{"id":30712,"date":"2026-05-05T01:50:32","date_gmt":"2026-05-05T05:50:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=30712"},"modified":"2026-05-05T01:50:32","modified_gmt":"2026-05-05T05:50:32","slug":"a-historia-da-primeira-semente-comercial-de-soja-desenvolvida-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=30712","title":{"rendered":"a hist\u00f3ria da primeira semente comercial de soja desenvolvida para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">H\u00e1 hist\u00f3rias que come\u00e7am pequenas e terminam imensur\u00e1veis. A da cultivar Santa Rosa \u00e9 uma delas. Lan\u00e7ada em 1966 durante a 1\u00aa Fenasoja, em Santa Rosa (RS), a variedade foi a primeira <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> genuinamente brasileira de import\u00e2ncia comercial \u2014 o ponto de partida cient\u00edfico de uma cadeia produtiva que hoje responde por aproximadamente 6% do PIB brasileiro e coloca o Brasil como maior produtor e exportador mundial de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a>. Em 2026, a cultivar e a feira que a apresentou ao mundo chegam juntas ao seu 60\u00ba anivers\u00e1rio.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A soja chegou ao noroeste ga\u00facho pelas m\u00e3os do pastor norte-americano Albert Lehenbauer, em 1914, num momento em que a regi\u00e3o vivia em condi\u00e7\u00f5es de extrema pobreza. Os colonos descendentes de imigrantes europeus que ali se estabeleceram n\u00e3o tinham recursos, n\u00e3o tinham mercado e mal tinham o que colocar na mesa. O gr\u00e3o que Lehenbauer trouxe n\u00e3o chegou como commodity \u2014 chegou como resposta a uma necessidade urgente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os colonos o plantavam para comer e para alimentar os animais que sustentavam a fam\u00edlia, especialmente os su\u00ednos. N\u00e3o havia ind\u00fastria processadora, n\u00e3o havia log\u00edstica, n\u00e3o havia garantia de nada. Havia fome, terra e uma semente desconhecida. Dessa combina\u00e7\u00e3o improv\u00e1vel nasceu o maior polo produtor de su\u00ednos do Brasil \u2014 e o ber\u00e7o do agroneg\u00f3cio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em 1941, Santa Rosa recebeu a primeira ind\u00fastria processadora de soja do pa\u00eds. N\u00e3o foi coincid\u00eancia \u2014 foi consequ\u00eancia de d\u00e9cadas de pioneirismo forjado na adversidade. A soja que entrou pela porta dos fundos, como alimento de subsist\u00eancia e ra\u00e7\u00e3o de porco, saiu pela porta da frente como o gr\u00e3o que alimentaria o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O dia em que o Brasil parou de depender da semente estrangeira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">At\u00e9 os anos 1960, cultivar soja no Brasil significava depender de variedades norte-americanas desenvolvidas para condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas distintas das brasileiras. A adapta\u00e7\u00e3o era parcial e a produtividade, irregular. Foi no Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC) que a hist\u00f3ria come\u00e7ou a mudar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em 1952, com a orienta\u00e7\u00e3o do melhorista norte-americano Dr. Leonard F. Williams, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, e do pesquisador Dr. Shiro Miyasaka, foi estruturado um novo programa de melhoramento de soja no IAC. Um ano depois, em 1953, os dois realizaram o cruzamento entre as linhagens D 49-772 e La 41-1219 \u2014 ambas de origem americana \u2014 dando origem ao material gen\u00e9tico que se tornaria a cultivar Santa Rosa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A linhagem resultante, identificada como L-326, foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Secretaria de Agricultura do Estado e passou por testes em \u00e1rea experimental em J\u00falio de Castilhos. Em 1964\/65, foi iniciada a multiplica\u00e7\u00e3o, com apenas 2 quilos de semente plantados. Foi Juarez Guterres, t\u00e9cnico agr\u00edcola da Secretaria de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, que reconheceu o potencial daquele material, trouxe-o para os campos experimentais de Santa Rosa e conduziu os ensaios que confirmaram o que o campo j\u00e1 sinalizava.