{"id":35684,"date":"2026-06-29T00:10:07","date_gmt":"2026-06-29T04:10:07","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=35684"},"modified":"2026-06-29T00:10:07","modified_gmt":"2026-06-29T04:10:07","slug":"riscos-do-acordo-entre-china-e-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=35684","title":{"rendered":"riscos do acordo entre China e EUA"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A exporta\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> brasileira entrou em alerta com os compromissos de compra anunciados entre China e Estados Unidos. Segundo a Casa Branca, Pequim compraria <strong>12 milh\u00f5es de toneladas<\/strong> de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> americana nos dois \u00faltimos meses de 2025 e pelo menos <strong>25 milh\u00f5es de toneladas<\/strong> por ano entre 2026 e 2028.&#13;\n<\/p>\n<p>O Brasil segue forte no mercado chin\u00eas, mas a disputa pode afetar pr\u00eamios de exporta\u00e7\u00e3o, fluxo de embarques e margem do produtor. O risco n\u00e3o \u00e9 uma perda imediata de mercado, e sim um cen\u00e1rio de concorr\u00eancia maior entre as duas principais origens de soja para a China.<\/p>\n<p>A China continua sendo o principal destino do agroneg\u00f3cio brasileiro. Em maio de 2026, as exporta\u00e7\u00f5es do setor somaram<strong> US$ 16 bilh\u00f5es<\/strong>, alta de <strong>8,2%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2025, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Desse total, a China comprou <strong>US$ 6,3 bilh\u00f5es<\/strong>, participa\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de <strong>40%<\/strong> na pauta exportadora do agro brasileiro. Os Estados Unidos, por sua vez, compraram <strong>US$ 837 milh\u00f5es<\/strong>, com participa\u00e7\u00e3o de <strong>5,2%<\/strong> e queda de <strong>28%<\/strong> na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> em gr\u00e3os foi o principal produto exportado pelo agro brasileiro em maio. As vendas externas chegaram a <strong>US$ 6,3 bilh\u00f5es<\/strong>, com volume de <strong>14,8 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>. O valor cresceu <strong>14,6%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o a maio de 2025, enquanto o volume avan\u00e7ou <strong>5,1%.<\/strong><\/p>\n<p>O complexo soja, que inclui gr\u00e3os, farelo e \u00f3leo, somou <strong>US$ 7,5 bilh\u00f5es<\/strong> em exporta\u00e7\u00f5es no m\u00eas, alta de <strong>16,3%<\/strong> na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>Os dados mostram que o Brasil ainda tem posi\u00e7\u00e3o forte no mercado chin\u00eas. Em 2025, o agroneg\u00f3cio brasileiro exportou <strong>US$ 169,2 bilh\u00f5es<\/strong>, recorde hist\u00f3rico para o setor. A China liderou entre os destinos, com <strong>US$ 55,3 bilh\u00f5es<\/strong>, equivalente a <strong>32,7%<\/strong> das exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias brasileiras.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> em gr\u00e3os tamb\u00e9m foi o principal item da pauta agropecu\u00e1ria brasileira em 2025, com <strong>US$ 43,5 bilh\u00f5es<\/strong> em receita cambial e volume recorde de <strong>108,2 milh\u00f5es de toneladas<\/strong> embarcadas.<\/p>\n<p>Mesmo assim, a reaproxima\u00e7\u00e3o entre China e Estados Unidos mudou o n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o do mercado. Dados da alf\u00e2ndega chinesa divulgados pela Reuters mostram que, em maio de 2026, a China importou <strong>1,66 milh\u00e3o de toneladas<\/strong> de soja dos EUA, alta de <strong>1,8%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior.&#13;\n<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, as compras chinesas de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> brasileira somaram <strong>9,96 milh\u00f5es de toneladas,<\/strong> queda de <strong>17,7%<\/strong> na compara\u00e7\u00e3o anual. Esse recorte mensal, por\u00e9m, n\u00e3o permite afirmar que o Brasil esteja perdendo espa\u00e7o de forma estrutural.<\/p>\n<p>No acumulado de janeiro a maio de 2026, ainda segundo os dados divulgados pela Reuters, as importa\u00e7\u00f5es chinesas de soja brasileira chegaram a <strong>22,68 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, alta de <strong>6,7% <\/strong>em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. J\u00e1 as compras de soja americana ca\u00edram <strong>42,5%<\/strong>, para <strong>8,38 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>.<\/p>\n<p>A disputa entre Brasil e Estados Unidos pode aparecer primeiro nos pr\u00eamios de exporta\u00e7\u00e3o, na pr\u00e1tica, isso pode afetar a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o nos portos brasileiros. Se a China ampliar compras dos EUA para cumprir os compromissos anunciados, compradores podem usar a concorr\u00eancia entre origens para negociar condi\u00e7\u00f5es melhores.<\/p>\n<p>Esse movimento n\u00e3o significa queda autom\u00e1tica no pre\u00e7o pago ao produtor. O pre\u00e7o da <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> tamb\u00e9m depende de c\u00e2mbio, Bolsa de Chicago, demanda internacional, safra brasileira, safra americana, log\u00edstica e custos internos. Mas o pr\u00eamio de exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vari\u00e1vel que merece aten\u00e7\u00e3o, especialmente em um mercado em que a China concentra grande parte da demanda.&#13;\n<\/p>\n<p>Para o produtor rural, o ponto central \u00e9 margem. Se os pr\u00eamios nos portos forem pressionados por uma disputa maior entre Brasil e Estados Unidos, haver\u00e1 menos espa\u00e7o para erro nas decis\u00f5es de venda, compra de insumos e planejamento da pr\u00f3xima safra.<\/p>\n<p>O Brasil mant\u00e9m vantagens relevantes: escala de produ\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o consolidada com compradores chineses, oferta forte no primeiro semestre e capacidade de embarque em grandes volumes. Os dados atuais n\u00e3o mostram perda estrutural de mercado para os EUA.<\/p>\n<p>O que existe \u00e9 um alerta comercial. A China prometeu comprar mais soja americana, mas o Brasil segue competitivo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/exportacao-de-soja--riscos-do-acordo-entre-china-e-eua_516112.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exporta\u00e7\u00e3o de soja brasileira entrou em alerta com os compromissos de compra anunciados entre China e Estados Unidos. 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