{"id":29829,"date":"2026-04-23T07:50:35","date_gmt":"2026-04-23T11:50:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=29829"},"modified":"2026-04-23T07:50:35","modified_gmt":"2026-04-23T11:50:35","slug":"boi-gordo-pode-testar-r-400-ate-o-fim-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=29829","title":{"rendered":"Boi gordo pode testar R$ 400 at\u00e9 o fim do ano"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Rastreabilidade-bovina-obrigatoria-ABCZ-defende-posicao-em-Brasilia.jpg\" alt=\"Mosca-dos-chifres: setembro \u00e9 o m\u00eas chave para o controle e o lucro do gado. Veja\" \/><figcaption>Mosca-dos-chifres: setembro \u00e9 o m\u00eas chave para o controle e o lucro do gado. Veja<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em abril de 2026, a arroba do boi gordo em S\u00e3o Paulo gira entre R$ 360 e R$ 365, com neg\u00f3cios pr\u00f3ximos de R$ 368 em pra\u00e7as como Barretos e Ara\u00e7atuba. N\u00e3o \u00e9 um pico isolado, mas um movimento consistente, sustentado por oferta curta e exporta\u00e7\u00f5es firmes.<\/p>\n<p>Essa for\u00e7a cont\u00ednua ou a sazonalidade come\u00e7a a pesar? A resposta est\u00e1 no ciclo pecu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 2025, o abate elevado de f\u00eameas, acima de 50% em v\u00e1rias regi\u00f5es, ampliou a oferta no curto prazo, mas reduziu o rebanho. Em 2026, o movimento come\u00e7a a se inverter. No primeiro trimestre, a participa\u00e7\u00e3o de f\u00eameas j\u00e1 recua. Em Mato Grosso, caiu de 54,7% para perto de 51%.<\/p>\n<p>Menos f\u00eameas hoje significa menos boi amanh\u00e3. O ciclo virou.<\/p>\n<p>Essa virada \u00e9 gradual. Ainda h\u00e1 resqu\u00edcios de oferta, mas com base cada vez mais ajustada. Esse processo sustenta a expectativa de valoriza\u00e7\u00e3o no m\u00e9dio prazo, com possibilidade de arroba testar R$ 400 at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>No curto prazo, o mercado f\u00edsico segue firme. Em S\u00e3o Paulo, pre\u00e7os acima de R$ 360 e escalas curtas, ao redor de cinco dias \u00fateis, mant\u00eam press\u00e3o sobre os frigor\u00edficos. Exporta\u00e7\u00f5es sustentam o mercado.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 euforia. H\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 um mercado firme porque falta boi.<\/p>\n<p>O mercado futuro, por\u00e9m, j\u00e1 indica acomoda\u00e7\u00e3o. Na B3, abril gira pr\u00f3ximo de R$ 362, maio recua para R$ 350, junho para R$ 340 e julho\/agosto para R$ 337\u2013338. O mercado antecipa maior oferta, com entrada de confinamento e efeito do inverno sobre as pastagens.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 queda. \u00c9 ajuste.<\/p>\n<p>O clima segue como principal vari\u00e1vel. Abril e maio tendem a ser mais secos, limitando o ganho de peso. Entre junho e agosto, irregularidade de chuvas pode antecipar vendas ou exigir suplementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O clima pode sustentar o pre\u00e7o, ou acelerar a acomoda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda assim, o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel entre abril e agosto \u00e9 de\u00a0estabilidade em patamar elevado. Abril e maio devem manter a arroba entre\u00a0R$ 355 e R$ 370, com picos pontuais. De junho em diante, pode haver ajuste, mas sem perda estrutural.<\/p>\n<p>A faixa mais consistente para o per\u00edodo segue entre\u00a0R$ 350 e R$ 370, com sustenta\u00e7\u00e3o mesmo diante da sazonalidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 queda de mercado. \u00c9 ajuste dentro de um ciclo de alta.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio mais otimista, com clima adverso e exporta\u00e7\u00e3o firme, os pre\u00e7os podem se manter acima de R$ 360. No cen\u00e1rio mais pressionado, n\u00e3o se descarta teste de R$ 330 a R$ 340, mas com dificuldade de quedas mais profundas.<\/p>\n<p>O pano de fundo segue sendo de oferta restrita.<\/p>\n<p>O momento \u00e9 de gest\u00e3o. Quem tem boi pronto encontra boas oportunidades. Quem est\u00e1 na reposi\u00e7\u00e3o ou no confinamento precisa aten\u00e7\u00e3o aos custos, especialmente com bezerro valorizado e alimenta\u00e7\u00e3o cara.<\/p>\n<p>Proteger margens, diluir vendas e acompanhar escalas, clima e exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O ciclo virou a favor do pecuarista. Mas o resultado depende da gest\u00e3o.<\/p>\n<p>O boi est\u00e1 caro hoje, e tende a continuar valorizado. O desafio n\u00e3o \u00e9 acertar o topo, \u00e9 preservar a margem no caminho.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766405079_938_Confusao-a-vista-petroleo-venezuelano-apreendido-pelos-EUA-pode-pertencer.jpg\" alt=\"Miguel Daoud\" class=\"wp-image-4095706 size-full\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-center\">*<em><strong>Miguel Daoud<\/strong>&nbsp;\u00e9 comentarista de Economia e Pol\u00edtica&nbsp;do Canal Rural<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p><em>O&nbsp;<strong>Canal Rural<\/strong>&nbsp;n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/boi-gordo-pode-testar-r-400-ate-o-fim-do-ano\/\">Boi gordo pode testar R$ 400 at\u00e9 o fim do ano<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/boi-gordo-pode-testar-r-400-ate-o-fim-do-ano\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mosca-dos-chifres: setembro \u00e9 o m\u00eas chave para o controle e o lucro do gado. 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