{"id":30067,"date":"2026-04-26T11:22:05","date_gmt":"2026-04-26T15:22:05","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=30067"},"modified":"2026-04-26T11:22:05","modified_gmt":"2026-04-26T15:22:05","slug":"casca-de-sururu-vira-corretivo-e-transforma-o-solo-no-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=30067","title":{"rendered":"Casca de sururu vira corretivo e transforma o solo no Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Casca-de-sururu-vira-corretivo-e-transforma-o-solo-no.jpeg\" alt=\"marisco sururu\" \/><figcaption>Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O mangue, conhecido por sua riqueza natural, agora tamb\u00e9m inspira inova\u00e7\u00e3o no campo. Na Grande Vit\u00f3ria, no <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/espirito-santo\/\" id=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/espirito-santo\/\">Esp\u00edrito Santo<\/a><\/strong>, a casca do sururu \u2014 que antes se acumulava como res\u00edduo \u2014 come\u00e7a a ganhar um novo destino: est\u00e1 sendo transformada em corretivo agr\u00edcola, conectando o trabalho das marisqueiras \u00e0 produ\u00e7\u00e3o rural.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a nasce de um desafio ambiental. Em apenas uma comunidade, s\u00e3o cerca de 20 toneladas de cascas do marisco por m\u00eas. Sem uso, esse material acabava descartado no pr\u00f3prio mangue ou em lix\u00f5es, provocando ac\u00famulo, mau cheiro e impacto no ecossistema. \u201cA ideia \u00e9 pegar aquilo que seria poluente e transformar em uma solu\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, conta o ambientalista Iber\u00ea Sassi.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>O projeto parte de uma l\u00f3gica simples, mas estrat\u00e9gica: transformar res\u00edduo em insumo. As cascas s\u00e3o coletadas pelas pr\u00f3prias marisqueiras, passam por secagem e depois s\u00e3o trituradas at\u00e9 virar um p\u00f3 fino, com diferentes granulometrias. Esse material \u00e9 rico em c\u00e1lcio, magn\u00e9sio e outros minerais essenciais para o equil\u00edbrio qu\u00edmico do solo.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o produto funciona como um corretivo, ajudando a reduzir a acidez \u2014 um dos principais entraves da produtividade agr\u00edcola em diversas regi\u00f5es do Brasil. Com isso, o solo se torna mais favor\u00e1vel ao desenvolvimento das culturas e \u00e0 absor\u00e7\u00e3o de nutrientes pelas plantas.<\/p>\n<p>Os primeiros testes no campo j\u00e1 mostram resultados consistentes. \u201cNos primeiros meses, j\u00e1 foi poss\u00edvel ver uma diferen\u00e7a enorme entre \u00e1reas com e sem uso\u201d, afirma Iber\u00ea, citando experimentos com milho, arroz e gengibre.<\/p>\n<p>Para os produtores, o interesse vai al\u00e9m da efici\u00eancia agron\u00f4mica. O corretivo de sururu surge como alternativa sustent\u00e1vel, especialmente para sistemas de produ\u00e7\u00e3o que buscam reduzir o uso de insumos convencionais e apostar em solu\u00e7\u00f5es mais naturais.<\/p>\n<p>Mas o impacto n\u00e3o para no campo. O projeto tamb\u00e9m redesenha a din\u00e2mica econ\u00f4mica das comunidades do mangue. As marisqueiras, que antes descartavam as cascas, agora passam a comercializar o material, agregando valor ao pr\u00f3prio trabalho.<\/p>\n<p>\u201cA gente come\u00e7a a ver valor no que antes n\u00e3o tinha\u201d, conta a marisqueira Karollyne dos Santos Silva, que vive da atividade e acompanha de perto essa transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A iniciativa segue o conceito de economia circular, em que tudo \u00e9 reaproveitado dentro do pr\u00f3prio sistema produtivo. O que antes era problema ambiental se transforma em solu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u2014 e volta para a natureza em forma de fertilidade.<\/p>\n<p>Com tr\u00eas anos de desenvolvimento, o projeto entra agora em uma nova fase, focada na produ\u00e7\u00e3o em escala e na estrutura\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o. A expectativa \u00e9 ampliar o alcance da tecnologia e levar o corretivo para mais regi\u00f5es produtoras.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um projeto ganha-ganha. Ganha a natureza, ganha quem trabalha no mangue e ganha quem produz no campo\u201d, resume Iber\u00ea.<\/p>\n<p>No fim, o ciclo se fecha de forma simb\u00f3lica e pr\u00e1tica. Do mangue para a lavoura. Da casca para o solo. Um movimento que mostra que inova\u00e7\u00e3o no agro tamb\u00e9m pode nascer de onde poucos estavam olhando \u2014 e transformar realidades inteiras.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/espirito-santo\/casca-de-sururu-vira-corretivo-e-transforma-o-solo-no-espirito-santo\/\">Casca de sururu vira corretivo e transforma o solo no Esp\u00edrito Santo<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/espirito-santo\/casca-de-sururu-vira-corretivo-e-transforma-o-solo-no-espirito-santo\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pixabay O mangue, conhecido por sua riqueza natural, agora tamb\u00e9m inspira inova\u00e7\u00e3o no campo. 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