{"id":36068,"date":"2026-07-02T15:25:32","date_gmt":"2026-07-02T19:25:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=36068"},"modified":"2026-07-02T15:25:32","modified_gmt":"2026-07-02T19:25:32","slug":"fim-da-cota-chinesa-industria-nao-tem-para-onde-enviar-todo-esse-volume-de-carne-diz-presidente-da-abiec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=36068","title":{"rendered":"Fim da cota chinesa: \u2018ind\u00fastria n\u00e3o tem para onde enviar todo esse volume de carne\u2019, diz presidente da Abiec"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Fim-da-cota-chinesa-\u2018industria-nao-tem-para-onde-enviar.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Foto: Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os frigor\u00edficos brasileiros est\u00e3o reduzindo o ritmo de produ\u00e7\u00e3o e concedendo f\u00e9rias coletivas em algumas unidades ap\u00f3s o esgotamento da cota de importa\u00e7\u00e3o de carne bovina brasileira sem tarifa pela China. Segundo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, o setor vive um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o diante da redu\u00e7\u00e3o das compras pelo principal destino da carne bovina nacional.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>\u00a0siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As ind\u00fastrias n\u00e3o t\u00eam para onde enviar todo esse volume que estavam acostumadas a mandar para a China. Ent\u00e3o, elas est\u00e3o passando por um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o, buscando atender um pouco mais o mercado interno e um pouco mais outros mercados, para entender como o mercado vai reagir a tudo isso&#8221;, afirmou em entrevista ao <strong>Canal Rural.<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste ano, a China estabeleceu uma cota de aproximadamente 1,106 milh\u00e3o de toneladas de carne bovina brasileira com tarifa reduzida. No ano passado, o Brasil exportou cerca de 1,7 milh\u00e3o de toneladas para o pa\u00eds asi\u00e1tico. Ap\u00f3s o esgotamento desse limite, as importa\u00e7\u00f5es passam a pagar uma tarifa total de aproximadamente 67%, tornando invi\u00e1vel a exporta\u00e7\u00e3o da maior parte dos cortes brasileiros.<\/p>\n<h2 id=\"h-ferias-coletivas-como-estrategia\" class=\"wp-block-heading\">F\u00e9rias coletivas como estrat\u00e9gia <\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perosa explicou que as f\u00e9rias coletivas anunciadas por alguns frigor\u00edficos s\u00e3o consequ\u00eancia direta da redu\u00e7\u00e3o da demanda chinesa, mas ressalta que a intensidade dos ajustes varia conforme o perfil de cada empresa.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que houve foi uma consequ\u00eancia das imposi\u00e7\u00f5es que estamos sofrendo da China. Como n\u00e3o existe outro destino capaz de absorver esse volume de produ\u00e7\u00e3o, cada empresa est\u00e1 adotando as medidas mais adequadas \u00e0 sua realidade.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, frigor\u00edficos com maior diversifica\u00e7\u00e3o de mercados conseguiram apenas reduzir o ritmo de produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 aqueles mais dependentes da China precisaram interromper parte das atividades.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Aqueles que t\u00eam maior capacidade de atender outros mercados diminu\u00edram um pouco a produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 aqueles que n\u00e3o t\u00eam tantos destinos para enviar suas cargas est\u00e3o reduzindo a produ\u00e7\u00e3o e concedendo f\u00e9rias coletivas em algumas plantas.&#8221;<\/p>\n<h2 id=\"h-exportacoes-devem-perder-volume\" class=\"wp-block-heading\">Exporta\u00e7\u00f5es devem perder volume<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente da Abiec reconhece que ser\u00e1 dif\u00edcil compensar a redu\u00e7\u00e3o das compras chinesas no curto prazo.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Vai afetar o volume das exporta\u00e7\u00f5es, porque o volume consumido pela China \u00e9 muito grande. Estamos tentando mitigar esse impacto com novos mercados, mas \u00e9 muito improv\u00e1vel atingir o mesmo volume.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Perosa, a entidade defendia anteriormente a ado\u00e7\u00e3o de um mecanismo semelhante de gest\u00e3o da oferta no Brasil justamente para evitar uma situa\u00e7\u00e3o como a atual.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Infelizmente isso n\u00e3o foi poss\u00edvel e agora teremos, nos pr\u00f3ximos meses, um arrefecimento das exporta\u00e7\u00f5es em raz\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o das compras chinesas.&#8221;<\/p>\n<h2 id=\"h-cota-deve-ser-atingida-quando-cargas-chegarem-a-china\" class=\"wp-block-heading\">Cota deve ser atingida quando cargas chegarem \u00e0 China<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora parte da carne ainda esteja em tr\u00e2nsito, Perosa afirma que, na pr\u00e1tica, o limite j\u00e1 foi alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Brasil praticamente j\u00e1 enviou todo o volume correspondente \u00e0 cota. O que acontece \u00e9 que existe um intervalo de 40 a 60 dias entre o embarque no Brasil e a chegada da carga \u00e0 China. Quando esses embarques forem contabilizados, a cota estar\u00e1 esgotada.