{"id":29356,"date":"2026-04-15T13:55:23","date_gmt":"2026-04-15T17:55:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=29356"},"modified":"2026-04-15T13:55:23","modified_gmt":"2026-04-15T17:55:23","slug":"novas-tecnologias-esbarram-em-legislacao-antiga-sobre-fertilizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=29356","title":{"rendered":"Novas tecnologias esbarram em legisla\u00e7\u00e3o antiga sobre fertilizantes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Novas-tecnologias-esbarram-em-legislacao-antiga-sobre-fertilizantes.jpg\" alt=\"fertilizantes\" \/><figcaption>Foto: Daniel Popov\/Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Uma legisla\u00e7\u00e3o que n\u00e3o acompanha os avan\u00e7os da tecnologia. No caso da produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes e outros insumos, esse gargalo pode custar caro \u2014 para o produtor rural, durante as safras, e tamb\u00e9m para a popula\u00e7\u00e3o em geral, com o aumento da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora seja um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil \u00e9 extremamente dependente da importa\u00e7\u00e3o de adubos. Cerca de 85% dos fertilizantes utilizados nas lavouras brasileiras v\u00eam de fora e, em meio a conflitos geopol\u00edticos, como a guerra entre Estados Unidos e Ir\u00e3, essa defici\u00eancia fica mais clara.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: <\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>De um lado, est\u00e1 a chegada de uma nova gera\u00e7\u00e3o de produtos; de outro, a regula\u00e7\u00e3o de insumos no pa\u00eds, que data de 1980. Na avalia\u00e7\u00e3o de Leonardo Munhoz, advogado especializado em direito ambiental, a lei n\u00e3o evoluiu conforme as tecnologias avan\u00e7aram ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma lei boa, mas foi criada quando a caracter\u00edstica dos fertilizantes era basicamente o componente mineral&#8221;, afirma. J\u00e1 as novas tecnologias desenvolvidas s\u00e3o mais complexas e podem combinar nutrientes minerais com microrganismos e subst\u00e2ncias bioativas, criando um &#8220;limbo regulat\u00f3rio&#8221;. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"914\" height=\"557\" data-id=\"4164758\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Novas-tecnologias-esbarram-em-legislacao-antiga-sobre-fertilizantes.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4164758\" \/><i><\/i><figcaption class=\"wp-element-caption\">Leonardo Munhoz \u00e9 doutor em Direito Agroambiental e advogado no VBSO Advogados. Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-avancos-que-nao-saem-do-papel\">Avan\u00e7os que n\u00e3o saem do papel<\/h3>\n<p>Munhoz lembra que o Brasil conta com duas vertentes importantes: a <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/lei-de-bioinsumos\/\">Lei de Bioinsumos<\/a>, sancionada em dezembro de 2024, e o <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/plano-nacional-de-fertilizantes\/\">Plano Nacional de Fertilizantes<\/a>, aprovado em 2022 ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, dois importantes fornecedores de fertilizantes ao Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma rea\u00e7\u00e3o do Executivo, mas ficou muito no papel&#8221;, observa. Segundo ele, o novo conflito no Oriente M\u00e9dio faz a quest\u00e3o voltar \u00e0 tona. &#8220;N\u00e3o houve avan\u00e7o. Na pr\u00e1tica, o pa\u00eds perdeu tempo&#8221;, afirma. Al\u00e9m dos conflitos geopol\u00edticos, h\u00e1 o risco de restri\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o por parte de pa\u00edses fornecedores, como a China, que podem priorizar o mercado interno.<\/p>\n<p>Apesar de reconhecer o avan\u00e7o da legisla\u00e7\u00e3o de bioinsumos \u2014 que regulamenta a produ\u00e7\u00e3o, uso e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de origem biol\u00f3gica \u2014, o especialista faz ressalvas. &#8220;\u00c9 positivo por ter uma lei espec\u00edfica de bioinsumos, \u00fanica no mundo. Mas, ao separar em duas caixas, cria limita\u00e7\u00f5es&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Munhoz cita o exemplo da Europa, onde a classifica\u00e7\u00e3o de fertilizantes considera tanto a composi\u00e7\u00e3o quanto a finalidade, o que permite enquadrar produtos h\u00edbridos com mais flexibilidade. No Brasil, essa classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada na composi\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando ela se torna h\u00edbrida, o sistema n\u00e3o consegue responder bem&#8221;, observa.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-outros-entraves-ganham-destaque\">Outros entraves ganham destaque<\/h3>\n<p>De acordo com Munhoz, s\u00e3o v\u00e1rios gargalos que impedem o Brasil de reduzir a depend\u00eancia externa. &#8220;O pa\u00eds precisa enfrentar quest\u00f5es como licenciamento ambiental, abertura de minas, produ\u00e7\u00e3o interna e um ambiente tribut\u00e1rio mais favor\u00e1vel&#8221;, aponta. <\/p>\n<p>Essa incerteza tamb\u00e9m afeta a seguran\u00e7a jur\u00eddica das empresas. Nesse contexto, o especialista cita patentes e registros. &#8220;At\u00e9 que ponto uma nova tecnologia pode ser patenteada e registrada? O governo reconhece isso como um novo produto?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p>Sobre a quest\u00e3o tribut\u00e1ria, ele diz que muitas vezes \u00e9 mais vantajoso importar fertilizantes do que produzir internamente. <\/p>\n<p>Recentemente, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou ser &#8220;imposs\u00edvel&#8221; que o pa\u00eds se torne 100% independente das importa\u00e7\u00f5es. Munhoz refor\u00e7a que os bioinsumos e os h\u00edbridos surgem como alternativas ao fertilizante mineral, mas sem capacidade para substitui\u00e7\u00e3o total. Nesse cen\u00e1rio, segundo ele, o gargalo da importa\u00e7\u00e3o permanece.<\/p>\n<p>&#8220;Portanto, \u00e9 um cen\u00e1rio multifatorial, com v\u00e1rios gargalos que impedem o pa\u00eds de reduzir a depend\u00eancia externa&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/novas-tecnologias-esbarram-em-legislacao-antiga-sobre-fertilizantes\/\">Novas tecnologias esbarram em legisla\u00e7\u00e3o antiga sobre fertilizantes<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/novas-tecnologias-esbarram-em-legislacao-antiga-sobre-fertilizantes\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Daniel Popov\/Canal Rural Uma legisla\u00e7\u00e3o que n\u00e3o acompanha os avan\u00e7os da tecnologia. 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