{"id":35023,"date":"2026-06-20T08:12:10","date_gmt":"2026-06-20T12:12:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=35023"},"modified":"2026-06-20T08:12:10","modified_gmt":"2026-06-20T12:12:10","slug":"brasil-esta-ficando-grande-demais-para-ser-ignorado-desafios-do-agro-no-novo-cenario-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=35023","title":{"rendered":"\u2018Brasil est\u00e1 ficando grande demais para ser ignorado\u2019: desafios do agro no novo cen\u00e1rio global"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/\u2018Brasil-esta-ficando-grande-demais-para-ser-ignorado-desafios-do.jpg\" alt=\"Exig\u00eancias ambientais mais r\u00edgidas, mecanismos de rastreabilidade e novas barreiras comerciais est\u00e3o redesenhando as regras do com\u00e9rcio internacional\" \/><figcaption>Imagem criada por IA para o Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exig\u00eancias ambientais mais r\u00edgidas, mecanismos de rastreabilidade e novas barreiras comerciais est\u00e3o redesenhando as regras do com\u00e9rcio internacional. Diante desse cen\u00e1rio, uma pergunta ganha for\u00e7a entre especialistas e representantes do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/agronegocio\/\">agroneg\u00f3cio<\/a>: o Brasil est\u00e1 preparado para atender \u00e0s novas demandas dos mercados globais?<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse foi o principal debate de um evento realizado na \u00faltima quarta-feira (17), em S\u00e3o Paulo, que reuniu representantes do setor produtivo, da academia e do mercado.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: <\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Somos bons em criar leis, mas n\u00e3o somos t\u00e3o bons em implement\u00e1-las&#8221;, resumiu Leonardo Munhoz, advogado no VBSO e doutor em direito agroambiental. Ele tamb\u00e9m \u00e9 autor do livro <em>\u201cRestri\u00e7\u00f5es Ambientais ao Com\u00e9rcio Internacional e o Direito: O Agroneg\u00f3cio do Brasil est\u00e1 preparado?\u201d<\/em>, lan\u00e7ado durante o evento.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da programa\u00e7\u00e3o, especialistas discutiram os impactos das novas exig\u00eancias ambientais sobre o com\u00e9rcio internacional e os desafios que elas imp\u00f5em ao agroneg\u00f3cio brasileiro. O discurso de abertura ficou por conta do presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (Abag), Ingo Pl\u00f6ger.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, a capacidade do Brasil de produzir alimentos e prote\u00ednas animais em larga escala e com pre\u00e7os competitivos aumenta a press\u00e3o de produtores locais por mecanismos de prote\u00e7\u00e3o em diferentes mercados. &#8220;O inc\u00f4modo dos outros pa\u00edses n\u00e3o \u00e9 a quantidade, mas a indu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o&#8221;, afirmou. <\/p>\n<h3 id=\"h-comercio-internacional-e-competitividade\" class=\"wp-block-heading\">Com\u00e9rcio internacional e competitividade<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os temas discutidos estiveram a rastreabilidade da produ\u00e7\u00e3o, a import\u00e2ncia do<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/codigo-florestal\/\"> C\u00f3digo Florestal<\/a>, os mercados de carbono e os desafios de governan\u00e7a para atender \u00e0s crescentes exig\u00eancias dos compradores internacionais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De um lado, a legisla\u00e7\u00e3o florestal brasileira, que \u00e9 considerada uma das mais r\u00edgidas do mundo; de outro, o desafio de conseguir gerenciar essas normas. De acordo com Munhoz, o Brasil n\u00e3o consegue estruturar a governan\u00e7a necess\u00e1ria para isso. Nesse contexto, ele refor\u00e7a que o pa\u00eds est\u00e1 &#8220;parcialmente&#8221; preparado, o que n\u00e3o \u00e9 suficiente para os desafios que se desenham.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Falta uma resposta mais efetiva do Estado, tanto para fiscaliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o quanto para a gest\u00e3o de mecanismos econ\u00f4micos, como o mercado de carbono, os programas de PSA (Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais) e os \u00f3rg\u00e3os gestores desses sistemas&#8221;, disse.