{"id":32765,"date":"2026-05-25T19:43:35","date_gmt":"2026-05-25T23:43:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=32765"},"modified":"2026-05-25T19:43:35","modified_gmt":"2026-05-25T23:43:35","slug":"soja-em-apuros-em-mt-crise-no-campo-pressiona-produtores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=32765","title":{"rendered":"Soja em apuros em MT: crise no campo pressiona produtores"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Soja-em-apuros-em-MT-crise-no-campo-pressiona-produtores.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Canal Rural <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O aumento dos custos no campo e a perda de rentabilidade das \u00faltimas safras come\u00e7am a pressionar os produtores rurais em Mato Grosso. Em Quer\u00eancia, no nordeste do estado, agricultores j\u00e1 tentam repassar \u00e1reas arrendadas diante da dificuldade para manter o plantio na pr\u00f3xima temporada.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o para mais uma safra, produtores enfrentam um problema que vai al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o alto custo dos arrendamentos de terras. Mesmo com um leve recuo registrado na <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/?s=safra+de+soja\">safra <\/a>2025\/2026, os pre\u00e7os devem permanecer elevados na temporada 2026\/2027.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><em>Fique por dentro das principais not\u00edcias sobre a soja: acesse a <a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/BmMRwA0TZ2DHGyhzoaVEWu\">comunidade <\/a>Soja Brasil no WhatsApp!<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea), a m\u00e9dia estimada para os contratos de arrendamento \u00e9 de 15,58 sacas por hectare, alta de 8,55% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00faltimas tr\u00eas safras.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o acende um alerta no campo. Em Quer\u00eancia, alguns produtores, sem condi\u00e7\u00f5es de custear um novo ciclo de produ\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tentam transferir \u00e1reas arrendadas para reduzir preju\u00edzos e manter os compromissos financeiros em dia.<\/p>\n<p>\u201cTem muita oferta de \u00e1rea porque realmente o produtor j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 conseguindo plantar mais. \u00c0s vezes ele passa o arrendamento sem cobrar nada, s\u00f3 para se livrar de um custo que ficou muito pesado\u201d, relata Osmar Frizzo, presidente do Sindicato Rural do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>A dificuldade financeira foi agravada pela baixa rentabilidade das \u00faltimas safras. A expectativa era de uma boa receita com o cultivo de cerca de 450 mil hectares de soja e 300 mil hectares de milho, mas o resultado ficou abaixo do esperado.<\/p>\n<p>\u201cEm m\u00e9dia, tivemos uma quebra de quatro a cinco sacas por hectare. Foi uma das safras mais caras e ainda tivemos venda da soja cerca de R$ 10 abaixo do valor do ano passado\u201d, afirma Frizzo.<\/p>\n<p>Na propriedade da fam\u00edlia de Lauri, os impactos j\u00e1 s\u00e3o sentidos nas contas. O atraso no plantio da soja, causado pela irregularidade das chuvas, comprometeu parte da janela ideal do milho segunda safra.<\/p>\n<p>\u201cTivemos a \u00faltima chuva por volta do dia 20 de abril. Algumas \u00e1reas ainda precisavam de mais chuva no fim do m\u00eas, mas ela n\u00e3o veio. Cerca de 30% da \u00e1rea deve ter perda de produtividade\u201d, explica Lauri Jantsch.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quebra na produ\u00e7\u00e3o, os produtores enfrentaram aumento nos custos operacionais. O excesso de chuva durante a colheita elevou os gastos com secagem dos gr\u00e3os.<\/p>\n<p>\u201cEntre janeiro e fevereiro recebemos quase 700 mil\u00edmetros de chuva. A soja chegou ao armaz\u00e9m com umidade muito alta e isso gera um custo caro para secagem\u201d, relata o agricultor.<\/p>\n<p>Segundo o setor, o cen\u00e1rio atual \u00e9 resultado de uma sequ\u00eancia de dificuldades clim\u00e1ticas e econ\u00f4micas. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o agro pode enfrentar mais um ciclo de baixa rentabilidade.<\/p>\n<p>Os reflexos tamb\u00e9m j\u00e1 atingem a arrecada\u00e7\u00e3o municipal. Em Quer\u00eancia, cuja economia \u00e9 baseada principalmente no cultivo de soja e milho, a previs\u00e3o \u00e9 de queda nas receitas.<\/p>\n<p>\u201cO \u00edndice de arrecada\u00e7\u00e3o de 2026 deve ser 10,28% menor do que em 2025. Isso representa uma perda significativa para o munic\u00edpio\u201d, afirma o prefeito Gilmar Wentz.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio, produtores e lideran\u00e7as do setor cobram mais sensibilidade do governo e defendem medidas de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas e amplia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito rural.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 houve, em outros momentos, programas de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, e sem d\u00favida o setor est\u00e1 precisando muito disso novamente. A gente sabe que essa discuss\u00e3o j\u00e1 existe no Congresso, mas a grande dificuldade \u00e9 definir de onde vir\u00e3o os recursos. Inclusive, h\u00e1 propostas para utilizar recursos do pr\u00e9-sal, por\u00e9m esse debate ainda n\u00e3o avan\u00e7ou muito dentro do Congresso\u201d, conclui Frizzo.<\/p>\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-\"><audio autoplay=\"\"><\/audio><\/h1>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@CanalruralBr\"><\/a><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/soja-em-apuros-em-mt-crise-no-campo-pressiona-produtores\/\">Soja em apuros em MT: crise no campo pressiona produtores<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/soja-em-apuros-em-mt-crise-no-campo-pressiona-produtores\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o Canal Rural O aumento dos custos no campo e a perda de rentabilidade das \u00faltimas safras come\u00e7am a pressionar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32766,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32765","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32765"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=32765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32765\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/32766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=32765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=32765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=32765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}