{"id":3305,"date":"2024-10-13T15:11:51","date_gmt":"2024-10-13T19:11:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=3305"},"modified":"2024-10-13T15:11:51","modified_gmt":"2024-10-13T19:11:51","slug":"uma-das-piores-doencas-da-cultura-precisa-de-vazio-sanitario-de-2-anos-diz-embrapa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=3305","title":{"rendered":"uma das piores doen\u00e7as da cultura precisa de vazio sanit\u00e1rio de 2 anos, diz Embrapa"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Com base em resultados de pesquisa da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental<\/a> (AM) em parceria com Embrapa Roraima, cientistas recomendam o per\u00edodo de 24 meses para o vazio sanit\u00e1rio de bananeiras para a recomposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de terra firme afetadas pela murcha-bacteriana ou moko da bananeira.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 causada pela bact\u00e9ria <em>Ralstonia solanacearum<\/em> ra\u00e7a 2, uma praga quarenten\u00e1ria presente sob controle oficial, que se encontra disseminada no Amap\u00e1, Amazonas, Roraima, Par\u00e1, Pernambuco, Rond\u00f4nia e Sergipe.<\/p>\n<p>O moko \u00e9 uma das doen\u00e7as mais destrutivas das bananeiras cultivadas em \u00e1reas de v\u00e1rzea da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, onde as inunda\u00e7\u00f5es anuais s\u00e3o o ponto crucial para dissemina\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria, pois as \u00e1guas das enchentes disseminam o pat\u00f3geno ao longo dos rios, contaminando todos os plantios \u00e0 jusante do bananal afetado.<\/p>\n<p>Nos munic\u00edpios de Tabatinga e Manicor\u00e9, no Amazonas, por exemplo, os plantios s\u00e3o afetados pela doen\u00e7a, pois est\u00e3o estabelecidos nas \u00e1reas de v\u00e1rzea da calha do Alto Solim\u00f5es e do Rio Madeira, respectivamente. Nesse caso, a erradica\u00e7\u00e3o do mal \u00e9 praticamente imposs\u00edvel, pois todos os anos as \u00e1reas s\u00e3o inundadas e as \u00e1guas das enchentes disseminam a bact\u00e9ria.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"675\" alt=\"Banana; bananal; bact\u00e9ria\" class=\"wp-image-4070925\" style=\"width:840px;height:auto\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/uma-das-piores-doencas-da-cultura-precisa-de-vazio-sanitario.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"675\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/uma-das-piores-doencas-da-cultura-precisa-de-vazio-sanitario.jpg\" alt=\"Banana; bananal; bact\u00e9ria\" class=\"wp-image-4070925\" style=\"width:840px;height:auto\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Luadir Gasparotto\/Embrapa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Nas \u00e1reas de terra firme, a bact\u00e9ria se comporta como um pat\u00f3geno transeunte do solo, pois sobrevive nesse ambiente por tempo limitado. Ela n\u00e3o resiste na aus\u00eancia de res\u00edduos da planta hospedeira e tampouco produz end\u00f3sporos, que s\u00e3o estruturas de resist\u00eancia que garantem a sua sobreviv\u00eancia sob condi\u00e7\u00f5es de estresse ambiental. Ap\u00f3s o vazio sanit\u00e1rio de dois anos, pode-se plantar novamente bananeiras de mudas sadias no local.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 cultivares resistentes, e o controle qu\u00edmico tamb\u00e9m n\u00e3o funciona, porque a doen\u00e7a \u00e9 vascular, informam pesquisadores da Embrapa.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cEm \u00e1reas de terra firme, a doen\u00e7a s\u00f3 ocorre quando os produtores utilizam, no plantio, mudas contaminadas oriundas das v\u00e1rzeas. A bact\u00e9ria \u00e9 disseminada por contato das ra\u00edzes entre as plantas e, em poucos meses, causa a morte de todo o plantio\u201d, explica o pesquisador Luadir Gasparotto.<\/p>\n<p>Como a dissemina\u00e7\u00e3o de <em>R. solanacearum<\/em> ra\u00e7a 2 para as \u00e1reas de terra firme \u00e9 antr\u00f3pica (causada por a\u00e7\u00e3o humana), ela pode ser evitada com medidas de exclus\u00e3o, ou seja, plantio de mudas sadias, desinfesta\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e implementos utilizados no bananal doente e proibi\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito desordenado de ve\u00edculos, de pessoas e de caixas usadas para transporte das bananas entre os plantios.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, as medidas de erradica\u00e7\u00e3o apresentam bons resultados em plantios de banana em terra firme, mas, para recomendar a erradica\u00e7\u00e3o, foi importante definir o per\u00edodo de sobreviv\u00eancia da bact\u00e9ria no solo. <\/p>\n<p>Para a erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, \u00e9 importante que todas as bananeiras sejam mortas. Os pesquisadores recomendam que n\u00e3o se deixe nenhuma planta viva. Ap\u00f3s a morte de todas as bananeiras, \u00e9 recomend\u00e1vel que a \u00e1rea seja cultivada com outras culturas, como mandioca, abacaxi, mam\u00e3o e milho, durante pelo menos 24 meses. <\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, todos os res\u00edduos org\u00e2nicos do bananal ser\u00e3o decompostos. Ap\u00f3s o vazio sanit\u00e1rio, sem bananeiras, durante 24 meses, a mesma \u00e1rea poder\u00e1 ser estabelecida com novo plantio dessa planta, mas com mudas de proced\u00eancia conhecida livre de moko.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Luis Roberto Toledo<\/em><\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<em>Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR\"><strong>Siga o Canal Rural no Google News<\/strong><\/a>.<\/em>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/banana-uma-das-piores-doencas-da-cultura-precisa-de-vazio-sanitario-de-2-anos-diz-embrapa\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com base em resultados de pesquisa da Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental (AM) em parceria com Embrapa Roraima, cientistas recomendam o per\u00edodo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3306,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3305","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3305"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3305\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}