{"id":27548,"date":"2026-03-12T13:44:08","date_gmt":"2026-03-12T17:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=27548"},"modified":"2026-03-12T13:44:08","modified_gmt":"2026-03-12T17:44:08","slug":"nao-sao-chuvas-de-10-mm-mas-precipitacoes-de-ate-180-mm-diz-sojicultor-de-mt-que-enfrenta-dificuldades-na-colheita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=27548","title":{"rendered":"\u2018N\u00e3o s\u00e3o chuvas de 10 mm, mas precipita\u00e7\u00f5es de at\u00e9 180 mm\u2019, diz sojicultor de MT que enfrenta dificuldades na colheita"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/\u2018Nao-sao-chuvas-de-10-mm-mas-precipitacoes-de-ate.png\" alt=\"\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZGodPlP0bYk\">excesso de chuvas no norte de Mato Grosso <\/a>tem preocupado produtores em plena colheita da soja. Em Matup\u00e1, o acumulado de precipita\u00e7\u00e3o j\u00e1 ultrapassa 1.900 mil\u00edmetros apenas nos meses de janeiro e fevereiro, segundo relatos de agricultores da regi\u00e3o. Com mais um m\u00eas historicamente chuvoso pela frente, o cen\u00e1rio j\u00e1 se traduz em perdas nas lavouras, atraso na colheita e dificuldades log\u00edsticas.<\/p>\n<p>Segundo Fernando Bortolin, presidente do Sindicato Rural de Matup\u00e1 (MT), parte da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/\">soja <\/a>que ainda permanece no campo j\u00e1 apresenta problemas de qualidade, com registro de gr\u00e3os avariados e queda no potencial produtivo. <\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 estamos acumulando perdas na regi\u00e3o. Temos acompanhado produtores com muitas cargas apresentando gr\u00e3os avariados. A estimativa \u00e9 de perdas entre 5% e 10% em m\u00e9dia, mas h\u00e1 propriedades espec\u00edficas onde os preju\u00edzos j\u00e1 chegam a 30% ou 40%\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com ele, a safra atual foi marcada por extremos clim\u00e1ticos desde o in\u00edcio do ciclo. A falta de chuvas no per\u00edodo de plantio atrasou os trabalhos no campo e, agora, o excesso de precipita\u00e7\u00f5es compromete a colheita.<\/p>\n<p>\u201cEssa safra foi uma safra com caracter\u00edsticas diferentes. Tivemos seca no come\u00e7o, n\u00e3o choveu na regi\u00e3o nos meses de setembro e outubro, e agora acumulou muita chuva justamente na colheita. O plantio foi muito devagar por conta da seca e agora a colheita tamb\u00e9m est\u00e1 sendo prejudicada\u201d, explica.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fique por dentro das principais not\u00edcias sobre a soja: <a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/BmMRwA0TZ2DHGyhzoaVEWu\">acesse a comunidade Soja Brasil!<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Em apenas um dia, o munic\u00edpio chegou a registrar cerca de 240 mil\u00edmetros de chuva, volume considerado hist\u00f3rico para a regi\u00e3o. O excesso de \u00e1gua tamb\u00e9m elevou o n\u00edvel dos rios, aumentando a preocupa\u00e7\u00e3o com a infraestrutura e o escoamento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO rio que divide Matup\u00e1 e Peixoto de Azevedo est\u00e1 praticamente transbordando por cima da BR-163, que \u00e9 o \u00fanico corredor que leva aos portos do Arco Norte, principalmente Miritituba\u201d, relata.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, a intensidade das chuvas tem sido ainda maior. Em muitos casos, os volumes registrados em poucas horas chegam a ultrapassar 100 mil\u00edmetros, o que impede o trabalho das m\u00e1quinas nas lavouras.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 chuva de 10 ou 15 mil\u00edmetros. S\u00e3o chuvas de 100, 150, 180 mil\u00edmetros. A m\u00e1quina n\u00e3o entra na lavoura, come\u00e7am a passar os dias e a soja vai variando. Tem \u00e1rea pronta que j\u00e1 est\u00e1 variada e a gente tenta antecipar outras para n\u00e3o perder mais\u201d, diz o produtor Richelli Cotrim.