{"id":30196,"date":"2026-04-28T03:36:33","date_gmt":"2026-04-28T07:36:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=30196"},"modified":"2026-04-28T03:36:33","modified_gmt":"2026-04-28T07:36:33","slug":"sistema-agroflorestal-mantem-producao-de-graos-e-dobra-carbono-no-solo-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=30196","title":{"rendered":"Sistema agroflorestal mant\u00e9m produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e dobra carbono no solo do Cerrado"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Sistema-agroflorestal-mantem-producao-de-graos-e-dobra-carbono-no.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Foto: Agostinho Dionet <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Um experimento conduzido pela <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/arroz-e-feijao\">Embrapa Arroz e Feij\u00e3o<\/a>, em Santo Ant\u00f4nio de Goi\u00e1s (GO), ao longo de seis anos, mostrou que o Sistema Agroflorestal (SAF) conseguiu dobrar o carbono estocado no solo em compara\u00e7\u00e3o ao cultivo convencional de <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/?s=soja+e+milho\">soja e milho<\/a>, com ac\u00famulo de 2,24 toneladas por hectare ao ano.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, o feij\u00e3o cultivado nas entrelinhas das \u00e1rvores superou 1.000 quilos por hectare. Na \u00e1rea analisada, o carbono org\u00e2nico saltou de cerca de 14 para mais de 27 toneladas por hectare, na camada de 0 a 20 cent\u00edmetros, ap\u00f3s a substitui\u00e7\u00e3o da rota\u00e7\u00e3o anual entre milho e soja pelo SAF.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o est\u00e1 ligado \u00e0 maior produ\u00e7\u00e3o de biomassa e ao aporte cont\u00ednuo de mat\u00e9ria org\u00e2nica, favorecidos pelas esp\u00e9cies arb\u00f3reas e pelo uso de adubos verdes. O experimento foi realizado na Fazenda Capivara, em uma \u00e1rea de 1 hectare.<\/p>\n<p>O sistema combinou \u00e1rvores nativas do Cerrado, como aroeira, cagaita e baru, com aduba\u00e7\u00e3o verde nas entrelinhas. A crotal\u00e1ria era semeada no in\u00edcio da safra das \u00e1guas e, ap\u00f3s manejo mec\u00e2nico, dava lugar ao feij\u00e3o em plantio direto. Na entressafra, um novo ciclo de aduba\u00e7\u00e3o verde era implantado. Esse modelo se repetiu ao longo de seis anos, at\u00e9 o crescimento das \u00e1rvores limitar o cultivo agr\u00edcola entre as linhas.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, o arranjo seguiu princ\u00edpios agroecol\u00f3gicos, com controle manual de plantas espont\u00e2neas e uso de adubos org\u00e2nicos, fertilizantes organominerais e biofertilizantes para reposi\u00e7\u00e3o de nutrientes.<\/p>\n<p>O pesquisador Agostinho Didonet, idealizador do sistema, destaca a viabilidade produtiva do modelo: \u201cA produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o comum em um SAF \u00e9 perfeitamente vi\u00e1vel e contribui para a seguran\u00e7a alimentar. Mesmo sem impacto direto da crotal\u00e1ria na produtividade, rendimentos em torno de 1 tonelada por hectare s\u00e3o considerados bons para sistemas agroecol\u00f3gicos no Cerrado, dependentes da chuva\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-producao-aliada-a-sustentabilidade\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o aliada \u00e0 sustentabilidade<\/strong><\/h2>\n<p>Didonet ressalta que os adubos verdes t\u00eam papel central na constru\u00e7\u00e3o da fertilidade do solo ao longo do tempo, especialmente nas entrelinhas. \u201cA taxa de ac\u00famulo de carbono org\u00e2nico, entre 0 e 20 cent\u00edmetros de profundidade, foi de aproximadamente 2,24 toneladas por hectare ao ano, ao longo de seis anos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nas linhas de plantio das \u00e1rvores, o ac\u00famulo foi ainda maior, chegando a 2,43 toneladas por hectare ao ano, impulsionado pelos res\u00edduos vegetais, como folhas e galhos, que formam a chamada serapilheira. Ao se decompor, esse material favorece a ciclagem de nutrientes e o enriquecimento do solo.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inspiracao-para-novos-modelos\"><strong>Inspira\u00e7\u00e3o para novos modelos<\/strong><\/h2>\n<p>Segundo o pesquisador, o trabalho j\u00e1 inspira iniciativas semelhantes. \u201cEm parceria com a Emater Goi\u00e1s e a Universidade Federal de Goi\u00e1s, o modelo foi replicado e segue estruturado em propriedades rurais de v\u00e1rios munic\u00edpios goianos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A pesquisadora M\u00e1rcia Carvalho destaca que o SAF tamb\u00e9m tem papel estrat\u00e9gico diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ao melhorar a biodiversidade e o microclima, especialmente em cen\u00e1rios de aumento de temperatura e seca no Cerrado.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de garantir retorno econ\u00f4mico no curto e no longo prazo, o sistema captura carbono da atmosfera e o incorpora ao solo\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Ela acrescenta que o SAF pode desempenhar m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es, como recupera\u00e7\u00e3o de nascentes, recomposi\u00e7\u00e3o de matas ciliares, produ\u00e7\u00e3o de energia, madeira e abrigo para a fauna.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m contribui para melhorar a paisagem, regular o microclima e preservar a biodiversidade do Cerrado, refor\u00e7ando a seguran\u00e7a alimentar\u201d, conclui.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/sistema-agroflorestal-mantem-producao-de-graos-e-dobra-carbono-no-solo-do-cerrado\/\">Sistema agroflorestal mant\u00e9m produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e dobra carbono no solo do Cerrado<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/sistema-agroflorestal-mantem-producao-de-graos-e-dobra-carbono-no-solo-do-cerrado\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Agostinho Dionet Um experimento conduzido pela Embrapa Arroz e Feij\u00e3o, em Santo Ant\u00f4nio de Goi\u00e1s (GO), ao longo de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30197,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-30196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30196"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=30196"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30196\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/30197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=30196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=30196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=30196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}