{"id":27360,"date":"2026-03-09T17:13:58","date_gmt":"2026-03-09T21:13:58","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=27360"},"modified":"2026-03-09T17:13:58","modified_gmt":"2026-03-09T21:13:58","slug":"agro-catarinense-quer-ferrovia-para-escoar-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=27360","title":{"rendered":"Agro catarinense quer ferrovia para escoar produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Agro-catarinense-quer-ferrovia-para-escoar-producao.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Screenshot<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Santa Catarina se consolidou como um dos estados que mais cresceu em produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria nos \u00faltimos anos, destacando-se na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, prote\u00ednas e outros produtos do agroneg\u00f3cio. No entanto, o r\u00e1pido crescimento da produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi acompanhado pelo desenvolvimento da infraestrutura log\u00edstica, criando um gargalo que compromete a competitividade. Para superar o problema e expandir a \u00e1rea produtiva, projetos buscam viabilizar a implanta\u00e7\u00e3o de ferrovias no estado, prometendo diminuir custos e otimizar o escoamento.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Oeste catarinense, com destaque para Chapec\u00f3, \u00e9 um polo de produ\u00e7\u00e3o, figurando entre as maiores em gr\u00e3os como soja e milho, e prote\u00ednas como su\u00ednos e aves. A concentra\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias de processamento de alimentos na \u00e1rea refor\u00e7a sua import\u00e2ncia. Na Fazenda da Fam\u00edlia Alessio, em Faxinal dos Guedes, o produtor Diego Alessio cultiva 1.200 hectares com gr\u00e3os de ver\u00e3o e inverno, utilizando t\u00e9cnicas de agricultura regenerativa para garantir alta produtividade. Mesmo com parte da safra armazenada em silos na propriedade, o escoamento imediato no pico da colheita ainda \u00e9 um desafio.<\/p>\n<p>&#8220;No momento de desovar esse gr\u00e3o para porto, qualquer imprevisto l\u00e1 pode retardar o carregamento aqui. Al\u00e9m disso, temos a quest\u00e3o das rodovias. Estamos com uma estrutura rodovi\u00e1ria de 40, 50 anos, sendo que a capacidade dela duplicou hoje&#8221;, relata Diego Alessio.<\/p>\n<p><strong>BR-282 no limite<\/strong><\/p>\n<p>A principal via de escoamento \u00e9 a BR-282, que liga a cidade de Para\u00edso \u00e0 capital Florian\u00f3polis, cruzando toda a regi\u00e3o Oeste e conectando a portos importantes, como Itaja\u00ed e S\u00e3o Francisco do Sul. \u00c9 por esta rodovia que circula grande parte da riqueza do agroneg\u00f3cio regional. A falta de trechos duplicados na BR-282 resulta em viagens mais longas e atrasos em per\u00edodos de alto fluxo, tornando-se um obst\u00e1culo significativo para a expans\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Marcelo Bassani, Gerente Regional da Epagri em Xanxer\u00ea\/SC, enfatiza a necessidade de a\u00e7\u00e3o: &#8220;Incentivos em log\u00edstica e em armazenagem devem ser estudados para que a regi\u00e3o possa ter sustentabilidade na agricultura e para os produtores de um modo geral&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Alternativa Ferrovi\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio, entidades e empres\u00e1rios do setor buscam alternativas para aumentar a competitividade e diminuir os custos de produ\u00e7\u00e3o, sendo a principal delas a implanta\u00e7\u00e3o de uma malha ferrovi\u00e1ria na regi\u00e3o Oeste para operar em sistema multimodal. A diferen\u00e7a de custo para o escoamento entre o sistema rodovi\u00e1rio e ferrovi\u00e1rio pode chegar a 50%.<\/p>\n<p>Em 2021, oito entidades ligadas ao agroneg\u00f3cio catarinense lan\u00e7aram o Movimento Pr\u00f3-Ferrovias, que financiou um estudo de viabilidade para um tra\u00e7ado que ligaria Maracaju (MS) a Cascavel (PR), chegando a Chapec\u00f3 (SC), com potencial de extens\u00e3o at\u00e9 Passo Fundo (RS).<\/p>\n<p>Em Santa Catarina, o projeto prev\u00ea 320 km de trilhos entre Chapec\u00f3 e Correia Pinto, conectando-se \u00e0 Malha Sul. O investimento total \u00e9 estimado em quase R$ 11 bilh\u00f5es. O objetivo estrat\u00e9gico \u00e9 utilizar a ferrovia para subir com prote\u00ednas e descer com gr\u00e3os (milho do Centro-Oeste), principal mat\u00e9ria-prima para a ra\u00e7\u00e3o de aves, su\u00ednos e gado de leite.<\/p>\n<p>&#8220;Trazendo para os portos do litoral e conectando esses eixos para trazer milho mais barato. Ent\u00e3o, log\u00edstica e infraestrutura \u00e9 um tema que a gente debate constantemente,&#8221; afirma Clemerson Pedrozo, vice-presidente executivo da FAESC (Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura de SC).<\/p>\n<p>Lenoir Broch, diretor de ferrovias da ACIC Chapec\u00f3\/SC &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Comercial, Industrial, Agropecu\u00e1ria e Servi\u00e7os de Chapec\u00f3) &#8211; refor\u00e7a que a vantagem vai al\u00e9m dos gr\u00e3os: &#8220;N\u00e3o podemos pensar somente na exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os. N\u00f3s podemos exportar carne. Isso quer dizer que se a gente trouxer o milho, esses quase 8 milh\u00f5es de trem at\u00e9 o Oeste de SC, viabilizamos um custo muito menor para exportar nossa carne, nosso produto acabado&#8221;.<\/p>\n<p>O estudo indica que o custo anual com frete na regi\u00e3o est\u00e1 em cerca de R$ 6 bilh\u00f5es, e h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o na oferta de caminh\u00f5es e profissionais para o transporte rodovi\u00e1rio. O plano \u00e9 que a ferrovia seja usada para dist\u00e2ncias maiores, com a rodovia mantendo-se como op\u00e7\u00e3o para trechos mais curtos, garantindo a sustentabilidade de toda a cadeia.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os nos estudos, Ricardo Miotto, Superintendente da Ocesc (Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas de SC) ressalta que o projeto precisa sair do papel. &#8220;Temos avan\u00e7os, mas ainda s\u00e3o insuficientes. Precisamos seguir cobrando para isso sair do papel e podermos diminuir custos e ter competitividade,&#8221; conclui.<\/p>\n<p>Assista a reportagem da s\u00e9rie Santa Catarina e o Agro 5.0, do Canal Rural: <\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio  is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper video-seo-youtube-embed-wrapper\">\n<div class=\"video-seo-youtube-player\" data-id=\"oNeawLQlPqE?si=RowJOW7DniX5AqWX\"><\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/agro-catarinense-quer-ferrovia-para-escoar-producao\/\">Agro catarinense quer ferrovia para escoar produ\u00e7\u00e3o<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/agro-catarinense-quer-ferrovia-para-escoar-producao\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Screenshot Santa Catarina se consolidou como um dos estados que mais cresceu em produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria nos \u00faltimos anos, destacando-se na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27361,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-27360","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27360"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27360"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27360\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/27361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}