{"id":35305,"date":"2026-06-24T08:20:17","date_gmt":"2026-06-24T12:20:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=35305"},"modified":"2026-06-24T08:20:17","modified_gmt":"2026-06-24T12:20:17","slug":"el-nino-pode-provocar-ondas-de-calor-enchentes-e-seca-no-brasil-veja-os-impactos-por-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=35305","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o pode provocar ondas de calor, enchentes e seca no Brasil; veja os impactos por regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/El-Nino-deve-atingir-Brasil-com-forca-na-primavera-e.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nota t\u00e9cnica elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), pela Funda\u00e7\u00e3o Cearense de Meteorologia e Recursos H\u00eddricos (Funceme) e pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia (Censipam), divulgada nesta ter\u00e7a-feira, aponta que h\u00e1 mais de 95% de probabilidade de o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o persistir durante todo o segundo semestre de 2026, com possibilidade de se estender at\u00e9 o in\u00edcio de 2027.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>\u00a0siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As proje\u00e7\u00f5es do Climate Prediction Center (CPC), da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA), tamb\u00e9m indicam que o evento pode atingir intensidade de forte a muito forte, cen\u00e1rio capaz de provocar mudan\u00e7as significativas no regime de chuvas e nas temperaturas em diversas regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o chefe da Divis\u00e3o de Previs\u00e3o do Tempo e Clima do INPE, Enver Ramirez, pequenas altera\u00e7\u00f5es na intera\u00e7\u00e3o entre oceano e atmosfera podem influenciar a intensidade e os impactos do fen\u00f4meno. Por isso, embora o cen\u00e1rio seja favor\u00e1vel a um epis\u00f3dio forte, o monitoramento continuar\u00e1 sendo atualizado nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<h2 id=\"h-veja-como-o-el-nino-pode-afetar-cada-regiao-do-brasil\" class=\"wp-block-heading\">Veja como o El Ni\u00f1o pode afetar cada regi\u00e3o do Brasil<\/h2>\n<h3 id=\"h-norte\" class=\"wp-block-heading\">Norte<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota t\u00e9cnica aponta tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o das chuvas, especialmente entre junho e mar\u00e7o, favorecendo secas prolongadas, temperaturas acima da m\u00e9dia e aumento do risco de inc\u00eandios florestais, principalmente na Amaz\u00f4nia Legal. Estudos citados no documento mostram que, durante o forte El Ni\u00f1o de 2015, os focos de inc\u00eandio aumentaram cerca de 36% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos 12 anos anteriores.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro impacto esperado \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos rios amaz\u00f4nicos, comprometendo a navega\u00e7\u00e3o, o abastecimento de comunidades ribeirinhas, a pesca, a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e at\u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica. O documento ressalta, por\u00e9m, que as condi\u00e7\u00f5es do Oceano Atl\u00e2ntico Tropical podem amenizar parte desses efeitos na por\u00e7\u00e3o leste da Amaz\u00f4nia, embora ainda seja cedo para confirmar essa influ\u00eancia.<\/p>\n<h3 id=\"h-nordeste\" class=\"wp-block-heading\">Nordeste<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tend\u00eancia \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o das chuvas, principalmente na faixa norte da regi\u00e3o. Com menor nebulosidade, espera-se aumento das temperaturas e da evapora\u00e7\u00e3o, agravando o d\u00e9ficit h\u00eddrico e elevando o risco de inc\u00eandios florestais em \u00e1reas vulner\u00e1veis. A combina\u00e7\u00e3o entre calor intenso e menor volume de precipita\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m pode afetar a agricultura e o abastecimento de \u00e1gua.<\/p>\n<h3 id=\"h-centro-oeste\" class=\"wp-block-heading\">Centro-Oeste<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a rela\u00e7\u00e3o entre o El Ni\u00f1o e o clima do Centro-Oeste seja menos direta, a nota t\u00e9cnica indica uma tend\u00eancia consistente de temperaturas acima da m\u00e9dia em toda a regi\u00e3o, especialmente durante a primavera e o ver\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O calor mais intenso, aliado \u00e0 baixa umidade do ar no fim do inverno e na primavera, aumenta o risco de queimadas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrapartida, durante epis\u00f3dios fortes do fen\u00f4meno, Mato Grosso do Sul e parte de Goi\u00e1s costumam registrar chuvas mais regulares no ver\u00e3o e no outono, o que pode beneficiar parte da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e amenizar parcialmente o calor. J\u00e1 o norte da regi\u00e3o tende a apresentar maior irregularidade na distribui\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/p>\n<h3 id=\"h-sudeste\" class=\"wp-block-heading\">Sudeste<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os impactos sobre o Sudeste tendem a variar conforme a atua\u00e7\u00e3o de outros sistemas atmosf\u00e9ricos. Em geral, espera-se aumento das temperaturas m\u00e9dias, principalmente durante a primavera e o ver\u00e3o, favorecendo ondas de calor mais frequentes e prolongadas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na distribui\u00e7\u00e3o das chuvas, o fen\u00f4meno pode deslocar a Zona de Converg\u00eancia do Atl\u00e2ntico Sul (ZCAS) mais para o sul, favorecendo volumes acima da m\u00e9dia no sul de S\u00e3o Paulo e no centro-sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, enquanto \u00e1reas mais ao norte podem enfrentar estiagens e veranicos prolongados. Durante a primavera, tamb\u00e9m h\u00e1 indicativos de condi\u00e7\u00f5es mais secas em Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, Goi\u00e1s e Bahia.<\/p>\n<h3 id=\"h-sul\" class=\"wp-block-heading\">Sul<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota t\u00e9cnica indica maior probabilidade de chuvas acima da m\u00e9dia ao longo do segundo semestre, elevando o risco de tempestades, enchentes e inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fortalecimento da corrente de jato subtropical favorece a forma\u00e7\u00e3o de sistemas de tempestades e de ciclones extratropicais mais intensos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de ser frequentemente associado ao aumento das chuvas na regi\u00e3o, o El Ni\u00f1o tamb\u00e9m tende a elevar as temperaturas m\u00e9dias no Sul durante o inverno e a primavera, reduzindo a frequ\u00eancia e a dura\u00e7\u00e3o das ondas de frio e das geadas mais severas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/previsao-do-tempo\/el-nino-pode-provocar-ondas-de-calor-enchentes-e-seca-no-brasil-veja-os-impactos-por-regiao\/\">El Ni\u00f1o pode provocar ondas de calor, enchentes e seca no Brasil; veja os impactos por regi\u00e3o<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/previsao-do-tempo\/el-nino-pode-provocar-ondas-de-calor-enchentes-e-seca-no-brasil-veja-os-impactos-por-regiao\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nota t\u00e9cnica elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), pela Funda\u00e7\u00e3o Cearense<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32388,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-35305","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35305"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35305\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/32388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}