{"id":28121,"date":"2026-03-23T09:31:02","date_gmt":"2026-03-23T13:31:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=28121"},"modified":"2026-03-23T09:31:02","modified_gmt":"2026-03-23T13:31:02","slug":"mudanca-global-exige-reposicionamento-estrategico-do-agro-diz-tereza-cristina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=28121","title":{"rendered":"\u2018Mudan\u00e7a global exige reposicionamento estrat\u00e9gico do agro\u2019, diz Tereza Cristina"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/\u2018Mudanca-global-exige-reposicionamento-estrategico-do-agro-diz-Tereza-Cristina.jpeg\" alt=\"\" \/><figcaption>Foto: Renato Medeiros<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em um cen\u00e1rio de forte integra\u00e7\u00e3o global, o agroneg\u00f3cio brasileiro amplia sua participa\u00e7\u00e3o no abastecimento mundial de alimentos. Ao mesmo tempo, as transforma\u00e7\u00f5es na ordem geopol\u00edtica elevam o n\u00edvel de exig\u00eancia sobre o setor, que passa a demandar ajustes estrat\u00e9gicos tanto no campo econ\u00f4mico quanto diplom\u00e1tico.<\/p>\n<p>Diante desse contexto, S\u00e3o Paulo sediou, nesta segunda-feira (23), o evento \u201cA geopol\u00edtica do agroneg\u00f3cio\u201d. O encontro reuniu lideran\u00e7as do setor, juristas, parlamentares e empres\u00e1rios para discutir os reflexos do cen\u00e1rio internacional sobre a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio agr\u00edcola.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: <\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Na abertura, a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) destacou que o mundo passa por uma reconfigura\u00e7\u00e3o dos referenciais pol\u00edticos e econ\u00f4micos, com perda de centralidade de polos tradicionais do Ocidente.<\/p>\n<p>Segundo ela, esse movimento reposiciona o agroneg\u00f3cio no cen\u00e1rio global. \u201cO agro assume uma nova centralidade. Energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o ocorre em um momento sens\u00edvel no mundo, com a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Ir\u00e3 em curso. Desde o in\u00edcio do conflito, em 28 de fevereiro, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo disparou e trouxe incertezas quanto ao desdobramento e os impactos energ\u00e9ticos em n\u00edvel global.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-agro-no-centro-da-disputa\">Agro no centro da disputa<\/h3>\n<p>Nesse ambiente mais incerto e competitivo, o agroneg\u00f3cio passa a ocupar posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. De acordo com a senadora, a mudan\u00e7a de cen\u00e1rio reposiciona alimentos e energia no sistema internacional.<\/p>\n<p>\u201cQuando as estruturas que organizavam o mundo entram em transforma\u00e7\u00e3o, elementos como energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder\u201d, disse.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o, segundo ela, exige uma nova leitura do cen\u00e1rio global. Como resposta, prop\u00f4s um conjunto de dez diretrizes interconectadas para orientar a atua\u00e7\u00e3o do setor na chamada nova geopol\u00edtica do agro.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se trata de um exerc\u00edcio te\u00f3rico, mas de vetores pr\u00e1ticos para navegar um ambiente mais complexo, mais disputado e mais exigente\u201d, afirmou.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Multilateralismo em xeque<\/h3>\n<p>Entre os pontos destacados est\u00e1 a crise do multilateralismo. Segundo Tereza Cristina, o sistema constru\u00eddo no p\u00f3s-guerra perdeu efetividade, com destaque para a paralisia da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC).<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, afirmou, pa\u00edses passaram a buscar alternativas fora desse modelo, ampliando acordos regionais e setoriais. O resultado \u00e9 um ambiente mais fragmentado, com regras sobrepostas e, muitas vezes, contradit\u00f3rias.