{"id":35786,"date":"2026-06-29T23:33:23","date_gmt":"2026-06-30T03:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=35786"},"modified":"2026-06-29T23:33:23","modified_gmt":"2026-06-30T03:33:23","slug":"milho-tenta-recuperacao-em-chicago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=35786","title":{"rendered":"Milho tenta recupera\u00e7\u00e3o em Chicago"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/milho?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos&#9;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">milho<\/a> encerrou a semana com recupera\u00e7\u00e3o parcial na Bolsa de Chicago, mas os custos de produ\u00e7\u00e3o seguem pressionando a rentabilidade no Brasil, especialmente em Mato Grosso. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA, o mercado acompanhou entre 19 e 25 de junho de 2026 a estabilidade dos pre\u00e7os internos, o avan\u00e7o da colheita da safrinha e o aumento das despesas no campo.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em Chicago, o primeiro contrato do milho caiu para US$ 4,07 por bushel em 24 de junho, a menor cota\u00e7\u00e3o desde 12 de setembro de 2025. No fechamento da quinta-feira, 25, o cereal reagiu e chegou a US$ 4,14 por bushel. Ainda assim, permaneceu abaixo dos US$ 4,17 registrados uma semana antes, segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os embarques de milho dos Estados Unidos somaram 1,45 milh\u00e3o de toneladas na semana encerrada em 18 de junho, ficando no limite m\u00ednimo do intervalo esperado pelo mercado. Com isso, o total exportado no atual ano comercial chegou a 67,1 milh\u00f5es de toneladas, 25% acima do volume registrado no mesmo per\u00edodo do ano anterior, de acordo com a Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No mercado brasileiro, os pre\u00e7os permaneceram est\u00e1veis. As principais pra\u00e7as do Rio Grande do Sul indicaram R$ 58,00 por saco, enquanto no restante do pa\u00eds os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saco, segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A colheita do milho safrinha avan\u00e7ava em Mato Grosso e atingia 20,9% da \u00e1rea total no in\u00edcio da semana. A \u00e1rea semeada no estado \u00e9 de 7,39 milh\u00f5es de hectares, com produtividade m\u00e9dia estimada em 120,3 sacos por hectare. A expectativa \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de 53,4 milh\u00f5es de toneladas, conforme o Imea, citado pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Centro-Sul do Brasil, a colheita da safrinha 2026 alcan\u00e7ava 16% da \u00e1rea cultivada em 18 de junho, segundo a AgRural, tamb\u00e9m citada pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A press\u00e3o maior, no entanto, vem dos custos. Levantamento do Projeto Custo de Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1rio, desenvolvido pelo Senar MT por meio do Imea, apontou que o custeio da safra 2026\/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare em maio. O valor representa alta de 14,46% em rela\u00e7\u00e3o ao consolidado da safra 2025\/26, segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O Custo Operacional Efetivo foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, alta de 15,03% na compara\u00e7\u00e3o anual. Para cobrir esse custo, considerando produtividade projetada de 120,28 sacas por hectare, o produtor precisa vender o milho a pelo menos R$ 45,96 por saca. J\u00e1 o Custo Total foi estimado em R$ 7.418,49 por hectare, aumento de 10,3% frente \u00e0 temporada anterior, de acordo com a Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ainda em Mato Grosso, a produ\u00e7\u00e3o cresceu nos \u00faltimos seis anos, mas os pre\u00e7os n\u00e3o acompanharam o mesmo ritmo. Em 2020, a m\u00e9dia anual da saca foi de R$ 43,24. Em 2021, impulsionada por problemas clim\u00e1ticos, oferta restrita e forte demanda internacional, a cota\u00e7\u00e3o atingiu m\u00e9dia de R$ 71,14, chegando a superar R$ 78,00 em alguns meses. A partir de 2022, o mercado entrou em acomoda\u00e7\u00e3o. Em 2023, a m\u00e9dia anual caiu para R$ 43,34 e, em 2024, ficou em R$ 41,33 por saca. Em 2026, considerando os pre\u00e7os de janeiro a junho, a m\u00e9dia est\u00e1 em R$ 45,31, segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A demanda das ind\u00fastrias de etanol de milho tem ajudado a sustentar parte do mercado mato-grossense. Em 2026, a expectativa \u00e9 que essas unidades processem cerca de 16 milh\u00f5es de toneladas do cereal, volume superior a 30% da produ\u00e7\u00e3o estadual, segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mesmo assim, a alta dos custos reduz a margem do produtor. De acordo com o Imea, citado pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA, o Custo Operacional Efetivo passou de R$ 3.381,94 por hectare na safra 2021\/22 para R$ 4.806,17 na safra 2025\/26, avan\u00e7o superior a 42%. O Custo Total subiu de R$ 4.395,84 para R$ 6.725,91 por hectare no mesmo per\u00edodo, alta de aproximadamente 53%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os fertilizantes e corretivos continuam sendo o principal componente do custo de produ\u00e7\u00e3o. Na safra 2025\/26, eles responderam por 29,6% dos custos operacionais, segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A rentabilidade tamb\u00e9m recuou. O Lajida passou de R$ 2.278,34 por hectare na safra 2021\/22 para R$ 683,18 por hectare na safra 2025\/26. Para 2026\/27, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de apenas R$ 70,96 por hectare. De acordo com a Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA, o pre\u00e7o necess\u00e1rio para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o e permitir ao produtor financiar a pr\u00f3xima safra deveria ficar entre R$ 50,00 e R$ 55,00 por saco. Atualmente, o produtor local recebe entre R$ 38,00 e R$ 44,00.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em n\u00fameros revisados, analista privado espera uma colheita final de 139,9 milh\u00f5es de toneladas de milho no Brasil, enquanto a safrinha chegaria a 99 milh\u00f5es de toneladas, conforme a Safras &amp; Mercado, citada pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A expans\u00e3o das safras tamb\u00e9m aumenta a press\u00e3o sobre a log\u00edstica. Embora Mato Grosso tenha a maior capacidade instalada de armazenagem do pa\u00eds, com cerca de 57,9 milh\u00f5es de toneladas, esse volume cobre apenas 52% da produ\u00e7\u00e3o total de gr\u00e3os do estado, segundo a Conab citada pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio &#8211; CEEMA. Considerando apenas soja e milho, a cobertura \u00e9 de 56%, com d\u00e9ficit estimado em 45,3 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/milho-tenta-recuperacao-em-chicago_516144.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O milho encerrou a semana com recupera\u00e7\u00e3o parcial na Bolsa de Chicago, mas os custos de produ\u00e7\u00e3o seguem pressionando a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7818,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-35786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35786"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35786"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35786\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}