{"id":34969,"date":"2026-06-19T14:28:27","date_gmt":"2026-06-19T18:28:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=34969"},"modified":"2026-06-19T14:28:27","modified_gmt":"2026-06-19T18:28:27","slug":"el-nino-2026-nao-significa-excesso-de-chuva-garantido-alerta-meteorologista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=34969","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o 2026 n\u00e3o significa excesso de chuva garantido, alerta meteorologista"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o na \u00faltima semana, a meteorologista Eliana Klering, professora da Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel\u00a0) e conselheira da C\u00e2mara Especializada de Agronomia do CREA-RS, comentou o que se pode esperar do fen\u00f4meno para o Rio Grande do Sul. De acordo com a especialista, a parte oce\u00e2nica do fen\u00f4meno j\u00e1 est\u00e1 totalmente configurada, mas os efeitos sobre o clima ga\u00facho s\u00f3 devem se tornar percept\u00edveis a partir da primavera.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em entrevista, Klering explicou que o El Ni\u00f1o resulta do acoplamento entre duas componentes: uma oce\u00e2nica e uma atmosf\u00e9rica. Atualmente, segundo a meteorologista, apenas a parte oce\u00e2nica j\u00e1 est\u00e1 plenamente configurada, enquanto a atmosfera ainda n\u00e3o respondeu \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno. Essa defasagem \u00e9 o motivo pelo qual, segundo ela, o inverno de 2026 n\u00e3o deve trazer altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas significativas associadas ao El Ni\u00f1o no Estado. As proje\u00e7\u00f5es indicam precipita\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas da m\u00e9dia hist\u00f3rica e temperaturas um pouco acima da m\u00e9dia durante essa esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/agrotempo?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui e acesse AGROTEMPO<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O cen\u00e1rio come\u00e7a a mudar a partir da primavera. Segundo dados do modelo geoestat\u00edstico do Laborat\u00f3rio de Climatologia Aplicada da Faculdade de Meteorologia da UFPel\u00a0, citados por Klering, a esta\u00e7\u00e3o deve registrar excesso de precipita\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul. A meteorologista, no entanto, fez quest\u00e3o de ponderar a magnitude desse excedente: segundo ela, os n\u00edveis projetados n\u00e3o s\u00e3o alarmantes e devem ficar dentro do que a pr\u00f3pria variabilidade clim\u00e1tica natural da regi\u00e3o j\u00e1 costuma produzir.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Questionada sobre as manchetes mais alarmistas que surgiram ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno \u2014 incluindo compara\u00e7\u00f5es com o El Ni\u00f1o de 2015 \u2014, Klering foi direta ao apontar o que considera um dos principais equ\u00edvocos disseminados sobre o tema. &#8220;Um dos maiores mitos \u00e9 achar que o El Ni\u00f1o provoca altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica em todas as esta\u00e7\u00f5es aqui no Rio Grande do Sul&#8221;, afirmou a meteorologista. Segundo ela, o impacto mais relevante do fen\u00f4meno costuma se concentrar em dois per\u00edodos espec\u00edficos: a primavera do ano de in\u00edcio do El Ni\u00f1o \u2014 ou seja, os meses de setembro, outubro e novembro \u2014 e o outono do segundo ano do fen\u00f4meno, entre maio e junho do ano seguinte.&#13;\n<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/noaa-confirma-inicio-do-el-nino_515542.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">NOAA confirma in\u00edcio do El Ni\u00f1o<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A especialista tamb\u00e9m alertou para outro engano comum: associar automaticamente a atua\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o a excessos de chuva muito acima da m\u00e9dia em toda e qualquer safra. Como exemplo, Klering citou a safra 2004\/2005, per\u00edodo em que o fen\u00f4meno tamb\u00e9m estava em atua\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul, mas que, ainda assim, registrou uma das maiores perdas de safra j\u00e1 contabilizadas no Estado. Para a meteorologista, esse hist\u00f3rico refor\u00e7a a necessidade de cautela na interpreta\u00e7\u00e3o de cada novo epis\u00f3dio do fen\u00f4meno, j\u00e1 que sua atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o segue um padr\u00e3o autom\u00e1tico ou linear de impacto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Diante desse cen\u00e1rio, Klering recomendou que produtores rurais busquem informa\u00e7\u00f5es em fontes confi\u00e1veis, sobretudo nos \u00f3rg\u00e3os oficiais de meteorologia do Brasil e do Rio Grande do Sul, e evitem se basear em conte\u00fados sensacionalistas. Segundo a especialista, a comunidade de meteorologistas est\u00e1 em monitoramento constante da evolu\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno, com o compromisso de divulgar informa\u00e7\u00f5es fidedignas tanto para a sociedade em geral quanto para o setor produtivo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em termos pr\u00e1ticos, a meteorologista apontou recomenda\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para o momento atual da safra. Como o inverno tende a ser mais seco, ela sugere que os produtores aproveitem essa janela para antecipar o preparo do solo, adiantando opera\u00e7\u00f5es enquanto as condi\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o mais favor\u00e1veis. Segundo Klering, chegar \u00e0 primavera \u2014 per\u00edodo em que se espera maior volume de chuvas \u2014 com as \u00e1reas j\u00e1 preparadas pode facilitar o planejamento das atividades subsequentes na propriedade.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outra orienta\u00e7\u00e3o destacada \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o dos canais de drenagem das propriedades. Klering recomendou que produtores mantenham esses canais desobstru\u00eddos para evitar o ac\u00famulo de \u00e1gua nas \u00e1reas mais baixas, especialmente diante da possibilidade de maior volume de chuvas na primavera. Segundo ela, essas duas medidas \u2014 preparo antecipado do solo e manuten\u00e7\u00e3o da drenagem \u2014 representam, no momento, as principais recomenda\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para o setor produtivo ga\u00facho at\u00e9 a chegada da nova esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/el-nino-2026-nao-significa-excesso-de-chuva-garantido--alerta-meteorologista_515813.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o na \u00faltima semana, a meteorologista Eliana Klering, professora da Faculdade de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34970,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-34969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34969"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=34969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34969\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=34969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=34969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=34969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}