<br \/>&#13;<br \/>\nEm 1966, a cultivar foi lan\u00e7ada oficialmente na 1\u00aa Fenasoja \u2014 batizada com o nome da cidade que havia apostado na soja antes de qualquer outro lugar no Brasil. Em 1967, ap\u00f3s treinamento nos Estados Unidos, o Dr. Romeu Kiihl reestruturou o programa de melhoramento de soja do IAC com foco na adapta\u00e7\u00e3o a baixas latitudes \u2014 e os primeiros melhoristas da Embrapa Soja, criada em 1975, sa\u00edram diretamente desse mesmo programa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Uma cultivar que conhecia a terra em que pisava<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A Santa Rosa n\u00e3o era apenas uma variedade nova. Era uma declara\u00e7\u00e3o. De ciclo tardio e altura de planta de 91 cent\u00edmetros \u2014 contra os 65 cent\u00edmetros da Bragg, cultivar americana mais utilizada na \u00e9poca \u2014, combinava rusticidade com boa produtividade. Suas caracter\u00edsticas a tornaram a cultivar mais adotada por agricultores de pequenas propriedades, inclusive em cons\u00f3rcio com <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/milho?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos&#9;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">milho<\/a> \u2014 modalidade fundamental para a agricultura familiar da \u00e9poca.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Foi amplamente cultivada em todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais desde o final dos anos 1960. No Rio Grande do Sul, foi a cultivar mais plantada nos \u00faltimos anos da d\u00e9cada de 1960 e nos primeiros da de 1970, representando 39,3% de toda a semente fiscalizada produzida no estado em 1972\/73.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Entre 1969 e 2001, foram produzidos no Rio Grande do Sul 9.381.424 sacos de 50 kg de semente fiscalizada da Santa Rosa. Figurou entre as cultivares recomendadas at\u00e9 1993\/94. Para os produtores ga\u00fachos que a plantaram pela primeira vez, a diferen\u00e7a era vis\u00edvel a olho nu: a lavoura respondia, crescia no tempo certo e entregava o que prometia. Indubitavelmente, a Santa Rosa integra, ao lado das cultivares Amarela Comum, Bragg, IAS 5, BR-4 e BR-16, o grupo das cultivares mais importantes de todos os tempos para a soja no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>A m\u00e3e de todas as cultivares que vieram depois<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O impacto foi imediato na lavoura e definitivo na ci\u00eancia. A Santa Rosa tornou-se a matriz gen\u00e9tica do melhoramento brasileiro \u2014 material parental para as cultivares que vieram depois. A Embrapa, criada em 1975, herdou essa base e a multiplicou: em 25 anos de pesquisa, desenvolveu 159 cultivares que possibilitaram o plantio da soja em 13 estados brasileiros.<br \/>&#13;<br \/>\nCada gera\u00e7\u00e3o de variedades carregou no c\u00f3digo gen\u00e9tico a heran\u00e7a da Santa Rosa \u2014 mais produtividade, mais resist\u00eancia, mais adapta\u00e7\u00e3o. As cultivares de hoje combinam alta produtividade, estabilidade e alcance regional que seria imposs\u00edvel imaginar sem a base que 1966 estabeleceu.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>A fam\u00edlia que voltava para buscar a semente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A fam\u00edlia Daltrozo ilustra em movimento o que a variedade Santa Rosa representou em escala nacional. Nos anos 1970, os irm\u00e3os Osvaldo, Wilson, Luiz Carlos e Darci sa\u00edram de Cruz Alta \u2014 a 141 quil\u00f4metros de Santa Rosa \u2014 levando consigo sementes e determina\u00e7\u00e3o. Foram pioneiros na produ\u00e7\u00e3o de soja em Primavera do Leste, no Mato Grosso, hoje um dos principais munic\u00edpios produtores do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Assim como a fam\u00edlia Daltrozo levou a semente para o centro-oeste diversas fam\u00edlias de produtores percorriam centenas de quil\u00f4metros de volta a Santa Rosa para buscar as sementes que plantariam na safra seguinte. Santa Rosa n\u00e3o era apenas o ponto de partida \u2014 era o abastecedor, a refer\u00eancia, o elo que conectava o Cerrado ao ber\u00e7o da soja brasileira. Cinco d\u00e9cadas depois, Lucas Daltrozo, neto de Wilson, segue cultivando soja na mesma terra que a fam\u00edlia desbravou \u2014 e carrega na mem\u00f3ria o peso daquele gesto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cA fam\u00edlia seguiu o legado de resili\u00eancia que levou a cultivar Santa Rosa \u00e0quela regi\u00e3o, e de outras pessoas que abriram fronteiras agr\u00edcolas e contribu\u00edram para que o Brasil se tornasse o maior produtor de soja do mundo\u201d, lembra Lucas Daltrozo, neto de Wilson Daltrozo, produtor rural em Primavera do Leste (MT).