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, a produ\u00e7\u00e3o destinada ao mercado chin\u00eas j\u00e1 foi interrompida.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As exporta\u00e7\u00f5es pararam para a China porque n\u00f3s deixamos de produzir animais destinados a esse mercado. Elas dever\u00e3o ser retomadas quando houver condi\u00e7\u00f5es comerciais para isso.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o limite da cota, a tarifa atualmente aplicada \u00e0s importa\u00e7\u00f5es brasileiras aumenta significativamente.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A China hoje cobra cerca de 12% de tarifa. Depois que a cota \u00e9 atingida, acrescentam-se mais 55%, chegando a aproximadamente 67%, um valor impratic\u00e1vel para a maioria dos cortes brasileiros.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Perosa, apenas alguns produtos espec\u00edficos poderiam continuar sendo exportados com essa tributa\u00e7\u00e3o, mas em volumes muito inferiores aos praticados atualmente.<\/p>\n<h2 id=\"h-novos-mercados\" class=\"wp-block-heading\">Novos mercados<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para reduzir a depend\u00eancia da China, a Abiec intensifica as negocia\u00e7\u00f5es para abertura e amplia\u00e7\u00e3o de novos mercados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perosa cita o Vietn\u00e3, recentemente aberto \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, al\u00e9m de Jap\u00e3o, Coreia do Sul e Turquia como os principais alvos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;S\u00e3o negocia\u00e7\u00f5es complexas, conduzidas pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, com apoio da Abiec. Nosso objetivo \u00e9 diversificar a pauta exportadora para reduzir a depend\u00eancia de poucos compradores.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da China, a entidade acompanha com aten\u00e7\u00e3o as negocia\u00e7\u00f5es com a Uni\u00e3o Europeia, que discute novas exig\u00eancias relacionadas ao sistema brasileiro de fiscaliza\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O questionamento da Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o \u00e9 sobre o nosso sistema de produ\u00e7\u00e3o, mas sobre a fiscaliza\u00e7\u00e3o. O Minist\u00e9rio da Agricultura est\u00e1 demonstrando que o Brasil j\u00e1 possui mecanismos eficazes de controle.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Perosa, a expectativa \u00e9 que as negocia\u00e7\u00f5es avancem at\u00e9 setembro, permitindo a manuten\u00e7\u00e3o do fluxo comercial com o bloco europeu.<\/p>\n<h2 id=\"h-arroba-ja-sente-os-reflexos\" class=\"wp-block-heading\">Arroba j\u00e1 sente os reflexos<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente da Abiec afirma que o mercado do boi gordo j\u00e1 come\u00e7ou a reagir \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A arroba j\u00e1 sentiu esse movimento. Houve um recuo nos \u00faltimos dias porque a ind\u00fastria n\u00e3o tem onde alocar todo esse volume e reduziu o ritmo de produ\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, ele acredita que o mercado encontrar\u00e1 um novo ponto de equil\u00edbrio.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esperamos que a arroba estabilize. N\u00e3o h\u00e1 motivo para correria ou desespero. Ela deve encontrar um novo patamar, diferente do observado h\u00e1 15 ou 30 dias.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Perosa, o momento exige cautela enquanto frigor\u00edficos e exportadores reorganizam a produ\u00e7\u00e3o e buscam ampliar a participa\u00e7\u00e3o em outros mercados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As ind\u00fastrias est\u00e3o atravessando um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o, buscando equilibrar o abastecimento do mercado interno com a abertura de novos destinos para parte da carne que deixar\u00e1 de ser embarcada para a China.&#8221;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/fim-da-cota-chinesa-industria-nao-tem-para-onde-enviar-todo-esse-volume-de-carne-diz-presidente-da-abiec\/\">Fim da cota chinesa: &#8216;ind\u00fastria n\u00e3o tem para onde enviar todo esse volume de carne&#8217;, diz presidente da Abiec<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/fim-da-cota-chinesa-industria-nao-tem-para-onde-enviar-todo-esse-volume-de-carne-diz-presidente-da-abiec\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Canal Rural Os frigor\u00edficos brasileiros est\u00e3o reduzindo o ritmo de produ\u00e7\u00e3o e concedendo f\u00e9rias coletivas em algumas unidades ap\u00f3s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36069,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-36068","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36068"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=36068"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36068\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/36069"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=36068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=36068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=36068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}