{"id":28223,"date":"2026-03-24T17:47:57","date_gmt":"2026-03-24T21:47:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=28223"},"modified":"2026-03-24T17:47:57","modified_gmt":"2026-03-24T21:47:57","slug":"unico-furacao-registrado-no-brasil-deixou-mortos-e-26-mil-desabrigados-relembre-o-caso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=28223","title":{"rendered":"\u00danico furac\u00e3o registrado no Brasil deixou mortos e 26 mil desabrigados; relembre o caso"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Unico-furacao-registrado-no-Brasil-deixou-mortos-e-26-mil.jpg\" alt=\"Furac\u00e3o Catarina\" \/><figcaption>Foto: Arquivo \/ Defesa Civil SC<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 22 anos, em 27 de mar\u00e7o de 2004, o furac\u00e3o Catarina atingiu o litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, marcando a hist\u00f3ria como o \u00fanico furac\u00e3o j\u00e1 registrado oficialmente no pa\u00eds e em todo o Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n<p>Classificado como categoria 2 na escala Saffir-Simpson, o fen\u00f4meno apresentou ventos que chegaram a 155 km\/h. De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, 11 pessoas morreram e mais de 26 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.<\/p>\n<p>&#8220;Lembrando que o furac\u00e3o mais forte j\u00e1 registrado foi o Allen em 31 de julho de 1980, onde os ventos chegaram na casa dos 305 km\/h&#8221;, destacou o meteorologista, Arthur M\u00fcller.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fenomeno-raro-e-atipico\">Fen\u00f4meno raro e at\u00edpico<\/h3>\n<p>Segundo o meteorologista, furac\u00f5es s\u00e3o tempestades tropicais que se formam, em geral, sobre \u00e1guas quentes e s\u00e3o mais comuns no Atl\u00e2ntico Norte e no Pac\u00edfico. No caso do furac\u00e3o Catarina, a forma\u00e7\u00e3o foi considerada at\u00edpica e ainda gera debates na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>O sistema teve origem como um ciclone extratropical, fen\u00f4meno comum no Sul do Brasil, mas ao avan\u00e7ar sobre o oceano, encontrou condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que permitiram sua intensifica\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o em um furac\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os ventos alcan\u00e7aram velocidade acima de 154 km\/h, segundo a escala Saffir Simpson, que mede justamente esse vento consistente&#8221;, destaca M\u00fcller.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diferenca-entre-furacoes-ciclone-e-tufoes\">Diferen\u00e7a entre furac\u00f5es, ciclone e tuf\u00f5es<\/h2>\n<p>Segundo M\u00fcller, tempestades tropicais como furac\u00f5es, tuf\u00f5es e ciclones s\u00e3o, na ess\u00eancia, o mesmo tipo de sistema, diferenciados apenas pelo oceano onde se formam. No Oceano \u00cdndico, recebem o nome de ciclones; no Pac\u00edfico Oeste, s\u00e3o chamados de tuf\u00f5es; e no Atl\u00e2ntico Norte e Pac\u00edfico Leste, de furac\u00f5es.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Unico-furacao-registrado-no-Brasil-deixou-mortos-e-26-mil.png\" alt=\"Furac\u00e3o\" class=\"wp-image-4161860\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: reprodu\u00e7\u00e3o\/Planeta Campo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esses fen\u00f4menos se desenvolvem, em geral, em regi\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 linha do Equador, onde as \u00e1guas mais quentes funcionam como combust\u00edvel para sua forma\u00e7\u00e3o e intensifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 os ciclones extratropicais, comuns no Sul do Brasil, t\u00eam origem diferente. Eles se formam a partir do encontro entre massas de ar quente e frio, o que gera instabilidade, ventos intensos e volumes elevados de chuva.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-condicoes-que-favoreceram-a-formacao\">Condi\u00e7\u00f5es que favoreceram a forma\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Entre os fatores que contribu\u00edram para o surgimento do Catarina est\u00e3o \u00e1guas do oceano mais aquecidas do que o normal e condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas espec\u00edficas. <\/p>\n<p>Diferentemente dos ciclones extratropicais, que se formam pelo encontro de massas de ar quente e frio, os furac\u00f5es dependem principalmente do calor do oceano para se intensificar.<\/p>\n<p>De acordo com M\u00fcller, pelas imagens de sat\u00e9lite, o fen\u00f4meno apresentava caracter\u00edsticas t\u00edpicas de um furac\u00e3o, como o &#8220;olho&#8221; bem definido e a organiza\u00e7\u00e3o circular da tempestade. No entanto, ao contr\u00e1rio dos furac\u00f5es cl\u00e1ssicos, que possuem n\u00facleo quente, o Catarina tinha n\u00facleo frio, o que o tornava um evento at\u00edpico.<\/p>\n<p>Especialistas apontam que eventos como esse podem estar relacionados a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. At\u00e9 hoje, o epis\u00f3dio levanta debates, justamente por se tratar de um fen\u00f4meno raro e incomum na regi\u00e3o do Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/network\/unico-furacao-registrado-no-brasil-deixou-mortos-e-milhares-de-desabrigados-relembre-o-caso\/\">\u00danico furac\u00e3o registrado no Brasil deixou mortos e 26 mil desabrigados; relembre o caso<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/network\/unico-furacao-registrado-no-brasil-deixou-mortos-e-milhares-de-desabrigados-relembre-o-caso\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Arquivo \/ Defesa Civil SC H\u00e1 22 anos, em 27 de mar\u00e7o de 2004, o furac\u00e3o Catarina atingiu o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28223"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28223\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}