{"id":33340,"date":"2026-05-31T07:00:55","date_gmt":"2026-05-31T11:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=33340"},"modified":"2026-05-31T07:00:55","modified_gmt":"2026-05-31T11:00:55","slug":"junho-deve-ter-temperaturas-acima-da-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=33340","title":{"rendered":"Junho deve ter temperaturas acima da m\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O m\u00eas de junho deve exigir aten\u00e7\u00e3o redobrada do produtor rural brasileiro. Segundo previs\u00e3o clim\u00e1tica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o per\u00edodo ser\u00e1 marcado por chuva acima da m\u00e9dia em \u00e1reas das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Sul, mas tamb\u00e9m por temperaturas elevadas em grande parte do pa\u00eds, principalmente na por\u00e7\u00e3o central. O cen\u00e1rio pode interferir no desenvolvimento de lavouras, nas opera\u00e7\u00f5es de colheita e na oferta de pasto para os rebanhos.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com o progn\u00f3stico, os maiores volumes de chuva devem ocorrer em praticamente todo o Par\u00e1, no sudoeste e centro-leste do Amazonas, em todo o Amap\u00e1 e em \u00e1reas do Nordeste, como norte do Maranh\u00e3o e do Piau\u00ed, al\u00e9m de grande parte do Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Pernambuco e Alagoas. No Sul, a previs\u00e3o indica chuva acima da m\u00e9dia em praticamente todo o Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/agrotempo?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui e acesse AGROTEMPO<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por outro lado, o INMET prev\u00ea volumes abaixo da m\u00e9dia no sul de Minas Gerais, em grande parte de S\u00e3o Paulo, em praticamente todo o Paran\u00e1 e no nordeste de Santa Catarina. No Centro-Oeste, apenas uma estreita \u00e1rea do sudoeste de Mato Grosso do Sul deve registrar chuva abaixo da m\u00e9dia, enquanto o restante da regi\u00e3o tende a ter volumes pr\u00f3ximos \u00e0 climatologia do m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A temperatura \u00e9 um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o para o campo. No Centro-Oeste, o progn\u00f3stico indica m\u00e9dias at\u00e9 1 \u00b0C acima da climatologia em todos os estados. Em \u00e1reas como leste de Goi\u00e1s, noroeste e sudoeste de Mato Grosso e grande parte de Mato Grosso do Sul, os desvios podem chegar a 1,5 \u00b0C em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica de junho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Sudeste, todos os estados devem registrar temperaturas acima da m\u00e9dia, com desvios de at\u00e9 1,5 \u00b0C no norte de Minas Gerais e no oeste de S\u00e3o Paulo. No Sul, os term\u00f4metros tamb\u00e9m devem ficar acima do normal, com desvios de at\u00e9 1,5 \u00b0C no norte do Paran\u00e1 e no extremo oeste de Santa Catarina.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na pr\u00e1tica, o calor aumenta a evapotranspira\u00e7\u00e3o, processo em que h\u00e1 perda de \u00e1gua do solo e transpira\u00e7\u00e3o das plantas. Quando essa sa\u00edda de \u00e1gua supera a reposi\u00e7\u00e3o pelas chuvas, cresce o risco de defici\u00eancia h\u00eddrica nas lavouras.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Centro-Oeste, a combina\u00e7\u00e3o de baixos acumulados de chuva e temperaturas mais altas tende a reduzir a umidade do solo ao longo do m\u00eas. Esse cen\u00e1rio pode resultar em d\u00e9ficit h\u00eddrico justamente em um per\u00edodo sens\u00edvel para o milho segunda safra em Goi\u00e1s, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O risco \u00e9 maior porque a implanta\u00e7\u00e3o das culturas de segunda safra foi atrasada pelas chuvas mais frequentes em janeiro e fevereiro. Com isso, parte das lavouras deve atravessar junho ainda em per\u00edodo cr\u00edtico de desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A pecu\u00e1ria tamb\u00e9m pode sentir os efeitos do tempo mais seco. Segundo o material do INMET, a redu\u00e7\u00e3o progressiva da umidade do solo tende