{"id":28293,"date":"2026-03-25T22:28:33","date_gmt":"2026-03-26T02:28:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=28293"},"modified":"2026-03-25T22:28:33","modified_gmt":"2026-03-26T02:28:33","slug":"brasil-ja-lidera-em-bioinsumos-mas-precisa-consolidar-avanco-da-industria-afirma-presidente-da-anpii-bio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=28293","title":{"rendered":"Brasil j\u00e1 lidera em bioinsumos, mas precisa consolidar avan\u00e7o da ind\u00fastria, afirma presidente da ANPII Bio"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O mercado de bioinsumos segue em expans\u00e3o no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala nacional. Durante o 3\u00ba Workshop de Intelig\u00eancia de Mercado da ANPII Bio, Thiago Delgado, presidente da entidade, afirmou que o principal entrave est\u00e1 na efici\u00eancia dos produtos biol\u00f3gicos frente aos defensivos qu\u00edmicos, embora o pa\u00eds j\u00e1 ocupe posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a no setor.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Efici\u00eancia ainda \u00e9 o principal desafio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Thiago Delgado, o avan\u00e7o dos <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/biologicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bioinsumos<\/a> no pa\u00eds depende, \u043f\u0440\u0435\u0436\u0434\u0435 de tudo, da capacidade de a ind\u00fastria entregar solu\u00e7\u00f5es com desempenho equivalente \u2014 ou superior \u2014 ao dos produtos qu\u00edmicos convencionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cO principal gargalo hoje \u00e9 que n\u00f3s precisamos ter bioinsumos que tenham efeito, seja de controle ou seja de promo\u00e7\u00e3o de crescimento ou de solubiliza\u00e7\u00e3o, mais eficientes. Ao ponto da gente conseguir, por exemplo, substituir um bioinseticida, um inseticida qu\u00edmico, ou substituir um fungicida qu\u00edmico\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo ele, hoje os produtos biol\u00f3gicos ainda atuam majoritariamente dentro de um sistema de manejo integrado, convivendo com os qu\u00edmicos em vez de substitu\u00ed-los por completo. Para Delgado, esse quadro tende a mudar \u00e0 medida que novas tecnologias entreguem resultados mais consistentes no campo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Um dos exemplos citados por ele \u00e9 o segmento de nematicidas. \u201cOs nematicidas tiveram um controle melhor que os qu\u00edmicos e ocupam hoje mais de 80% do mercado de controle de nematoides\u201d, disse. Para o presidente da ANPII Bio, esse caso mostra que, quando o produto biol\u00f3gico alcan\u00e7a alto n\u00edvel de efici\u00eancia, a ado\u00e7\u00e3o cresce de forma acelerada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Thiago Delgado ressalta que o Brasil re\u00fane condi\u00e7\u00f5es \u00fanicas para se firmar de forma definitiva como l\u00edder global em bioinsumos. Entre os fatores favor\u00e1veis, ele destaca a biodiversidade, a press\u00e3o tropical de pragas e doen\u00e7as e a capacidade t\u00e9cnica instalada em pesquisa p\u00fablica e privada.\u00a0\u201cO Brasil tem todas as possibilidades para isso\u201d, afirmou. \u201cA gente tem uma natureza de pa\u00eds tropical muito rica em diversidade de micro-organismos\u201d, acrescentou.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com ele, o ambiente tropical brasileiro, embora mais desafiador do ponto de vista fitossanit\u00e1rio, tamb\u00e9m impulsiona o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es mais robustas e adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es reais de produ\u00e7\u00e3o. Isso vale tanto para doen\u00e7as quanto para insetos-praga, cujos ciclos s\u00e3o mais r\u00e1pidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cAqui os ciclos dos micro-organismos, dos insetos, eles s\u00e3o muito mais acelerados\u201d, explicou. Para Delgado, essa caracter\u00edstica obriga a ind\u00fastria a inovar com mais velocidade e efici\u00eancia, o que acaba se convertendo em vantagem competitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ele tamb\u00e9m ressaltou a qualidade da base de pesquisa nacional. \u201cN\u00f3s temos pesquisas, sejam privadas, sejam estatais, institutos de pesquisas muito bons. A gente saiu na frente realmente dos concorrentes\u201d, afirmou. O Brasil j\u00e1 ocupa posi\u00e7\u00e3o de destaque global, mas ainda precisa transformar essa vantagem em lideran\u00e7a consolidada. \u201cn\u00f3s j\u00e1 temos a lideran\u00e7a. Agora temos que\u00a0consolidar essa lideran\u00e7a de forma definitiva\u201d, disse. Segundo ele, trata-se de \u201cum ativo muito bom para o agroneg\u00f3cio brasileiro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outro ponto abordado por Thiago Delgado foi o avan\u00e7o das grandes multinacionais sobre o mercado de bioinsumos. Na leitura dele, esse movimento \u00e9 impulsionado pela percep\u00e7\u00e3o de que os biol\u00f3gicos podem reduzir espa\u00e7o de segmentos j\u00e1 consolidados, como defensivos qu\u00edmicos e fertilizantes minerais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo Delgado, empresas globais ligadas a qu\u00edmicos enxergam os bioinsumos como parte de uma nova agenda de controle de pragas e doen\u00e7as. J\u00e1 as multinacionais de fertilizantes acompanham de perto o avan\u00e7o de tecnologias como os solubilizadores de f\u00f3sforo, que tamb\u00e9m podem alterar a din\u00e2mica de mercado.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ainda assim, ele avalia que h\u00e1 espa\u00e7o para coexist\u00eancia entre grandes grupos e empresas menores, desde que estas \u00faltimas apostem em especializa\u00e7\u00e3o e base t\u00e9cnica s\u00f3lida. \u201cEu acredito que vai haver espa\u00e7o para as pequenas que levarem uma pesquisa s\u00e9ria, que se tornarem especialistas em determinados segmentos ou produtos. E eu vejo a possibilidade de coexistir os dois neg\u00f3cios\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por outro lado, Delgado reconhece que as multinacionais entram no setor com forte capacidade de investimento e devem conquistar fatia relevante do mercado. \u201cSem d\u00favida que as multinacionais est\u00e3o vindo com alto investimento e elas v\u00e3o conseguir um mercado importante\u201d, declarou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/brasil-ja-lidera-em-bioinsumos--mas-precisa-consolidar-avanco-da-industria--afirma-presidente-da-anpii-bio_512371.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado de bioinsumos segue em expans\u00e3o no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala nacional. Durante o 3\u00ba<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28294,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-28293","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28293"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28293\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}