{"id":35760,"date":"2026-06-29T17:04:23","date_gmt":"2026-06-29T21:04:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=35760"},"modified":"2026-06-29T17:04:23","modified_gmt":"2026-06-29T21:04:23","slug":"em-quase-30-anos-cacau-recupera-territorio-equivalente-a-231-mil-campos-de-futebol-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=35760","title":{"rendered":"Em quase 30 anos, cacau recupera territ\u00f3rio equivalente a 231 mil campos de futebol no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Em-quase-30-anos-cacau-recupera-territorio-equivalente-a-231.webp.webp\" alt=\"cacau\" \/><figcaption>Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Sefa<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Monitoramento feito pela Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), compartilhado com a Secretaria de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio e da Pesca (Sedap), mostra que desde a metade da d\u00e9cada de 90 at\u00e9 o ano passado, foram recuperados em todo o estado 165 mil hectares de \u00e1reas degradadas com plantio de cacau em Sistema Agroflorestal (SAF), o equivalente a 231 mil campos de futebol.\u00a0<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os munic\u00edpios que se destacam, est\u00e3o Tom\u00e9-A\u00e7u (regi\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o do Rio Capim), que criou o seu sistema de Safta (Sistema Agroflorestal de Tom\u00e9-A\u00e7u) e os que est\u00e3o sob influ\u00eancia direta da Rodovia Transamaz\u00f4nica (BR-230), como Altamira, Medicil\u00e2ndia, Brasil Novo, entre outros. &nbsp;<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisa recente da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), Campus de Altamira, localizado na regi\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o do Xingu, mostra que as novas lavouras de cacau est\u00e3o sendo implantadas predominantemente em \u00e1reas j\u00e1 alteradas. Isso muda um padr\u00e3o onde antes a cultura era fixada em \u00e1rea de floresta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho abrangeu todos os munic\u00edpios da Transamaz\u00f4nica( rodovia BR-230). O reaproveitamento de \u00e1reas alteradas apresentado pelo estudo vem ao encontro dos anseios do governo do estado, que deslancha a\u00e7\u00f5es ao longo dos \u00faltimos anos com a finalidade de garantir a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, por meio de culturas agroflorestais, como \u00e9 o caso do cacau.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o professor Miqu\u00e9ias Calvi, da Faculdade de Engenharia Florestal da UFPA, que desenvolveu o trabalho na Transamaz\u00f4nica junto com a equipe da Faculdade de Engenharia Agron\u00f4mica da institui\u00e7\u00e3o, ocorre um ciclo virtuoso de reaproveitamento de \u00e1reas j\u00e1 alteradas, o que abrange predominantemente \u00e1reas de pastagens degradadas ou em est\u00e1gio inicial de degrada\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de \u00e1rea de sucess\u00e3o secund\u00e1ria inicial.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso \u00e9 importante, pois mostra que as novas lavouras de cacau n\u00e3o est\u00e3o avan\u00e7ando sobre as \u00e1reas de florestas prim\u00e1rias; o componente ambiental \u00e9 muito interessante nestes sistemas de produ\u00e7\u00e3o. Identificamos que 81% das novas lavouras de cacau a partir do ano de 2021 est\u00e3o sendo implantadas em \u00e1reas alteradas ou degradadas. Estamos com padr\u00e3o diferente do que comumente tem sido reportado em outras regi\u00f5es do Brasil e do mundo\u201d, explica Miqu\u00e9ias Calvi.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As \u00e1reas degradadas oferecem rendimentos ao produtor, segundo detalha o professor, por isso, o agricultor que reaproveita esse espa\u00e7o com novas lavouras s\u00f3 tem a ganhar. \u201c\u00c1reas que n\u00e3o est\u00e3o trazendo nenhum tipo de rendimento ao produtor, em um curto espa\u00e7o de tempo se tornar\u00e3o produtivas. Isso mostra uma potencialidade ambiental e econ\u00f4mica da lavoura cacaueira\u201d, defende.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a perspectiva de pol\u00edticas p\u00fablicas \u00e9 importante que os \u00f3rg\u00e3os de fomento de estado e munic\u00edpios apoiem iniciativas de beneficiamento e distribui\u00e7\u00e3o de mudas e sementes florestais, sen\u00e3o as lavouras implantadas nessas \u00e1reas alteradas tender\u00e3o a se reproduzir sob o modelo de monocultivo a pleno sol, segundo observa o professor, j\u00e1 que o solo degradado j\u00e1 n\u00e3o tem a mesma capacidade de um solo novo de regenerar as \u00e1rvores.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00d3rg\u00e3os como a Sedap, Seaf (Secretaria de Estado de Agricultura Familiar), Ideflor-Bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Par\u00e1) e secretarias municipais de meio ambiente t\u00eam um papel fant\u00e1stico de fomentar a produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o de mudas e sementes florestais para que os agricultores implantem os seus sistemas agroflorestais&#8221;, diz o professor Miqu\u00e9ias.