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>A feira que nasceu junto com a semente e cresceu com ela<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A Fenasoja nasceu no mesmo ano e pelo mesmo motivo: dar \u00e0 soja um espa\u00e7o formal onde ci\u00eancia, mercado e produtor pudessem se encontrar. Era pequena, regional, cabia em um \u00fanico pavilh\u00e3o. Sessenta anos depois, \u00e9 um dos maiores eventos do agroneg\u00f3cio nacional \u2014 centenas de expositores, p\u00fablico de todo o<br \/>&#13;<br \/>\nBrasil e de pa\u00edses vizinhos, lan\u00e7amentos de gen\u00e9tica, maquin\u00e1rio e insumos, e bilh\u00f5es de reais em neg\u00f3cios a cada edi\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A trajet\u00f3ria da feira e a da cultivar s\u00e3o a mesma hist\u00f3ria contada em dois formatos: a de um estado que acreditou no gr\u00e3o antes de qualquer outro lugar no pa\u00eds e que, por isso, tornou-se o ponto de partida de tudo que viria depois. \u201cO Rio Grande do Sul foi o \u00fanico estado no Brasil que teve coragem de plantar soja quando ningu\u00e9m sabia o que ela poderia se tornar. A Santa Rosa \u00e9 o s\u00edmbolo disso. Ela nasceu aqui, cresceu aqui e foi daqui que o Brasil aprendeu a cultivar o gr\u00e3o que hoje alimenta o mundo. Sessenta anos depois, comemorar a Santa Rosa na Fenasoja \u00e9 reconhecer que essa hist\u00f3ria n\u00e3o come\u00e7ou nos cerrados, n\u00e3o come\u00e7ou nas grandes fazendas \u2014 come\u00e7ou no noroeste ga\u00facho, nas m\u00e3os de colonos que plantaram com fome e colheram com esperan\u00e7a.\u201d Comemora Marcos Servat, presidente da Fenasoja.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cA Santa Rosa \u00e9 uma das cultivares mais importantes para o desenvolvimento da soja como cultura nacional. Ela foi desenvolvida pelo Instituto Agron\u00f4mico de Campinas a partir do cruzamento de duas variedades norte-americanas, mas foi no Rio Grande do Sul que encontrou sua voca\u00e7\u00e3o \u2014 e foi de l\u00e1 que ajudou a construir o legado que o Brasil carrega at\u00e9 hoje como maior produtor mundial de soja. Quando voc\u00ea olha para a hist\u00f3ria do melhoramento gen\u00e9tico no Brasil, os primeiros melhoristas da Embrapa sa\u00edram do IAC. O fio que conecta a Santa Rosa ao que o Brasil \u00e9 hoje no agroneg\u00f3cio \u00e9 direto, e ele passa por Santa Rosa\u201d, avalia M\u00f4nica Zavaglia, pesquisadora da Embrapa Soja.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>De 206 mil para 179 milh\u00f5es de toneladas: o tamanho do que foi plantado em 1966<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O Brasil produzia 206 mil toneladas de soja em 1960. Na safra 2025\/26, a proje\u00e7\u00e3o da Conab \u00e9 de 179,2 milh\u00f5es de toneladas. Com os avan\u00e7os gen\u00e9ticos que a Santa Rosa inaugurou, a produtividade m\u00e9dia das lavouras brasileiras saltou de mil para quatro mil quilos por hectare. O complexo soja \u2014 gr\u00e3o, farelo e \u00f3leo \u2014 responde por aproximadamente 6% do PIB brasileiro e \u00e9 o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Santa Rosa, a cidade que registrou o primeiro cultivo comercial em 1914, que recebeu a primeira ind\u00fastria processadora do pa\u00eds em 1941, que batizou a primeira cultivar genuinamente brasileira em 1966 e que sedia a Fenasoja h\u00e1 seis d\u00e9cadas, \u00e9 o ponto de partida de toda essa hist\u00f3ria. A soja que come\u00e7ou como ra\u00e7\u00e3o de su\u00edno no noroeste ga\u00facho hoje alimenta bilh\u00f5es de pessoas em quatro continentes. O gr\u00e3o que era administrado nos cochos dos colonos virou o maior ativo do agroneg\u00f3cio brasileiro. E tem endere\u00e7o de origem. Chama-se Santa Rosa.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/de-racao-para-suinos-a-179-milhoes-de-toneladas--a-historia-da-primeira-semente-comercial-de-soja-desenvolvida-para-o-brasil_513870.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 hist\u00f3rias que come\u00e7am pequenas e terminam imensur\u00e1veis. 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