<\/p>\n<h3 id=\"h-desafios-da-inclusao\" class=\"wp-block-heading\">Desafios da inclus\u00e3o<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto levantado durante o evento foi o impacto das novas exig\u00eancias sobre diferentes perfis de produtores. Para o coordenador do Centro de Estudos do Agroneg\u00f3cio da FGV Agro, Guilherme Bastos, a maior parte da cadeia exportadora brasileira j\u00e1 atende aos requisitos exigidos pelos mercados internacionais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Boa parte desse com\u00e9rcio exportador est\u00e1 aderente \u00e0s normas. Eles cumprem as exig\u00eancias&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o dele, o desafio est\u00e1 principalmente em ampliar a inclus\u00e3o de pequenos e m\u00e9dios produtores nas cadeias voltadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c0 medida que voc\u00ea vai aumentando a barra, vai tornando mais dif\u00edcil cumprir as exig\u00eancias. Com isso, s\u00f3 consegue atender quem \u00e9 grande, estruturado e tem margem para fazer isso&#8221;, destacou.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Bastos, sem mecanismos que facilitem a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas demandas, parte dos produtores pode acabar direcionando sua produ\u00e7\u00e3o apenas ao mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n<h3 id=\"h-preocupacao-ambiental-ou-protecionismo\" class=\"wp-block-heading\">Preocupa\u00e7\u00e3o ambiental ou protecionismo?<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lei antidesmatamento da Uni\u00e3o Europeia (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/eudr\/\">EUDR<\/a>, <em>na sigla em ingl\u00eas<\/em>) continua sendo o maior motor dessa transforma\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio internacional. Na pr\u00e1tica, o regulamento do bloco pro\u00edbe a importa\u00e7\u00e3o de produtos oriundos de \u00e1reas desmatadas ap\u00f3s dezembro de 2020. Itens como caf\u00e9, cacau, soja e madeira do Brasil ser\u00e3o impactados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Munhoz, a decis\u00e3o envolve dois aspectos principais. &#8220;\u00c9 prote\u00e7\u00e3o ambiental ou h\u00e1 algum aspecto de protecionismo por tr\u00e1s dessa justificativa?&#8221;, questionou.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, a preserva\u00e7\u00e3o ambiental passou a ocupar espa\u00e7o central nas discuss\u00f5es globais e vem sendo incorporada cada vez mais \u00e0s regras que orientam o com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As medidas ambientais e a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente s\u00e3o preocupa\u00e7\u00f5es que v\u00eam dominando a pauta e est\u00e3o sendo incorporadas \u00e0s jurisprud\u00eancias internacionais, tanto da OMC quanto da Corte Internacional de Justi\u00e7a&#8221;, explicou. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, Munhoz avalia que normas e diretrizes que antes tinham car\u00e1ter apenas orientativo v\u00eam ganhando for\u00e7a pr\u00e1tica nas rela\u00e7\u00f5es comerciais entre os pa\u00edses. &#8220;O que era um <em>soft law<\/em>, n\u00e3o vinculante, est\u00e1 se tornando cada vez mais vinculante&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos desafios, a avalia\u00e7\u00e3o predominante entre os participantes foi de que o Brasil re\u00fane condi\u00e7\u00f5es para manter uma posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a no com\u00e9rcio global de alimentos. &#8220;O Brasil est\u00e1 ficando grande demais para ser ignorado&#8221;, afirmou Giuliano Ramos Alves, diretor do Instituto de Estudos do Agroneg\u00f3cio (IEAg) da Abag.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para isso, por\u00e9m, ser\u00e1 necess\u00e1rio avan\u00e7ar em \u00e1reas como governan\u00e7a, rastreabilidade e implementa\u00e7\u00e3o das normas j\u00e1 existentes, transformando diferenciais como a agricultura tropical e o C\u00f3digo Florestal em vantagens competitivas cada vez mais reconhecidas pelos mercados internacionais.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/brasil-esta-ficando-grande-demais-para-ser-ignorado-desafios-do-agro-no-novo-cenario-globalbrasil-grande-demais-para-ser-ignorado-desafios-do-agro-global\/\">&#8216;Brasil est\u00e1 ficando grande demais para ser ignorado&#8217;: desafios do agro no novo cen\u00e1rio global<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/brasil-esta-ficando-grande-demais-para-ser-ignorado-desafios-do-agro-no-novo-cenario-globalbrasil-grande-demais-para-ser-ignorado-desafios-do-agro-global\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem criada por IA para o Canal Rural Exig\u00eancias ambientais mais r\u00edgidas, mecanismos de rastreabilidade e novas barreiras comerciais est\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35024,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-35023","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35023"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35023"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35023\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/35024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}