{"id":34056,"date":"2026-06-08T21:52:45","date_gmt":"2026-06-09T01:52:45","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=34056"},"modified":"2026-06-08T21:52:45","modified_gmt":"2026-06-09T01:52:45","slug":"estudo-mostra-que-pecuaria-brasileira-pode-reduzir-emissoes-em-926-ate-2050","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=34056","title":{"rendered":"Estudo mostra que pecu\u00e1ria brasileira pode reduzir emiss\u00f5es em 92,6% at\u00e9 2050"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Estudo-mostra-que-pecuaria-brasileira-pode-reduzir-emissoes-em-926.jpg\" alt=\"nelore arroba do boi gordo\" \/><figcaption>Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O estudo &#8220;Trajet\u00f3rias de Descarboniza\u00e7\u00e3o da Pecu\u00e1ria de Corte no Brasil 2025 a 2050&#8221;, desenvolvido pelo FGV Agro, foi apresentado internacionalmente nesta segunda-feira (8) na sede da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), em Roma, na It\u00e1lia. <\/p>\n<p>O documento tem o objetivo de ser uma resposta contundente do setor, baseada em ci\u00eancia, para os desafios clim\u00e1ticos e de seguran\u00e7a alimentar e foi trazido \u00e0 tona no \u00e2mbito da Quarta Sess\u00e3o do Subcomit\u00ea de Pecu\u00e1ria do Comit\u00ea de Agricultura (Coag).<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que o setor pecu\u00e1rio enfrenta uma \u201cencruzilhada\u201d global, visto que ao mesmo tempo em que demanda por prote\u00edna animal aumenta, os tr\u00eas blocos que controlam 70% do rebanho global registram quedas hist\u00f3ricas: o Mercosul opera no menor n\u00edvel em seis anos, a Am\u00e9rica do Norte enfrenta o menor rebanho em 70 anos e a Uni\u00e3o Europeia, o menor em tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o da retra\u00e7\u00e3o externa, o Brasil se consolidou com o maior rebanho comercial do planeta (192,6 milh\u00f5es de cabe\u00e7as em 2024).<\/p>\n<p>O documento ainda frisa que, por conta das exig\u00eancias do C\u00f3digo Florestal, o pa\u00eds utiliza apenas 30,2% de seu territ\u00f3rio para a agropecu\u00e1ria, mantendo 66,3% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa preservada, sendo que 33,2% est\u00e1 resguardada por lei dentro das propriedades rurais privadas.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0<em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8220;O desacoplamento entre \u00e1rea e produ\u00e7\u00e3o na pecu\u00e1ria de corte brasileira j\u00e1 \u00e9 um hist\u00f3rico consolidado. Entre 2004 e 2024, a produ\u00e7\u00e3o nacional de carne bovina disparou mais de 240%, enquanto a \u00e1rea total de pastagens encolheu 11% (reduzindo de 181 para 160 milh\u00f5es de hectares)&#8221;, mostra.<\/p>\n<p>A pesquisa destaca que esse salto gerou o chamado efeito &#8220;poupa-terra&#8221;, que poupou 397 milh\u00f5es de hectares \u00e1rea que teria sido necess\u00e1ria se o pa\u00eds mantivesse os mesmos \u00edndices de produtividade de 1990.<\/p>\n<p>A pesquisadora da FGV Agro Camila Estevam detalhou os dados t\u00e9cnicos do estudo que traduzem esse ganho de efici\u00eancia em metas clim\u00e1ticas. \u201cO primeiro grande resultado do modelo matem\u00e1tico foi mostrar que as tend\u00eancias que o setor j\u00e1 executa reduzem em at\u00e9 60% as emiss\u00f5es absolutas at\u00e9 2050. Quando olhamos para a intensidade de carbono, a redu\u00e7\u00e3o chega a<strong> 80%<\/strong> no cen\u00e1rio de refer\u00eancia, baixando de 80 kg para 16 kg de CO2 equivalente por quilo de carne.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ela, nos cen\u00e1rios mais ambiciosos com o Plano ABC+, a intensidade cai <strong>92,6%<\/strong>, chegando a apenas 5 kg. \u201cIsso acontece porque o carbono fixado no solo pela ILPF [Integra\u00e7\u00e3o Lavoura Pecu\u00e1ria Floresta] e pela recupera\u00e7\u00e3o de pastagens atua diretamente na remo\u00e7\u00e3o dessas emiss\u00f5es&#8221;, detalha.<\/p>\n<p>O estudo comprova, ainda, que no cen\u00e1rio mais arrojado de mitiga\u00e7\u00e3o, o Brasil conseguir\u00e1 estabilizar sua produ\u00e7\u00e3o em patamares elevados (18,2 milh\u00f5es de toneladas de carca\u00e7a em 2050) reduzindo a \u00e1rea necess\u00e1ria de pastagens em mais 35%, amparado pelo aumento de 31% no peso m\u00e9dio da carca\u00e7a do animal abatido (que saltar\u00e1 de 211 kg para 277 kg).<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-validacao-comercial\">Valida\u00e7\u00e3o comercial<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Apenas-um-fator-pode-determinar-alta-agressiva-do-preco-do.jpg\" alt=\"carne bovina exporta\u00e7\u00f5es China\" class=\"wp-image-4081957\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o setor exportador, a apresenta\u00e7\u00e3o do estudo dentro do Subcomit\u00ea de Pecu\u00e1ria do Coag, \u00f3rg\u00e3o que orienta as pol\u00edticas agr\u00edcolas globais da ONU, funciona como um aval de credibilidade que embasa o produto brasileiro frente \u00e0s exig\u00eancias do mercado externo.