{"id":27578,"date":"2026-03-12T18:59:59","date_gmt":"2026-03-12T22:59:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=27578"},"modified":"2026-03-12T18:59:59","modified_gmt":"2026-03-12T22:59:59","slug":"conflito-no-oriente-medio-eleva-preco-da-ureia-e-pressiona-custo-da-safra-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=27578","title":{"rendered":"Conflito no Oriente M\u00e9dio eleva pre\u00e7o da ureia e pressiona custo da safra em Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">A escalada das tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio j\u00e1 produz efeitos sobre o agroneg\u00f3cio brasileiro e vai impactar a forma\u00e7\u00e3o dos custos da safra 2026\/27 em Mato Grosso. Estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea) mostra que o agravamento do conflito na regi\u00e3o e os gargalos log\u00edsticos no Estreito de Ormuz provocaram forte alta no pre\u00e7o futuro da ureia, com reflexos diretos sobre os custos da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com o levantamento, a instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mar\u00edtimas para o transporte de petr\u00f3leo, g\u00e1s natural e fertilizantes, elevou a incerteza sobre a oferta global, encareceu fretes e seguros mar\u00edtimos e ampliou o risco de restri\u00e7\u00f5es no abastecimento. O bloqueio do tr\u00e1fego na regi\u00e3o j\u00e1 deixou embarca\u00e7\u00f5es retidas nas costas de Om\u00e3 e dos Emirados \u00c1rabes Unidos, agravando a press\u00e3o sobre o mercado internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os dados do estudo tamb\u00e9m mostram que a crise atinge o mercado em um momento sens\u00edvel para o abastecimento brasileiro. No caso dos fertilizantes nitrogenados, as importa\u00e7\u00f5es costumam ganhar for\u00e7a a partir de mar\u00e7o e se concentram em maior volume no terceiro e no quarto trimestres. J\u00e1 os fosfatados registram movimento mais intenso entre o segundo e o terceiro trimestres, tamb\u00e9m com acelera\u00e7\u00e3o a partir de mar\u00e7o, quando come\u00e7a a forma\u00e7\u00e3o de estoques para atender a demanda das principais culturas. Na pr\u00e1tica, a alta internacional ocorre justamente na janela em que o pa\u00eds intensifica a reposi\u00e7\u00e3o desses insumos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O efeito mais vis\u00edvel apareceu na ureia. O contrato futuro para mar\u00e7o de 2026 chegou a US$ 618 por tonelada em 5 de mar\u00e7o, alta de 30,65% desde o in\u00edcio do conflito. Em Mato Grosso, a principal preocupa\u00e7\u00e3o imediata recai sobre o milho. Como a compra de insumos para a safra 2026\/27 ainda est\u00e1 em est\u00e1gio inicial, o produtor segue mais exposto \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o. Segundo o Imea, apenas 5,95% das negocia\u00e7\u00f5es de fertilizantes para a cultura haviam sido realizadas at\u00e9 o momento analisado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em simula\u00e7\u00e3o para o milho de alta tecnologia em Sinop, o instituto estima que uma alta de 30% no pre\u00e7o dos fertilizantes nitrogenados elevaria em 4,68% o Custo Operacional Efetivo (COE), o equivalente a 5,90 sacas de milho por hectare. O estudo tamb\u00e9m indica que, a cada 10% de aumento por ponto de nitrog\u00eanio, o impacto no COE \u00e9 de 1,97 saca por hectare.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><img decoding=\"async\" class=\"img-fluid\" src=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/Upload\/noticias\/7df98de22d6b43f7b6ff7239dbe17b44.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os gr\u00e1ficos do estudo mostram um cen\u00e1rio ainda mais sens\u00edvel para o milho. Em Mato Grosso, a comercializa\u00e7\u00e3o de fertilizantes para a safra 2026\/27 chegou a apenas 5,95% no per\u00edodo analisado, bem abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica para o momento. Como as aquisi\u00e7\u00f5es costumam ganhar ritmo entre o primeiro e o segundo trimestres, a disparada dos pre\u00e7os internacionais atinge o produtor justamente no come\u00e7o da janela de compra, o que pode elevar o custo da safra como um todo e at\u00e9 adiar parte das negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na soja, o sinal de alerta est\u00e1 concentrado nos fertilizantes fosfatados. O Brasil importou, em 2025, 40,01% desse tipo de insumo de Egito e Israel. Em Mato Grosso, a depend\u00eancia \u00e9 ainda maior, j\u00e1 que os dois pa\u00edses responderam juntos por 58,91% das compras estaduais de fosfatados. O cen\u00e1rio amplia a exposi\u00e7\u00e3o do produtor a choques de oferta, atrasos log\u00edsticos e custos mais altos na forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima safra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com isso, parte relevante do planejamento da pr\u00f3xima safra tende a ser constru\u00edda em um ambiente mais caro e vol\u00e1til. Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, t\u00eam peso maior no custo do milho, enquanto os fosfatados exercem impacto mais relevante sobre a soja, cultura mais sens\u00edvel a esse tipo de insumo na forma\u00e7\u00e3o da lavoura.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para o coordenador de Intelig\u00eancia Agropecu\u00e1ria do Imea, Rodrigo Silva, o risco vai al\u00e9m da alta pontual da ureia. \u201cO Estreito de Ormuz ocupa posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica no escoamento de petr\u00f3leo, g\u00e1s natural e no transporte de fertilizantes produzidos no Oriente M\u00e9dio. Com navios retidos, seguros mar\u00edtimos mais caros e risco de restri\u00e7\u00e3o de oferta, o agroneg\u00f3cio brasileiro pode enfrentar infla\u00e7\u00e3o no custo de produ\u00e7\u00e3o e press\u00e3o sobre as margens\u201d, afirma.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><img decoding=\"async\" class=\"img-fluid\" src=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/Upload\/noticias\/cc96958eae88490badbb902971057c96.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na avalia\u00e7\u00e3o do Imea, a combina\u00e7\u00e3o entre depend\u00eancia externa, gargalos log\u00edsticos e alta dos pre\u00e7os internacionais compromete a previsibilidade do planejamento agr\u00edcola e tende a reduzir a rentabilidade das pr\u00f3ximas safras. Mantido o atual cen\u00e1rio geopol\u00edtico, Mato Grosso deve entrar no ciclo 2026\/27 com insumos mais caros, maior press\u00e3o sobre os custos e menor margem para o produtor.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/conflito-no-oriente-medio-eleva-preco-da-ureia-e-pressiona-custo-da-safra-em-mato-grosso_511899.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escalada das tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio j\u00e1 produz efeitos sobre o agroneg\u00f3cio brasileiro e vai impactar a forma\u00e7\u00e3o dos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8456,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-27578","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27578"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27578"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27578\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8456"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}