{"id":28450,"date":"2026-03-29T09:11:09","date_gmt":"2026-03-29T13:11:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=28450"},"modified":"2026-03-29T09:11:09","modified_gmt":"2026-03-29T13:11:09","slug":"terra-preta-da-amazonia-pode-impulsionar-crescimento-do-ipe-roxo-em-ate-88-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=28450","title":{"rendered":"\u2018Terra preta da Amaz\u00f4nia\u2019 pode impulsionar crescimento do ip\u00ea-roxo em at\u00e9 88%, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/\u2018Terra-preta-da-Amazonia-pode-impulsionar-crescimento-do-ipe-roxo-em.jpg\" alt=\"TPA\" \/><figcaption>Foto: Tsai Siu Mui\/Cena-USP<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Um estudo realizado no Amazonas com apoio da Fapesp demonstrou que pequenas quantidades da chamada \u201cterra preta da Amaz\u00f4nia\u201d (TPA), solo criado por antigas popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas, s\u00e3o capazes de aumentar o crescimento em at\u00e9 55% na altura e 88% em di\u00e2metro do ip\u00ea-roxo (<em>Handroanthus avellanedae<\/em>), \u00e1rvore que ocorre tamb\u00e9m na Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em uma esp\u00e9cie amaz\u00f4nica, o paric\u00e1 (<em>Schizolobium amazonicum<\/em>), o aumento foi de 20% na altura e 15% no di\u00e2metro do tronco. Os resultados s\u00e3o referentes aos primeiros 180 dias de vida das plantas, em compara\u00e7\u00e3o com outras das mesmas esp\u00e9cies que n\u00e3o receberam a terra preta. A pesquisa, <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1186\/s12862-026-02495-y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>publicada<\/strong><\/a> na revista <em>BMC Ecology and Evolution<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cO determinante n\u00e3o foi a quantidade de nutrientes em si, que n\u00e3o muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos. Nas plantas tratadas com terra preta h\u00e1 uma reorganiza\u00e7\u00e3o da microbiota em torno das ra\u00edzes, com um recrutamento mais eficiente de microrganismos ben\u00e9ficos e uma redu\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos\u201d, explica o pesquisador, Anderson Santos de Freitas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ajudar a reflorestar \u00e1reas degradadas e prover servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, as duas \u00e1rvores analisadas podem ser usadas na explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de madeira, principalmente o ip\u00ea-roxo.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-terra-ancestral\"><strong>Terra ancestral<\/strong><\/h2>\n<p>As terras pretas da Amaz\u00f4nia ou terras pretas de \u00edndio (TPI), como tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas, resultam da decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica e do uso de fogo por popula\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas e continuam sendo criadas por povos atuais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1774789869_164_\u2018Terra-preta-da-Amazonia-pode-impulsionar-crescimento-do-ipe-roxo-em.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p>O estudo mostra que as TPAs abrigam um conjunto de bact\u00e9rias, arqueas e fungos que ajudam as plantas a absorverem os nutrientes e ainda eliminam outros microrganismos oportunistas e patog\u00eanicos, tornando o ambiente muito mais favor\u00e1vel para seu crescimento.<\/p>\n<p>\u201cEstudamos as terras pretas h\u00e1 mais de 20 anos e testamos diversas formas de uso. A ideia \u00e9 entender o que elas t\u00eam de melhor para as \u00e1rvores crescerem mais r\u00e1pido e mais fortes em \u00e1reas degradadas\u201d, conta Tsai.<\/p>\n<p>\u201cQuando se desmata, principalmente para pastagem, a tend\u00eancia \u00e9 que o solo seja mal manejado, o que leva a uma perda muito r\u00e1pida de microrganismos e nutrientes. O objetivo \u00e9 recuperar a floresta e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos nessas \u00e1reas\u201d, completa.<\/p>\n<p>Protegidas por lei, as terras pretas s\u00e3o reguladas pelo Conselho de Gest\u00e3o do Patrim\u00f4nio Gen\u00e9tico (CGen), \u00f3rg\u00e3o colegiado presidido pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima.<\/p>\n<p>\u201cUsamos pequenas quantidades nos experimentos, ap\u00f3s obter autoriza\u00e7\u00e3o do CGen. A ideia n\u00e3o \u00e9 que as pessoas a utilizem diretamente, o que \u00e9 proibido, mas entender como ela \u00e9 formada, qual seu conte\u00fado e quais microrganismos e processos a tornam t\u00e3o especial. Com isso, poder\u00edamos reproduzi-la ou isolar seus componentes que possam ser \u00fateis\u201d, diz Freitas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-experimento\">Experimento<\/h2>\n<p>No trabalho, foi medido o crescimento das mudas no campo. Para isso, sementes das duas esp\u00e9cies foram cultivadas no viveiro da Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental, em Itacoatiara (AM), em dois tratamentos: terra preta ou fibra de coco.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 15 dias, as sementes haviam germinado e se tornado mudas, que foram ent\u00e3o transferidas para o campo experimental da mesma institui\u00e7\u00e3o, em Manaus. Foram plantadas no solo e n\u00e3o receberam nenhuma aduba\u00e7\u00e3o ou herbicida, recebendo apenas \u00e1gua da chuva e tendo controle manual de plantas daninhas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s seis meses, todas as plantas estavam vivas. Por\u00e9m, as diferen\u00e7as das tratadas com TPA foram significativas. No caso dos paric\u00e1s, embora tenham apresentado um crescimento proporcionalmente menor do que o que ocorreu entre os ip\u00eas-roxos, as \u00e1rvores tinham cerca de 1,5 metro de altura 180 dias depois de as mudas serem transferidas para o campo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores observaram no solo das plantas tratadas com terra preta um aumento, principalmente, da diversidade de fungos, mais acentuado no ip\u00ea-roxo. A explica\u00e7\u00e3o pode ser a grande adapta\u00e7\u00e3o do paric\u00e1 a solos degradados, que faz com que a esp\u00e9cie n\u00e3o demande tantos nutrientes e microrganismos.<\/p>\n<p>\u201cOs fungos respondem mais r\u00e1pido, por serem microrganismos mais complexos. Com a adi\u00e7\u00e3o de terra preta, imediatamente h\u00e1 um aumento de mat\u00e9ria org\u00e2nica e, portanto, de fungos decompositores, que fazem uma ciclagem mais eficiente dos nutrientes, tornando-os mais dispon\u00edveis para as plantas\u201d, detalha Freitas.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/terra-preta-da-amazonia-pode-impulsionar-crescimento-do-ipe-roxo-em-ate-88-aponta-estudo\/\">&#8216;Terra preta da Amaz\u00f4nia&#8217; pode impulsionar crescimento do ip\u00ea-roxo em at\u00e9 88%, aponta estudo<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/terra-preta-da-amazonia-pode-impulsionar-crescimento-do-ipe-roxo-em-ate-88-aponta-estudo\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Tsai Siu Mui\/Cena-USP Um estudo realizado no Amazonas com apoio da Fapesp demonstrou que pequenas quantidades da chamada \u201cterra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28451,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28450","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28450"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28450\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}