<\/p>\n<p>O diretor de sustentabilidade da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Zelner, resumiu o valor estrat\u00e9gico do embasamento cient\u00edfico para a reputa\u00e7\u00e3o internacional do agroneg\u00f3cio. \u201cIsso \u00e9 fundamental para a exporta\u00e7\u00e3o e para a gente trazer os dados duros, com ci\u00eancia bem fundamentada, para mostrar para o mundo por que a nossa carne \u00e9 sustent\u00e1vel e porque o nosso produto \u00e9 confi\u00e1vel e merece estar em todas as prateleiras dos supermercados do mundo.\u201d<\/p>\n<p>Diante de delega\u00e7\u00f5es estrangeiras e cientistas, o relat\u00f3rio visou demonstrar como o pa\u00eds consegue responder \u00e0 crescente demanda global por alimentos e, ao mesmo tempo, mitigar o impacto ambiental por meio da tecnologia tropical.<\/p>\n<p>A abertura das discuss\u00f5es contou com a participa\u00e7\u00e3o do Diretor de Produ\u00e7\u00e3o e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin, que refor\u00e7ou a necessidade de governan\u00e7a e uni\u00e3o multissetorial<\/p>\n<p>&#8220;Quando falamos de produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria sustent\u00e1vel, cada pa\u00eds precisa encontrar seu pr\u00f3prio caminho. A Agenda 2030 e seus objetivos n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o. O ponto central \u00e9 a necessidade de trabalhar em conjunto com agricultores, produtores, setor privado, academia e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa. A transforma\u00e7\u00e3o que buscamos precisa ser constru\u00edda de forma coletiva&#8221;, declarou Tiensin.<\/p>\n<p>Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir M\u00fcller, o debate na ag\u00eancia da ONU consolida o papel estrat\u00e9gico do pa\u00eds no abastecimento e na sustentabilidade. &#8220;Viemos \u00e0 FAO mostrar que a pecu\u00e1ria brasileira tem condi\u00e7\u00f5es de avan\u00e7ar de forma consistente na agenda clim\u00e1tica sem abrir m\u00e3o da produtividade. [&#8230;] Provamos que o Brasil \u00e9 um fornecedor confi\u00e1vel, essencial para o desenvolvimento econ\u00f4mico e para a seguran\u00e7a alimentar mundial&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>M\u00fcller tamb\u00e9m lembrou a mec\u00e2nica pr\u00e1tica que diferencia o modelo brasileiro no exterior, focando na Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (ILPF). &#8220;O que o Brasil faz de diferente \u00e9 que, na mesma \u00e1rea da pastagem para o boi, fazemos uma rota\u00e7\u00e3o com lavoura e floresta na mesma propriedade. Isso s\u00f3 o Brasil tem. J\u00e1 estamos com cerca de 17 milh\u00f5es de hectares com algum tipo de produ\u00e7\u00e3o integrada, e o grande benef\u00edcio \u00e9 que esse sistema otimiza a terra e reduz a pegada de carbono de forma definitiva&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Segundo a Miss\u00e3o Brasileira na FAO, tamb\u00e9m composta pela Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (ApexBrasil), com a Miss\u00e3o do Brasil em Roma coordenada pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE), os dados apresentados mostram que o investimento em biotecnologia zoot\u00e9cnica, aditivos alimentares e a recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas s\u00e3o os vetores reais para conciliar o combate \u00e0 fome e a resili\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/estudo-mostra-que-pecuaria-brasileira-pode-reduzir-emissoes-em-926-ate-2050\/\">Estudo mostra que pecu\u00e1ria brasileira pode reduzir emiss\u00f5es em 92,6% at\u00e9 2050<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/estudo-mostra-que-pecuaria-brasileira-pode-reduzir-emissoes-em-926-ate-2050\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pixabay O estudo &#8220;Trajet\u00f3rias de Descarboniza\u00e7\u00e3o da Pecu\u00e1ria de Corte no Brasil 2025 a 2050&#8221;, desenvolvido pelo FGV Agro,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34057,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34056","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34056"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=34056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34056\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34057"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=34056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=34056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=34056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}