{"id":34529,"date":"2026-06-14T14:14:56","date_gmt":"2026-06-14T18:14:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=34529"},"modified":"2026-06-14T14:14:56","modified_gmt":"2026-06-14T18:14:56","slug":"afrouxamento-da-vigilancia-permitiu-volta-da-mosca-da-bicheira-aos-eua-apos-60-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=34529","title":{"rendered":"Afrouxamento da vigil\u00e2ncia permitiu volta da mosca-da-bicheira aos EUA ap\u00f3s 60 anos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Parasita-mortal-ressurge-nos-EUA-apos-60-anos-saiba-os.jpg\" alt=\"Mosca-da bicheira (Cochliomyia hominivorax), parasita, praga\" \/><figcaption>Imagem gerada por IA para o Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o de um caso da mosca-da-bicheira americana em um bezerro de tr\u00eas semanas no Texas reacendeu o alerta sanit\u00e1rio nos Estados Unidos. O registro, confirmado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), marca o reaparecimento da praga no pa\u00eds ap\u00f3s cerca de seis d\u00e9cadas e pode gerar impactos econ\u00f4micos significativos para a pecu\u00e1ria norte-americana.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>\u00a0siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Apesar da preocupa\u00e7\u00e3o, o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em medicina veterin\u00e1ria Estevam Hoppe afirma que o cen\u00e1rio \u00e9 diferente para o Brasil, onde o parasita j\u00e1 faz parte da realidade dos produtores rurais.<\/p>\n<p>Segundo ele, o ressurgimento da praga nos Estados Unidos preocupa porque o pa\u00eds investiu milh\u00f5es de d\u00f3lares ao longo de d\u00e9cadas para erradicar o inseto.<\/p>\n<p>&#8220;Os Estados Unidos investiram milh\u00f5es de d\u00f3lares em um processo bastante longo de erradica\u00e7\u00e3o. Foi criado um cord\u00e3o de isolamento desde os Estados Unidos at\u00e9 o Panam\u00e1, envolvendo diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Central. O afrouxamento das medidas de vigil\u00e2ncia e controle resultou nesse ressurgimento&#8221;, disse.<\/p>\n<p>De acordo com o especialista, o principal temor das autoridades norte-americanas est\u00e1 nos custos necess\u00e1rios para eliminar novamente a praga e evitar sua dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Da mesma forma como foi gasto muito dinheiro para fazer a erradica\u00e7\u00e3o, \u00e9 previsto um impacto financeiro bastante grande para voltar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o original, sem esse parasita no rebanho&#8221;, destacou.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-brasil-convive-com-a-praga\">Brasil convive com a praga<\/h3>\n<p>A mosca-da-bicheira americana, cientificamente chamada de <em>Cochliomyia hominivorax<\/em>, n\u00e3o \u00e9 uma novidade para os pecuaristas brasileiros. O inseto est\u00e1 presente em praticamente toda a Am\u00e9rica Latina e \u00e9 conhecido por depositar ovos em feridas abertas dos animais, onde as larvas se alimentam dos tecidos vivos.<\/p>\n<p>Para Hoppe, o caso registrado nos Estados Unidos n\u00e3o representa uma amea\u00e7a adicional para o Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Ela sempre ocorreu aqui nas Am\u00e9ricas, desde o sul dos Estados Unidos at\u00e9 a Argentina e o Uruguai. \u00c9 um velho problema nosso aqui no Brasil. N\u00e3o h\u00e1 risco nenhum para o nosso rebanho por causa desse caso espec\u00edfico&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O professor ressalta que, mesmo nos Estados Unidos, a ocorr\u00eancia ainda \u00e9 considerada pontual e n\u00e3o representa uma situa\u00e7\u00e3o generalizada.<\/p>\n<p>&#8220;O problema ainda \u00e9 muito localizado. Existe uma preocupa\u00e7\u00e3o grande com aumento de custos de produ\u00e7\u00e3o e com as a\u00e7\u00f5es de controle, mas n\u00e3o se trata de uma infesta\u00e7\u00e3o disseminada&#8221;, disse.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-atencao-deve-estar-nas-feridas\">Aten\u00e7\u00e3o deve estar nas feridas<\/h3>\n<p>Segundo o especialista, a preven\u00e7\u00e3o continua sendo a principal ferramenta para reduzir preju\u00edzos causados pela bicheira.<\/p>\n<p>A mosca \u00e9 atra\u00edda principalmente por feridas recentes, o que torna momentos de manejo, transporte e nascimento dos animais per\u00edodos de maior risco.<\/p>\n<p>&#8220;Essa mosca est\u00e1 sempre associada a feridas novas. Se o produtor entende quais s\u00e3o os momentos em que os animais t\u00eam mais chance de se machucar, ele consegue intensificar os cuidados e reduzir os impactos&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Entre as situa\u00e7\u00f5es que exigem maior aten\u00e7\u00e3o est\u00e3o partos, castra\u00e7\u00f5es, descornas, procedimentos cir\u00fargicos e les\u00f5es provocadas durante o transporte.<\/p>\n<p>O especialista destaca que os bezerros rec\u00e9m-nascidos est\u00e3o entre os mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;O umbigo do bezerro \u00e9 extremamente atrativo para essa mosca. A cura correta do umbigo e os cuidados neonatais s\u00e3o algumas das melhores estrat\u00e9gias para reduzir ao m\u00e1ximo os preju\u00edzos dessa parasitose&#8221;, afirmou.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pecuarista-brasileiro-sabe-lidar-com-o-problema\">Pecuarista brasileiro sabe lidar com o problema<\/h3>\n<p>Embora a not\u00edcia tenha gerado repercuss\u00e3o internacional, Hoppe acredita que os produtores brasileiros possuem experi\u00eancia suficiente para conviver com a praga sem grandes sobressaltos.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa sorte \u00e9 que o pecuarista brasileiro \u00e9 muito cuidadoso e tradicionalmente sempre teve uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com o rebanho&#8221;, observou.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es, ele cita a redu\u00e7\u00e3o de fontes de ferimentos, como cercas de arame farpado, e a aten\u00e7\u00e3o constante ao manejo sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o produtor brasileiro se preocupe como se isso fosse um grande problema novo. N\u00f3s sabemos lidar muito bem com isso. O nosso rebanho est\u00e1 preparado e, com manejo adequado, conseguimos minimizar os impactos&#8221;.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/afrouxamento-da-vigilancia-permitiu-volta-da-mosca-da-bicheira-aos-eua-apos-60-anos\/\">Afrouxamento da vigil\u00e2ncia permitiu volta da mosca-da-bicheira aos EUA ap\u00f3s 60 anos<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/afrouxamento-da-vigilancia-permitiu-volta-da-mosca-da-bicheira-aos-eua-apos-60-anos\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem gerada por IA para o Canal Rural A confirma\u00e7\u00e3o de um caso da mosca-da-bicheira americana em um bezerro de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":33785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34529","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34529"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=34529"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34529\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/33785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=34529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=34529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=34529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}