelamento da seiva, o que causa estrangulamento dos tecidos e abortamento de flores, prejudicando a circula\u00e7\u00e3o de nutrientes. Como estrat\u00e9gia para reduzir esse risco, ele cita o exemplo de Mato Grosso do Sul, onde o plantio \u00e9 concentrado em mar\u00e7o e abril justamente para que o florescimento e o enchimento de gr\u00e3os ocorram fora do per\u00edodo de maior incid\u00eancia de geadas.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Planejamento antecipado \u00e9 indicado para a safra 2026\/2027<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ao tratar das decis\u00f5es que devem ser tomadas neste momento, pensando na safra 2026\/2027, Fontoura defende que o planejamento da atividade seja feito com anteced\u00eancia, e n\u00e3o apenas na \u00e9poca da semeadura. Segundo o especialista, o produtor precisa avaliar previamente se est\u00e1 capacitado para atender \u00e0s exig\u00eancias da lavoura, considerando os custos com fertilizantes, sementes e defensivos, apontados por ele como os principais componentes do custo de produ\u00e7\u00e3o da triticultura.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fontoura recomenda que, na implanta\u00e7\u00e3o da cultura, o produtor leve em conta o zoneamento de riscos clim\u00e1ticos definido para cada regi\u00e3o, que envolve a combina\u00e7\u00e3o entre variedade, solo e \u00e9poca de semeadura. Segundo ele, essa combina\u00e7\u00e3o deve ser calibrada com o n\u00edvel de manejo que ser\u00e1 adotado, incluindo dosagens de fertilizantes, necessidade de aduba\u00e7\u00e3o de cobertura com nitrog\u00eanio e eventual uso de micronutrientes, informa\u00e7\u00f5es que podem ser obtidas por meio da an\u00e1lise de solo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O especialista pontua que, embora tenha abordado de forma geral os fatores gen\u00e9ticos, ambientais e de manejo que influenciam o potencial produtivo do trigo, o tema comporta um detalhamento mais aprofundado, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s t\u00e9cnicas de manejo, que poder\u00e1 ser explorado em uma pr\u00f3xima conversa.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/analise-de-solo-e-como-exame-de-sangue--diz-especialista-em-trigo_516522.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista explica que decis\u00f5es tomadas antes da semeadura, como escolha de cultivar e an\u00e1lise f\u00edsica do solo, pesam mais na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28483,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-36650","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36650"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=36650"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36650\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=36650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=36650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=36650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}