{"id":34945,"date":"2026-06-19T11:22:37","date_gmt":"2026-06-19T15:22:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=34945"},"modified":"2026-06-19T11:22:37","modified_gmt":"2026-06-19T15:22:37","slug":"suinocultura-exportacoes-seguem-fortes-apesar-de-recuo-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=34945","title":{"rendered":"Suinocultura: Exporta\u00e7\u00f5es seguem fortes apesar de recuo em maio"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Suinocultura-Exportacoes-seguem-fortes-apesar-de-recuo-em-maio.jpeg\" alt=\"su\u00edno vivo, suinocultura, china\" \/><figcaption>Foto: Jos\u00e9 Medeiros\/ Governo de Mato Grosso<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desempenho das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne su\u00edna em maio de 2026 manteve-se positivo e consistente, ainda que tenha sido marcado por uma desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de abril.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No per\u00edodo, o Brasil exportou 125,854 mil toneladas, gerando receita de US$ 293,074 milh\u00f5es, com pre\u00e7o m\u00e9dio de US$ 2.370,91 por tonelada. Embora esse resultado represente um recuo frente aos n\u00fameros de abril \u2014 quando o volume atingiu 135.993,48 toneladas e a receita somou US$ 318,335 milh\u00f5es \u2014, o desempenho de maio continua sendo considerado s\u00f3lido dentro de um contexto hist\u00f3rico. Em maio de 2025, o Brasil havia exportado 115,938 mil toneladas.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: <\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A retra\u00e7\u00e3o observada entre abril e maio reflete principalmente uma acomoda\u00e7\u00e3o ap\u00f3s um m\u00eas anterior mais forte, sem, contudo, indicar perda estrutural de competitividade. Em abril, o pre\u00e7o m\u00e9dio foi ligeiramente superior, em torno de US$ 2.383,89 por tonelada, o que refor\u00e7a que a desacelera\u00e7\u00e3o ocorreu tanto em volume quanto em valor, ainda que de forma moderada. Essa din\u00e2mica \u00e9 compat\u00edvel com padr\u00f5es sazonais do com\u00e9rcio internacional de prote\u00ednas, nos quais oscila\u00e7\u00f5es mensais s\u00e3o comuns e n\u00e3o comprometem a tend\u00eancia mais ampla.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em maio, a composi\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es seguiu concentrada em mercados-chave, com destaque para as Filipinas, que permaneceram na lideran\u00e7a ao absorver 20,59% do total embarcado, equivalente a 25,909 mil toneladas e receita de US$ 62,089 milh\u00f5es. O pre\u00e7o m\u00e9dio de US$ 2.235,71 por tonelada indica a caracter\u00edstica desse mercado como destino de grande volume, com maior sensibilidade a pre\u00e7os, desempenhando papel fundamental na sustenta\u00e7\u00e3o do fluxo exportador.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Jap\u00e3o manteve a posi\u00e7\u00e3o como segundo principal mercado, com participa\u00e7\u00e3o de 12,05% e volume de 15,159 mil toneladas. Diferentemente das Filipinas, o pa\u00eds asi\u00e1tico destacou-se pelo alto valor agregado, registrando pre\u00e7o m\u00e9dio de US$ 3.374,60 por tonelada, um dos mais elevados entre todos os destinos. Esse resultado refor\u00e7a a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de mercados premium para a composi\u00e7\u00e3o da receita, contribuindo para elevar a m\u00e9dia geral dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A China, com 7,05% de participa\u00e7\u00e3o e 8,875 mil toneladas importadas, apresentou desempenho relevante, ainda que mais moderado em compara\u00e7\u00e3o a per\u00edodos anteriores. O pre\u00e7o m\u00e9dio de US$ 2.283,36 por tonelada ficou pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia global, indicando estabilidade na rela\u00e7\u00e3o comercial, mesmo diante de poss\u00edveis ajustes na demanda chinesa ao longo do ano.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros mercados importantes, como Chile, M\u00e9xico e Hong Kong, mantiveram participa\u00e7\u00f5es expressivas e desempenhos consistentes, refor\u00e7ando a diversifica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. Ao mesmo tempo, destinos de menor escala, como Vietn\u00e3, Argentina, Uruguai e pa\u00edses africanos, continuam desempenhando papel estrat\u00e9gico na expans\u00e3o da presen\u00e7a internacional e na dilui\u00e7\u00e3o de riscos comerciais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise dos pre\u00e7os m\u00e9dios revela um padr\u00e3o claro de segmenta\u00e7\u00e3o de mercado. Enquanto destinos mais exigentes, como Jap\u00e3o e Coreia do Sul, apresentaram pre\u00e7os significativamente mais elevados, outros mercados priorizaram volume, operando com pre\u00e7os mais competitivos. Esse modelo evidencia uma estrat\u00e9gia bem definida do setor exportador brasileiro, que busca simultaneamente ganhos de escala e maximiza\u00e7\u00e3o de valor agregado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De maneira geral, apesar da desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a abril, o desempenho de maio de 2026 pode ser classificado como bom e consistente. Os resultados demonstram a capacidade do setor de manter n\u00edveis elevados de exporta\u00e7\u00e3o mesmo ap\u00f3s um m\u00eas anterior mais aquecido, al\u00e9m de evidenciar resili\u00eancia diante de varia\u00e7\u00f5es naturais do mercado internacional.