<\/p>\n<h2 id=\"h-acoes-para-r-ecuperacao-de-areas-degradadas\" class=\"wp-block-heading\"><strong>A\u00e7\u00f5es <\/strong>para r<strong>ecupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas<\/strong><\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau (Procacau), engenheiro agr\u00f4nomo Ivaldo Santana, lembra que a legisla\u00e7\u00e3o que criou o Funcacau (Fundo de Apoio \u00e0 Cacauicultura do Par\u00e1) &#8211; Lei estadual n\u00ba7. 093 de 16.01.2008 &#8211; estabelece que o cacau deve ser plantado somente em SAF.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A legisla\u00e7\u00e3o enfatiza, tamb\u00e9m, a inser\u00e7\u00e3o da cultura em \u00e1reas alteradas e n\u00e3o de florestas nativas. Segundo informa Santana, desde o ano 1996 at\u00e9 o ano passado, foram recuperados em todo o estado 165 mil hectares de \u00e1reas degradadas com plantio de cacau no Sistema Agroflorestal.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 a prioridade da legisla\u00e7\u00e3o que cria o PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento e Consolida\u00e7\u00e3o da Cacauicultura) e do Fundo Cacau: trabalhar o cacau com Sistemas Agroflorestais e em \u00e1reas alteradas; n\u00f3s estamos cumprindo essa orienta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o e do governo do estado do Par\u00e1&#8221;, destaca Ivaldo Santana.\u00a0<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Executivo estadual, por meio da Sedap e d o Funcacau, que \u00e9 coordenado pela secretaria, injeta recursos para a produ\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de sementes h\u00edbridas oriundas da Ceplac para serem distribu\u00eddas aos produtores, tanto aos que querem aumentar sua \u00e1rea plantada como aos novos que se inserem na cacauicultura.\u00a0<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em m\u00e9dia, a gente distribui 13,5 milh\u00f5es de sementes por ano aos produtores. O Par\u00e1 todo ano cresce em termos de 9 mil hectares com novas \u00e1reas de cacau e mil produtores se incorporam \u00e0 cadeia produtiva do cacau todos os anos&#8221;, complementa o coordenador do Procacau.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Ideflor-Bio, como lembra Santana, \u00e9 outra institui\u00e7\u00e3o governamental que atua no incentivo para a implanta\u00e7\u00e3o de Sistemas Agroflorestais. &#8220;A institui\u00e7\u00e3o produz e distribui gratuitamente mudas de ess\u00eancias florestais para fazer o sombreamento das \u00e1reas plantadas com cacau, exatamente para formar o SAF\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faz parte das a\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m, como elenca o coordenador, a distribui\u00e7\u00e3o &nbsp;aos agricultores de mudas de bananas para o sombreamento provis\u00f3rio para a cultura do cacau.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O programa Territ\u00f3rios Sustent\u00e1veis (PTS), que \u00e9 um dos eixos do Plano Estadual Amaz\u00f4nia Agora (PEAA), \u00e9 outra iniciativa governamental &nbsp;com a finalidade de incentivar e beneficiar produtores rurais para a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel em regi\u00f5es pressionadas pelo desmatamento e pass\u00edveis de restaura\u00e7\u00e3o florestal. Mais de 45 munic\u00edpios aderiram ao PTS no \u00e2mbito das a\u00e7\u00f5es trabalhadas pela Sedap.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo de fomento inicial do programa desenvolvido pela Sedap, prev\u00ea a implanta\u00e7\u00e3o de um (1) hectare de Sistemas Agroflorestais &nbsp;em \u00e1reas antes degradadas ou desmatadas e visa o aporte de insumos e servi\u00e7os nas propriedades, por meio de conv\u00eanios com as prefeituras municipais no Par\u00e1.&nbsp;<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/em-quase-30-anos-cacau-recupera-territorio-equivalente-a-231-mil-campos-de-futebol-no-para\/\">Em quase 30 anos, cacau recupera territ\u00f3rio equivalente a 231 mil campos de futebol no Par\u00e1<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/em-quase-30-anos-cacau-recupera-territorio-equivalente-a-231-mil-campos-de-futebol-no-para\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Sefa Monitoramento feito pela Comiss\u00e3o Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), compartilhado com a Secretaria de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35761,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-35760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35760"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35760"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35760\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/35761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}