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio tamb\u00e9m eleva os custos da colheita. M\u00e1quinas frequentemente atolam nas \u00e1reas encharcadas e, para remov\u00ea-las, muitas vezes \u00e9 necess\u00e1rio o uso de escavadeiras.<\/p>\n<p>\u201cHoje as m\u00e1quinas s\u00e3o muito grandes. Quando atolam, s\u00f3 uma escavadeira para desatolar. \u00c9 um cen\u00e1rio que tira o sono do agricultor, porque as contas chegam e est\u00e1 dif\u00edcil fechar com esse pre\u00e7o da soja, frete subindo e impostos\u201d, afirma o produtor Nelson Lorena J\u00fanior.<\/p>\n<p>A expectativa inicial era colher entre 75 e 80 sacas por hectare, mas as perdas j\u00e1 reduziram esse potencial. \u201cPerdemos a\u00ed de 8 a 10 sacas por hectare no montante. J\u00e1 frustrou a expectativa de produtividade\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos problemas no campo, os produtores enfrentam dificuldades para escoar a produ\u00e7\u00e3o devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es das estradas. Um dos pontos mais cr\u00edticos \u00e9 a MT-322, que apresenta buracos profundos na seca e se transforma em atoleiro durante o per\u00edodo chuvoso.<\/p>\n<p>\u201cOs armaz\u00e9ns est\u00e3o cheios e as transportadoras n\u00e3o querem vir buscar o produto porque a estrada est\u00e1 intransit\u00e1vel. Isso encarece o frete e trava o escoamento\u201d, relata.<\/p>\n<p>Em alguns trechos, o deslocamento chega a levar mais do que o dobro do tempo normal. \u201cUma viagem que poderia levar quatro ou cinco horas acaba sendo feita a 10 ou 15 quil\u00f4metros por hora. N\u00e3o tem como passar disso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Os produtores tamb\u00e9m reclamam da falta de manuten\u00e7\u00e3o adequada da rodovia, mesmo ap\u00f3s obras recentes. \u201cEsse asfalto que foi feito tem dois anos, dois anos e meio, e j\u00e1 est\u00e1 cheio de problema. O que foi feito tamb\u00e9m n\u00e3o foi bem feito\u201d, critica.<\/p>\n<p>Diante das dificuldades, agricultores dizem que acabam tendo que dividir o tempo entre a lavoura e a tentativa de manter as estradas trafeg\u00e1veis. \u201cA gente j\u00e1 tem que cuidar da lavoura, de ponte que rodou, m\u00e1quina atolando, e ainda precisa ir arrumar estrada para conseguir passar com a produ\u00e7\u00e3o. Onde j\u00e1 se viu isso?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Para os produtores da regi\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o exige aten\u00e7\u00e3o urgente do poder p\u00fablico, principalmente em um dos principais corredores log\u00edsticos que ligam o norte de Mato Grosso aos portos do Arco Norte. \u201cGeramos emprego, geramos riqueza, mas estamos esquecidos. Precisamos comover algu\u00e9m para olhar por essa regi\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/nao-sao-chuvas-de-10-mm-mas-sim-precipitacoes-de-ate-180-mm-diz-sojicultor-de-mt-que-enfrenta-dificuldades-na-colheita\/\">&#8216;N\u00e3o s\u00e3o chuvas de 10 mm, mas precipita\u00e7\u00f5es de at\u00e9 180 mm&#8217;, diz sojicultor de MT que enfrenta dificuldades na colheita<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/nao-sao-chuvas-de-10-mm-mas-sim-precipitacoes-de-ate-180-mm-diz-sojicultor-de-mt-que-enfrenta-dificuldades-na-colheita\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reprodu\u00e7\u00e3o Canal Rural O excesso de chuvas no norte de Mato Grosso tem preocupado produtores em plena colheita da soja.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27549,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-27548","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27548"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27548\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/27549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}