{"id":28364,"date":"2026-03-27T11:05:58","date_gmt":"2026-03-27T15:05:58","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=28364"},"modified":"2026-03-27T11:05:58","modified_gmt":"2026-03-27T15:05:58","slug":"bloqueio-no-estreito-de-ormuz-trava-mais-de-780-mil-toneladas-de-fertilizantes-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=28364","title":{"rendered":"Bloqueio no Estreito de Ormuz trava mais de 780 mil toneladas de fertilizantes, diz especialista"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Bloqueio-no-Estreito-de-Ormuz-trava-mais-de-780-mil.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o gerada por IA para o Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A guerra no Oriente M\u00e9dio j\u00e1 impacta diretamente os pre\u00e7os de combust\u00edveis e fertilizantes, com reflexos no mercado global e no agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser um importante produtor desses insumos, o Ir\u00e3 controla o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mar\u00edtimas do mundo, por onde passa grande parte do petr\u00f3leo e dos fertilizantes comercializados internacionalmente.<\/p>\n<p>Segundo Egon Tales, gerente de Opera\u00e7\u00f5es Nacional da Aphamar, h\u00e1 atualmente cerca de 20 navios, com aproximadamente 782 mil toneladas de fertilizantes, aguardando autoriza\u00e7\u00e3o para atravessar o estreito.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o significa que todo esse volume venha para o Brasil, mas estamos falando principalmente de ureia, fosfato, pot\u00e1ssio e enxofre. Esse n\u00famero ainda pode ser conservador, j\u00e1 que parte das embarca\u00e7\u00f5es est\u00e1 com o sistema de identifica\u00e7\u00e3o desligado\u201d, afirma.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-controle-do-ira-amplia-riscos-na-rota\">Controle do Ir\u00e3 amplia riscos na rota<\/h2>\n<p>O Ir\u00e3 tem utilizado o controle do Estreito de Ormuz como instrumento estrat\u00e9gico no conflito, restringindo a passagem de embarca\u00e7\u00f5es de pa\u00edses considerados advers\u00e1rios, como Estados Unidos e aliados.<\/p>\n<p>De acordo com Tales, o pa\u00eds possui um sistema robusto de monitoramento e fiscaliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEles contam com radares costeiros, drones e intelig\u00eancia naval. \u00c9 uma rota estreita, onde o navio obrigatoriamente precisa passar, o que facilita a abordagem. A capacidade de detec\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a e coer\u00e7\u00e3o \u00e9 muito alta\u201d, explica.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-brasil-cria-rota-alternativa\">Brasil cria rota alternativa<\/h2>\n<p>Diante das restri\u00e7\u00f5es no Golfo P\u00e9rsico, o <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/internacional\/brasil-cria-rota-alternativa-para-evitar-estreito-de-ormuz-e-garantir-envio-de-exportacoes\/\">Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria firmou um acordo com a Turquia para viabilizar uma rota alternativa<\/a> para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>O novo modelo permite o tr\u00e2nsito e o armazenamento tempor\u00e1rio de cargas, especialmente de produtos de origem animal, em territ\u00f3rio turco, antes do envio ao destino final.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a estrat\u00e9gia evita a passagem pelo Estreito de Ormuz. A nova rota combina transporte mar\u00edtimo e terrestre.<\/p>\n<p>As cargas saem do Brasil, seguem pelo Atl\u00e2ntico, passam pelo Estreito de Gibraltar, cruzam o Mediterr\u00e2neo e chegam \u00e0 Turquia. De l\u00e1, s\u00e3o distribu\u00eddas por rodovias ou ferrovias para o Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Segundo o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a alternativa \u00e9 vi\u00e1vel, mas traz impacto significativo nos custos. \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que \u00e9 uma alternativa. Agora, mais barato n\u00e3o \u00e9\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com o analista, o seguro mar\u00edtimo na regi\u00e3o j\u00e1 subiu cerca de 10 vezes, enquanto o custo total das opera\u00e7\u00f5es pode aumentar em at\u00e9 300%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o frete tamb\u00e9m \u00e9 pressionado pela alta do combust\u00edvel e pela complexidade log\u00edstica.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-demanda-segue-firme-apesar-do-cenario\">Demanda segue firme apesar do cen\u00e1rio<\/h2>\n<p>Mesmo com os custos mais altos, a demanda por alimentos continua sustentada, especialmente nos pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n<p>\u201cEsses pa\u00edses dependem de cerca de 90% dos alimentos que consomem. Eles precisam da comida\u201d, destaca Daoud.<\/p>\n<p>A Turquia tamb\u00e9m se apresenta como um ponto estrat\u00e9gico por atender exig\u00eancias sanit\u00e1rias e religiosas dos mercados importadores, incluindo crit\u00e9rios como o abate halal.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a nova opera\u00e7\u00e3o garante a continuidade do fluxo de exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, especialmente de prote\u00ednas como carne bovina e de frango.<\/p>\n<p>No entanto, o modelo eleva significativamente os custos e exige maior coordena\u00e7\u00e3o log\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a op\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. N\u00e3o tem outra alternativa. Vai ficar mais caro, mas \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o\u201d, diz Daoud.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/bloqueio-no-estreito-de-ormuz-trava-mais-de-780-mil-toneladas-de-fertilizantes-diz-especialista\/\">Bloqueio no Estreito de Ormuz trava mais de 780 mil toneladas de fertilizantes, diz especialista<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/bloqueio-no-estreito-de-ormuz-trava-mais-de-780-mil-toneladas-de-fertilizantes-diz-especialista\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilustra\u00e7\u00e3o gerada por IA para o Canal Rural A guerra no Oriente M\u00e9dio j\u00e1 impacta diretamente os pre\u00e7os de combust\u00edveis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28364","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28364"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28364\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}