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em s\u00edntese, o setor de carne su\u00edna brasileiro continua apresentando fundamentos s\u00f3lidos, com forte inser\u00e7\u00e3o global, diversifica\u00e7\u00e3o de mercados e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s diferentes demandas. A leve retra\u00e7\u00e3o observada em maio deve ser interpretada como um movimento pontual dentro de uma trajet\u00f3ria mais ampla de estabilidade e competitividade, mantendo perspectivas positivas para os pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<h2 id=\"h-analise-consolidada-de-janeiro-a-maio-de-2026\" class=\"wp-block-heading\">An\u00e1lise consolidada de janeiro a maio de 2026<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na an\u00e1lise consolidada do per\u00edodo de janeiro a maio de 2026, os dados refor\u00e7am ainda mais a trajet\u00f3ria de crescimento do setor. O volume total exportado atingiu 642,320 mil toneladas, representando um aumento de aproximadamente 14,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2025, quando foram embarcadas 561,769 mil toneladas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos de receita, o avan\u00e7o tamb\u00e9m foi significativo, passando de US$ 1,346 bilh\u00e3o em 2025 para US$ 1,527 bilh\u00e3o em 2026, o que equivale a um crescimento de cerca de 13,5%. Esses resultados indicam expans\u00e3o consistente tanto em volume quanto em valor, ainda que com varia\u00e7\u00f5es entre os diferentes destinos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os principais mercados, observa-se crescimento expressivo em destinos estrat\u00e9gicos. As Filipinas continuam sendo o principal motor das exporta\u00e7\u00f5es, com aumento de aproximadamente 47% no volume embarcado (de 123,2 mil para 181,4 mil toneladas) e crescimento tamb\u00e9m relevante na receita, consolidando-se como o maior parceiro comercial.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Jap\u00e3o registrou avan\u00e7o significativo, com crescimento de cerca de 77% em volume, passando de 42,4 mil para 75,1 mil toneladas, al\u00e9m de forte eleva\u00e7\u00e3o nas receitas, refletindo manuten\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os elevados e maior demanda por produtos de maior valor agregado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, alguns mercados tradicionais apresentaram desacelera\u00e7\u00e3o. A China registrou queda expressiva de aproximadamente 34% no volume (de 80,5 mil para 52,9 mil toneladas) e redu\u00e7\u00e3o proporcional nas receitas, indicando uma mudan\u00e7a relevante no perfil de demanda. O mesmo movimento de retra\u00e7\u00e3o foi observado em Hong Kong, com recuo de cerca de 24% no volume, e em Cingapura, com diminui\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de 26%, sinalizando ajustes na din\u00e2mica de importa\u00e7\u00e3o desses mercados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrapartida, outros destinos demonstraram crescimento consistente, como o Chile, com avan\u00e7o de cerca de 11% no volume, e o Uruguai, que apresentou expans\u00e3o moderada pr\u00f3xima de 4%, indicando estabilidade e fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es comerciais regionais. Mercados como Angola tamb\u00e9m registraram aumento de volume, ainda que em menor escala, contribuindo para ampliar a diversifica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma geral, o consolidado de janeiro a maio de 2026 evidencia um cen\u00e1rio de expans\u00e3o robusta, sustentado principalmente pelo crescimento em mercados asi\u00e1ticos relevantes e pela manuten\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os competitivos. A combina\u00e7\u00e3o entre aumento expressivo de volume em destinos-chave e redu\u00e7\u00e3o em mercados tradicionais indica uma redistribui\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica das exporta\u00e7\u00f5es, refor\u00e7ando a capacidade do Brasil de se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as na demanda global.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, mesmo com oscila\u00e7\u00f5es pontuais entre meses e entre parceiros comerciais, o desempenho acumulado do ano confirma uma tend\u00eancia positiva para o setor de carne su\u00edna brasileira, com crescimento consistente tanto em volume quanto em receita e manuten\u00e7\u00e3o de forte competitividade no mercado internacional.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Suinocultura-Exportacoes-seguem-fortes-apesar-de-recuo-em-maio.jpg\" alt=\"Allan Maia\" class=\"wp-image-4140859 size-full\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>*Allan Maia<\/strong> <em>\u00e9 analista da consultoria <strong><a href=\"https:\/\/safras.com.br\/\">Safras &amp; Mercado<\/a><\/strong> e economista com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Mercado Financeiro, com experi\u00eancia de dez anos no setor carnes, com enfoque no setor suin\u00edcola<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O&nbsp;<strong>Canal Rural<\/strong>&nbsp;n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/suinocultura-exportacoes-seguem-fortes-apesar-de-recuo-em-maio\/\">Suinocultura: Exporta\u00e7\u00f5es seguem fortes apesar de recuo em maio<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/suinocultura-exportacoes-seguem-fortes-apesar-de-recuo-em-maio\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Jos\u00e9 Medeiros\/ Governo de Mato Grosso O desempenho das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne su\u00edna em maio de 2026 manteve-se<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34946,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34945","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34945"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=34945"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34945\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34946"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=34945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=34945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=34945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}