a diminuir o vigor das pastagens, afetando o crescimento das forrageiras e a disponibilidade de alimento para os rebanhos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na Regi\u00e3o Norte, a chuva pr\u00f3xima ou acima da m\u00e9dia, associada \u00e0s temperaturas elevadas, deve manter boa disponibilidade h\u00eddrica em \u00e1reas do nordeste do Par\u00e1, Amap\u00e1 e sul do Amazonas. A condi\u00e7\u00e3o tende a beneficiar lavouras de milho segunda safra ainda em enchimento de gr\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para \u00e1reas em colheita, por\u00e9m, o excesso de umidade pode trazer problemas. O material aponta maior press\u00e3o de doen\u00e7as f\u00fangicas, aumento da umidade dos gr\u00e3os, dificuldade no tr\u00e1fego de m\u00e1quinas e risco de perdas por acamamento. J\u00e1 no sudeste do Par\u00e1 e no Tocantins, a precipita\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima da m\u00e9dia, combinada ao calor, tende a favorecer a colheita do milho segunda safra e a secagem natural dos gr\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Nordeste, as chuvas dentro ou acima da m\u00e9dia devem favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra no noroeste do Maranh\u00e3o e o avan\u00e7o da semeadura de feij\u00e3o e milho terceira safra no SEALBA. A umidade na faixa litor\u00e2nea tamb\u00e9m pode beneficiar a fruticultura, reduzindo a demanda por irriga\u00e7\u00e3o e os custos operacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No interior da regi\u00e3o, especialmente no MATOPIBA, a situa\u00e7\u00e3o exige mais cautela. A previs\u00e3o de chuvas pr\u00f3ximas \u00e0 m\u00e9dia, associadas \u00e0s temperaturas mais altas, aumenta a demanda por \u00e1gua das plantas e representa risco adicional para lavouras de milho segunda safra semeadas mais tarde, ainda em enchimento de gr\u00e3os. Nas pastagens cultivadas, a entrada no per\u00edodo seco pode reduzir o crescimento das forrageiras e antecipar a necessidade de suplementa\u00e7\u00e3o do rebanho.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Sudeste, o calor deve favorecer a perda de \u00e1gua do solo e elevar o risco de defici\u00eancia h\u00eddrica. O impacto deve atingir principalmente a fase final das culturas de segunda safra, com destaque para o milho, que tamb\u00e9m teve atraso na semeadura em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de solo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As culturas de citros, em sua maioria em fase de desenvolvimento e enchimento de frutos, podem registrar redu\u00e7\u00e3o no crescimento dos frutos com o in\u00edcio do per\u00edodo seco e a eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas. Para o hortifruti, o cen\u00e1rio de temperaturas mais altas pode acelerar o crescimento das plantas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na Regi\u00e3o Sul, a previs\u00e3o preocupa \u00e1reas de milho no Paran\u00e1, principalmente no norte do estado, onde a semeadura foi mais tardia. Nessas lavouras, o per\u00edodo cr\u00edtico da cultura se concentra entre o fim de maio e junho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em outras \u00e1reas da regi\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es previstas devem favorecer a semeadura e o desenvolvimento das principais culturas de inverno, como trigo e aveia. No Rio Grande do Sul, a chuva acima do normal, associada a temperaturas elevadas, tende a melhorar a disponibilidade h\u00eddrica do solo e favorecer o r\u00e1pido desenvolvimento das culturas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O excesso de chuva, no entanto, pode dificultar pr\u00e1ticas de manejo em \u00e1reas de arroz irrigado, especialmente na metade sul ga\u00facha, onde a semeadura ocorre predominantemente durante a primavera.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/junho-deve-ter-temperaturas-acima-da-media_515131.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas de junho deve exigir aten\u00e7\u00e3o redobrada do produtor rural brasileiro. 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