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Com\u00e9rcio mais pol\u00edtico<\/h3>\n<p>A senadora tamb\u00e9m destacou a mudan\u00e7a na natureza do protecionismo. Embora n\u00e3o seja um fen\u00f4meno novo, ela avalia que passou a assumir car\u00e1ter pol\u00edtico e estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>\u201cTarifas, subs\u00eddios e barreiras sanit\u00e1rias deixam de ser apenas instrumentos t\u00e9cnicos e passam a integrar estrat\u00e9gias de pol\u00edtica externa\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ela citou como exemplo a crescente utiliza\u00e7\u00e3o de exig\u00eancias ambientais como mecanismo de reorganiza\u00e7\u00e3o de mercados, especialmente em grandes economias. Nesse cen\u00e1rio, o desafio \u00e9 manter padr\u00f5es elevados sem transformar regras em barreiras disfar\u00e7adas ao com\u00e9rcio.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Seguran\u00e7a alimentar e insumos<\/h3>\n<p>Outro ponto central \u00e9 a revaloriza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar como prioridade de Estado. A pandemia e a guerra na Ucr\u00e2nia, segundo a parlamentar, evidenciaram a vulnerabilidade de cadeias globais concentradas.<\/p>\n<p>\u201cA interdepend\u00eancia pode rapidamente se transformar em ruptura em momentos de crise\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, a depend\u00eancia de insumos estrat\u00e9gicos, como fertilizantes, amplia essa exposi\u00e7\u00e3o. O pa\u00eds importa a maior parte desses produtos, muitos deles provenientes de regi\u00f5es sujeitas a tens\u00f5es geopol\u00edticas.<\/p>\n<p>\u201cQuando um elo dessa cadeia \u00e9 tensionado, os efeitos se propagam rapidamente\u201d, disse.<\/p>\n<p>Diante disso, defendeu a diversifica\u00e7\u00e3o de fornecedores, o fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica e maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a das cadeias de suprimento.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Disputa entre pot\u00eancias<\/h3>\n<p>A senadora tamb\u00e9m destacou a rivalidade entre Estados Unidos e China como eixo estruturante da geopol\u00edtica atual. Segundo ela, a disputa vai al\u00e9m do com\u00e9rcio e envolve tecnologia, influ\u00eancia pol\u00edtica e seguran\u00e7a estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>No agro, esse movimento se reflete na estrat\u00e9gia chinesa de diversificar fornecedores, o que abre espa\u00e7o para o Brasil, mas tamb\u00e9m exige cautela.<\/p>\n<p>\u201cO desafio n\u00e3o \u00e9 apenas aproveitar oportunidades, mas faz\u00ea-lo sem comprometer rela\u00e7\u00f5es e sem criar depend\u00eancias excessivas\u201d, afirmou.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Papel do Brasil<\/h3>\n<p>Para Tereza Cristina, o Brasil ocupa uma posi\u00e7\u00e3o singular nesse cen\u00e1rio, com capacidade de ampliar a produ\u00e7\u00e3o de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>No entanto, destacou que o pa\u00eds precisa avan\u00e7ar na sua inser\u00e7\u00e3o internacional. \u201cN\u00e3o basta produzir mais. \u00c9 preciso participar da defini\u00e7\u00e3o das regras do jogo\u201d, disse.<\/p>\n<p id=\"h-\">A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que, em um ambiente mais fragmentado, previsibilidade, articula\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gia de longo prazo ser\u00e3o determinantes para manter e ampliar mercados.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/mudanca-global-exige-reposicionamento-estrategico-do-agro-diz-tereza-cristina\/\">&#8216;Mudan\u00e7a global exige reposicionamento estrat\u00e9gico do agro&#8217;, diz Tereza Cristina<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/mudanca-global-exige-reposicionamento-estrategico-do-agro-diz-tereza-cristina\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Renato Medeiros Em um cen\u00e1rio de forte integra\u00e7\u00e3o global, o agroneg\u00f3cio brasileiro amplia sua participa\u00e7\u00e3o no abastecimento mundial de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28122,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28121","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28121"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28121\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}