{"id":2839,"date":"2024-10-05T16:22:11","date_gmt":"2024-10-05T20:22:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=2839"},"modified":"2024-10-05T16:22:11","modified_gmt":"2024-10-05T20:22:11","slug":"novo-parque-brasileiro-abrigara-a-maior-arvore-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=2839","title":{"rendered":"Novo parque brasileiro abrigar\u00e1 a maior \u00e1rvore da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Foi oficializada a cria\u00e7\u00e3o do Parque Estadual Ambiental das \u00c1rvores Gigantes da Amaz\u00f4nia, conforme decreto publicado no Di\u00e1rio Oficial do Estado (DOE) nesta semana. <\/p>\n<p>A nova Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC), localizada em Almeirim, no oeste do Par\u00e1, tem como objetivo preservar ecossistemas de alta relev\u00e2ncia ecol\u00f3gica, promover pesquisas cient\u00edficas, educa\u00e7\u00e3o ambiental e incentivar o turismo ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Com uma \u00e1rea de <strong>560 mil hectares<\/strong>, o parque ser\u00e1 gerenciado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Par\u00e1 (Ideflor-Bio). Esta \u00e9 a 29\u00aa UC sob a gest\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, que busca equilibrar a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade com o uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais. <\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da nova \u00e1rea protegida deriva de uma por\u00e7\u00e3o da Floresta Estadual (Flota) do Paru, que teve sua \u00e1rea reduzida de 3.612.914 hectares para 3.052.914 hectares com o decreto.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-arvores-gigantes\">\u00c1rvores gigantes<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" alt=\"\" class=\"wp-image-4070125\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Novo-parque-brasileiro-abrigara-a-maior-arvore-da-America-Latina.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Novo-parque-brasileiro-abrigara-a-maior-arvore-da-America-Latina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4070125\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Fernando Sette\/Ag\u00eancia Par\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n<p>O principal destaque da nova unidade \u00e9 a presen\u00e7a de \u00e1rvores gigantes, incluindo um exemplar de angelim-vermelho <em>(Dinizia excelsa)<\/em> com <strong>88,5 metros de altura<\/strong>, considerada a maior \u00e1rvore do Brasil e da Am\u00e9rica Latina, e uma das dez maiores do mundo.<\/p>\n<p>A UC foi estabelecida com o prop\u00f3sito de proteger essas esp\u00e9cies e preservar popula\u00e7\u00f5es de flora e fauna amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de esp\u00e9cies raras e end\u00eamicas que habitam a regi\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO Parque Estadual das \u00c1rvores Gigantes da Amaz\u00f4nia \u00e9 um marco na preserva\u00e7\u00e3o da nossa biodiversidade, garantindo que esp\u00e9cies \u00fanicas e de grande relev\u00e2ncia ecol\u00f3gica continuem existindo para as futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo ele, a iniciativa \u00e9 um passo fundamental para o fortalecimento da prote\u00e7\u00e3o ambiental no Par\u00e1, associando a conserva\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O diretor de Gest\u00e3o da Biodiversidade do Ideflor-Bio, Crisomar Lobato, destaca a import\u00e2ncia da nova UC para o desenvolvimento do turismo sustent\u00e1vel e da pesquisa cient\u00edfica. <\/p>\n<p>\u201cA cria\u00e7\u00e3o do parque oferece oportunidades para estudos aprofundados sobre as esp\u00e9cies que habitam a regi\u00e3o e para a implementa\u00e7\u00e3o de projetos de turismo ecol\u00f3gico que respeitem o meio ambiente e gerem renda para as comunidades locais\u201d, diz.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-atividades-permitidas-no-parque\">Atividades permitidas no parque<\/h2>\n<p>A zona de amortecimento do parque ter\u00e1 um papel importante na prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e na compatibiliza\u00e7\u00e3o das atividades das popula\u00e7\u00f5es tradicionais que vivem no entorno. A coleta de produtos como castanha-do-par\u00e1 e camu-camu, bem como a pesca esportiva nos ecossistemas aqu\u00e1ticos, ser\u00e1 permitida, respeitando a legisla\u00e7\u00e3o vigente e as regras estabelecidas pelo futuro plano de gest\u00e3o do parque.<\/p>\n<p>As atividades desenvolvidas pelas comunidades tradicionais e povos ind\u00edgenas que habitam a regi\u00e3o, como o acesso ao rio Jari, n\u00e3o sofrer\u00e3o restri\u00e7\u00f5es, de acordo com o decreto. As a\u00e7\u00f5es e o modo de vida dessas popula\u00e7\u00f5es ser\u00e3o respeitados, desde que em harmonia com os objetivos de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O conselho consultivo do parque, que ser\u00e1 criado e gerido pelo Ideflor-Bio, ter\u00e1 como uma de suas fun\u00e7\u00f5es a regula\u00e7\u00e3o das atividades j\u00e1 consolidadas na \u00e1rea, como a coleta de castanhas-do-par\u00e1, assegurando que essas pr\u00e1ticas sejam mantidas de forma sustent\u00e1vel. O comit\u00ea tamb\u00e9m ter\u00e1 a miss\u00e3o de acompanhar o desenvolvimento das atividades de conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-protecao-de-areas\">Prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas<\/h2>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do parque tamb\u00e9m contribuir\u00e1 para a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas cont\u00edguas, tanto estaduais quanto federais, fortalecendo a rede de \u00e1reas protegidas na regi\u00e3o. Com a preserva\u00e7\u00e3o de uma rica biodiversidade, a nova UC se tornar\u00e1 um importante ponto de refer\u00eancia para a conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O superintendente de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Institucional da Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS), Victor Salviati, destaca a import\u00e2ncia do parque na prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente. \u201cO parque tem uma import\u00e2ncia muito grande, n\u00e3o s\u00f3 para o estado do Par\u00e1, mas tamb\u00e9m para toda a Amaz\u00f4nia, porque ir\u00e1 proteger ainda mais um santu\u00e1rio de \u00e1rvores gigantescas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Em maio deste ano, uma equipe multidisciplinar de pesquisadores e t\u00e9cnicos do Ideflor-Bio, FAS e do Instituto Federal do Amap\u00e1 (Ifap) percorreu rios e trilhas da ent\u00e3o Flota do Paru, para aprofundar an\u00e1lises f\u00edsicas e biol\u00f3gicas na regi\u00e3o, o que levou \u00e0 descoberta de um novo santu\u00e1rio de \u00e1rvores gigantes. <\/p>\n<p>Esse levantamento forneceu subs\u00eddios para transformar parte da antiga UC de uso sustent\u00e1vel em uma nova \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n<p>*<em>Sob supervis\u00e3o de Victor Faverin<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/novo-parque-brasileiro-abrigara-a-maior-arvore-da-america-latina\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi oficializada a cria\u00e7\u00e3o do Parque Estadual Ambiental das \u00c1rvores Gigantes da Amaz\u00f4nia, conforme decreto publicado no Di\u00e1rio Oficial do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2840,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2839","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2839"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2839\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}