{"id":29623,"date":"2026-04-20T10:41:47","date_gmt":"2026-04-20T14:41:47","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=29623"},"modified":"2026-04-20T10:41:47","modified_gmt":"2026-04-20T14:41:47","slug":"o-que-e-a-vaquinha-verde-amarela-e-por-que-ela-pode-ser-uma-ameaca-nas-lavouras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=29623","title":{"rendered":"O que \u00e9 a vaquinha-verde-amarela e por que ela pode ser uma amea\u00e7a nas lavouras?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/O-que-e-a-vaquinha-verde-amarela-e-por-que-ela-pode.jpg\" alt=\"vaquinha-verde-amarela\" \/><figcaption>Foto: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva\/Embrapa Trigo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A vaquinha-verde-amarela (<em>Diabrotica speciosa<\/em>) \u00e9 um dos besouros que mais preocupam produtores rurais por causa dos danos que pode causar em diversas lavouras ao longo de todo o ano. <\/p>\n<p>Presente em praticamente todas as regi\u00f5es do Brasil e tamb\u00e9m em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, a esp\u00e9cie ataca culturas como batata, soja, trigo, milho, feij\u00e3o, tomate, ab\u00f3bora, mel\u00e3o e pepino, comprometendo o desenvolvimento das plantas e reduzindo a produtividade no campo.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Pertencente \u00e0 fam\u00edlia dos crisomel\u00eddeos, a vaquinha-verde-amarela faz parte de um dos grupos de besouros mais associados a preju\u00edzos agr\u00edcolas. Esses insetos s\u00e3o fit\u00f3fagos, ou seja, alimentam-se de plantas, e por isso encontram nas lavouras um ambiente favor\u00e1vel para se desenvolver.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-comportamento\">Comportamento<\/h2>\n<p>Segundo o mestre em zoologia pela Universidade de Pernambuco (UFPB), Jo\u00e3o Paulo Nunes, na fase larval, a vaquinha permanece no solo e se alimenta das ra\u00edzes das plantas, prejudicando a absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e nutrientes. J\u00e1 na fase adulta, o besouro ataca a parte a\u00e9rea da cultura, raspando folhas e podendo atingir flores e frutos.<\/p>\n<p>&#8220;As larvas v\u00e3o estar no subsolo no caso no solo se alimentando das ra\u00edzes e os adultos v\u00e3o estar na parte a\u00e9rea, ou seja, plantas. Os adultos podem raspar as folhas, atacar as flores e frutos tamb\u00e9m. E e eu acho que essa esp\u00e9cie ela tem uma chance maior de causar doen\u00e7as para as plantas&#8221;, explica Nunes.<\/p>\n<p>De acordo com Nunes, essa dupla forma de ataque torna o controle mais dif\u00edcil para o produtor, j\u00e1 que o inseto atua tanto abaixo quanto acima do solo. Enquanto os adultos podem ser atingidos por defensivos aplicados na lavoura, as larvas permanecem protegidas no solo, o que exige o uso de estrat\u00e9gias combinadas para evitar infesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-prejuizos\">Preju\u00edzos<\/h2>\n<p>Al\u00e9m dos danos diretos, a vaquinha-verde-amarela pode deixar as plantas mais vulner\u00e1veis a doen\u00e7as, agravando ainda mais os preju\u00edzos. Segundo Nunes, folhas danificadas, manchas e redu\u00e7\u00e3o no vigor das plantas s\u00e3o alguns dos sinais observados em \u00e1reas afetadas pela praga.<\/p>\n<p>&#8220;Uma planta doente \u00e9 geralmente aquela planta que a folha fica com a colora\u00e7\u00e3o mais escura, sabe? Com algumas manchas, e pode ficar com uma folha enrugada, ela fica toda estranha. Os agricultores certamente conseguem identificar quando a planta est\u00e1 saud\u00e1vel e quando ela tem alguma doen\u00e7a&#8221;, destaca. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1776696107_653_O-que-e-a-vaquinha-verde-amarela-e-por-que-ela-pode.jpg\" alt=\"\n\nDano de adulto de Diabrotica speciosa em colmo de trigo \" class=\"wp-image-4165404\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Marsaro J\u00fanior, Alberto\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manejo\">Manejo<\/h2>\n<p>Como a esp\u00e9cie ocorre durante todo o ano, o manejo precisa ser cont\u00ednuo. Diferente de outras pragas que apresentam per\u00edodos espec\u00edficos de maior incid\u00eancia, a vaquinha-verde-amarela exige monitoramento constante e controle em diferentes fases do ciclo.<\/p>\n<p>Entre as estrat\u00e9gias utilizadas est\u00e3o o uso de inseticidas, o controle biol\u00f3gico com organismos que atacam ovos e larvas, e pr\u00e1ticas de manejo como a rota\u00e7\u00e3o de culturas. Para Nunes, alternar esp\u00e9cies cultivadas ajuda a interromper o ciclo da praga e reduzir sua perman\u00eancia na \u00e1rea.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o dessas medidas \u00e9 considerada fundamental para evitar perdas econ\u00f4micas e manter a produtividade das lavouras. Sem controle adequado, a presen\u00e7a da vaquinha-verde-amarela pode comprometer o desenvolvimento das culturas e aumentar os custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/curiosidades\/o-que-e-a-vaquinha-verde-amarela-e-por-que-ela-pode-ser-uma-ameaca-nas-lavouras\/\">O que \u00e9 a vaquinha-verde-amarela e por que ela pode ser uma amea\u00e7a nas lavouras?<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/curiosidades\/o-que-e-a-vaquinha-verde-amarela-e-por-que-ela-pode-ser-uma-ameaca-nas-lavouras\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pereira, Paulo Roberto Valle da Silva\/Embrapa Trigo A vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa) \u00e9 um dos besouros que mais preocupam produtores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29624,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29623","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29623"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29623"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29623\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/29624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}