{"id":28339,"date":"2026-03-26T19:54:58","date_gmt":"2026-03-26T23:54:58","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=28339"},"modified":"2026-03-26T19:54:58","modified_gmt":"2026-03-26T23:54:58","slug":"brasil-cria-rota-para-evitar-estreito-de-ormuz-e-garantir-envio-de-exportacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=28339","title":{"rendered":"Brasil cria rota para evitar Estreito de Ormuz e garantir envio de exporta\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Brasil-cria-rota-para-evitar-Estreito-de-Ormuz-e-garantir.png\" alt=\"\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Na busca por alternativas diante das instabilidades no <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/?s=Estreito+de+Ormuz\">Estreito de Ormuz<\/a>, o Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria firmou um acordo com a Turquia para garantir o envio das exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias brasileiras por uma nova rota. A pasta informou que obteve um certificado sanit\u00e1rio que permite o tr\u00e2nsito, especialmente de produtos de origem animal, al\u00e9m do armazenamento tempor\u00e1rio das cargas em territ\u00f3rio turco antes de seguirem ao destino final. Na pr\u00e1tica, as mercadorias passam a evitar o Golfo P\u00e9rsico.<\/p>\n<p>Segundo o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a alternativa \u00e9 vi\u00e1vel, mas n\u00e3o sem custos. \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que \u00e9 uma alternativa. Agora, mais barato n\u00e3o \u00e9\u201d, afirmou. Ele lembra que os pa\u00edses \u00e1rabes dependem de cerca de 90% dos alimentos que consomem, com forte demanda por carne bovina e de frango, o que imp\u00f5e regras rigorosas desde o processamento at\u00e9 o transporte.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em><strong>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: <\/strong><\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Com a paralisa\u00e7\u00e3o da rota tradicional pelo Golfo de Om\u00e3 e pelo Estreito de Ormuz, a nova log\u00edstica passa a combinar transporte mar\u00edtimo e terrestre. As cargas seguem por navio at\u00e9 a Turquia e, depois, s\u00e3o distribu\u00eddas por rodovias ou ferrovias. Nesse processo, os produtos precisam permanecer em territ\u00f3rio turco, em \u00e1reas espec\u00edficas, onde recebem certifica\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. \u201cA Turquia daria o certificado sanit\u00e1rio e garantiria a qualidade dentro dos crit\u00e9rios exigidos pelos compradores\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A escolha do pa\u00eds tamb\u00e9m est\u00e1 ligada ao perfil religioso. Com cerca de 90% da popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana, a Turquia atende \u00e0s exig\u00eancias dos mercados importadores. Ainda assim, o impacto nos custos \u00e9 significativo. \u201cO seguro para aquela regi\u00e3o j\u00e1 subiu em torno de 10 vezes\u201d, destacou Daoud, ao ressaltar que, em alguns casos, seguradoras j\u00e1 evitam operar na rota tradicional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do seguro, o frete tamb\u00e9m \u00e9 pressionado pelo aumento do combust\u00edvel e pela maior complexidade log\u00edstica. Segundo o analista, o custo total das opera\u00e7\u00f5es pode subir perto de 300%. Mesmo assim, a demanda segue firme. \u201cOs pa\u00edses \u00e1rabes precisam da comida\u201d, disse, destacando que exportadores e importadores devem dividir esse custo adicional.<\/p>\n<p>A nova rota mar\u00edtima parte da costa brasileira, sobe pelo Atl\u00e2ntico Norte, entra pelo Estreito de Gibraltar, cruza o Mar Mediterr\u00e2neo e chega \u00e0 Turquia. A partir da\u00ed, a distribui\u00e7\u00e3o segue por via terrestre, com envio por trem ou caminh\u00e3o para pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio. As cargas podem, inclusive, permanecer armazenadas em cont\u00eaineres refrigerados no territ\u00f3rio turco antes da redistribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na etapa terrestre, a Turquia passa a atuar como ponto de distribui\u00e7\u00e3o log\u00edstica. A partir do pa\u00eds, os produtos seguem por ferrovia ou rodovia, com possibilidade de envio ao Ir\u00e3 por trem, al\u00e9m de outros destinos na regi\u00e3o. Essa estrutura garante a continuidade do fluxo de prote\u00ednas como carne bovina e de frango.<\/p>\n<p>Com a certifica\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria concedida pela Turquia, h\u00e1 a garantia de que a carga brasileira mant\u00e9m os padr\u00f5es exigidos pelos importadores, desde a sa\u00edda dos portos at\u00e9 a entrega final, atendendo inclusive crit\u00e9rios espec\u00edficos como os do abate halal.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a opera\u00e7\u00e3o passa a combinar transporte mar\u00edtimo e terrestre, com apoio log\u00edstico em territ\u00f3rio turco. Apesar de viabilizar o com\u00e9rcio, o modelo eleva significativamente os custos. \u201c\u00c9 a op\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. N\u00e3o tem outra alternativa. Vai ficar mais caro, mas \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o\u201d, resume Miguel Daoud.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/internacional\/brasil-cria-rota-alternativa-para-evitar-estreito-de-ormuz-e-garantir-envio-de-exportacoes\/\">Brasil cria rota para evitar Estreito de Ormuz e garantir envio de exporta\u00e7\u00f5es<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/internacional\/brasil-cria-rota-alternativa-para-evitar-estreito-de-ormuz-e-garantir-envio-de-exportacoes\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o Canal Rural Na busca por alternativas diante das instabilidades no Estreito de Ormuz, o Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28339","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28339"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28339"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28339\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}