{"id":32449,"date":"2026-05-21T18:01:28","date_gmt":"2026-05-21T22:01:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=32449"},"modified":"2026-05-21T18:01:28","modified_gmt":"2026-05-21T22:01:28","slug":"mulheres-quilombolas-transformam-babacu-em-renda-autonomia-e-oportunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=32449","title":{"rendered":"Mulheres quilombolas transformam baba\u00e7u em renda, autonomia e oportunidade"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Mulheres-quilombolas-transformam-babacu-em-renda-autonomia-e-oportunidade.jpg\" alt=\"quebradeiras de coco\" \/><figcaption>Foto: Carolina Motoki\/Assembleia Legislativa do Estado do Par\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Da floresta para a agroind\u00fastria, o baba\u00e7u deixou de ser apenas um recurso de subsist\u00eancia para se tornar s\u00edmbolo de empreendedorismo, valoriza\u00e7\u00e3o cultural e gera\u00e7\u00e3o de renda em comunidades quilombolas do Maranh\u00e3o. Uma iniciativa apoiada pela Embrapa mostra como a bioeconomia pode unir tradi\u00e7\u00e3o, sustentabilidade e desenvolvimento social.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia acontece na comunidade quilombola de Pedrinhas, onde mulheres quebradeiras de coco se organizaram para criar uma agroind\u00fastria baseada no aproveitamento integral do baba\u00e7u.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio  is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper video-seo-youtube-embed-wrapper\">\n<div class=\"video-seo-youtube-player\" data-id=\"CBK5ISqj8Rk\"><\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>A presidente do Clube de M\u00e3es, Maria Jos\u00e9 Machado conta que a associa\u00e7\u00e3o surgiu em 1989 como um clube de m\u00e3es formado por mulheres quebradeiras de coco. Atualmente, cerca de 15 trabalhadoras atuam na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e derivados do baba\u00e7u, transformando um saber tradicional em atividade econ\u00f4mica sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Entre os produtos desenvolvidos est\u00e3o sorvetes, bolos, p\u00e3es, biscoitos, pudins e at\u00e9 hamb\u00fargueres feitos a partir do baba\u00e7u.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tradicao-passada-entre-geracoes\">Tradi\u00e7\u00e3o passada entre gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>O trabalho com o baba\u00e7u atravessa gera\u00e7\u00f5es e carrega forte valor afetivo e cultural. Muitas das mulheres aprenderam a quebrar coco ainda na inf\u00e2ncia, acompanhando as m\u00e3es no trabalho no mato.<\/p>\n<p>A gestora da Agroind\u00fastria Clube de M\u00e3es, Ant\u00f4nia Vieira relata que, antigamente, o coco tinha pouco valor comercial e era usado principalmente em trocas por alimentos b\u00e1sicos, como arroz e feij\u00e3o. Hoje, ela v\u00ea uma mudan\u00e7a significativa no reconhecimento do produto e da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Fui criada atrav\u00e9s do baba\u00e7u, a minha m\u00e3e era quebradeira de coco. Eu me sinto muito orgulhosa. Todos os lugares que eu chego me apresento como quebradeira de coco, porque eu sou uma quebradeira de coco&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de renda, a atividade representa autonomia financeira para as mulheres da comunidade, que passaram a depender menos de trabalhos dom\u00e9sticos em outras casas para sustentar as fam\u00edlias.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pesquisa-e-capacitacao-ampliaram-producao\">Pesquisa e capacita\u00e7\u00e3o ampliaram produ\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O crescimento da agroind\u00fastria ocorreu a partir de cursos de capacita\u00e7\u00e3o promovidos pelo Sebrae e do apoio t\u00e9cnico da Embrapa.<\/p>\n<p>Entre as inova\u00e7\u00f5es est\u00e3o leite e queijo vegetal de baba\u00e7u, al\u00e9m de vers\u00f5es veganas de alimentos tradicionais. Segundo as trabalhadoras, as oficinas e pesquisas ajudaram a melhorar a qualidade dos produtos e ampliar a renda da comunidade.<\/p>\n<p>Hoje, a agroind\u00fastria possui o selo quilombola e o selo \u201cGosto do Maranh\u00e3o\u201d, certifica\u00e7\u00f5es que valorizam a produ\u00e7\u00e3o artesanal e fortalecem a identidade regional dos alimentos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-artesanato-e-sustentabilidade\">Artesanato e sustentabilidade<\/h2>\n<p>O aproveitamento do baba\u00e7u vai al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o. A palha, antes utilizada apenas para cobrir casas, passou a ser transformada em artesanato.<\/p>\n<p>Flores decorativas, cestos e outros itens s\u00e3o produzidos pelas mulheres e utilizados inclusive na apresenta\u00e7\u00e3o dos produtos em feiras e eventos. A iniciativa refor\u00e7a o conceito de bioeconomia ao utilizar recursos naturais de maneira sustent\u00e1vel e com gera\u00e7\u00e3o de valor local.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-futuro-e-expansao\">Futuro e expans\u00e3o<\/h2>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m busca envolver jovens e adolescentes da comunidade no trabalho da agroind\u00fastria, garantindo continuidade ao conhecimento tradicional e fortalecendo a economia local.<\/p>\n<p>O grande sonho das produtoras \u00e9 ver os produtos de Pedrinhas chegando aos supermercados de cidades maiores, como S\u00e3o Lu\u00eds. \u201cMeu sonho \u00e9 entrar num supermercado e ver nossos produtos l\u00e1\u201d, diz Maria Jos\u00e9.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/mulheres-quilombolas-transformam-babacu-em-renda-autonomia-e-oportunidade\/\">Mulheres quilombolas transformam baba\u00e7u em renda, autonomia e oportunidade<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/mulheres-quilombolas-transformam-babacu-em-renda-autonomia-e-oportunidade\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Carolina Motoki\/Assembleia Legislativa do Estado do Par\u00e1 Da floresta para a agroind\u00fastria, o baba\u00e7u deixou de ser apenas um<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32450,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32449","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32449"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=32449"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32449\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/32450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=32449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=32449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=32449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}