{"id":26570,"date":"2025-12-29T16:10:51","date_gmt":"2025-12-29T20:10:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=26570"},"modified":"2025-12-29T16:10:51","modified_gmt":"2025-12-29T20:10:51","slug":"1o-de-janeiro-de-2026-comeca-a-reforma-tributaria-com-o-leao-dentro-da-maquininha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=26570","title":{"rendered":"1\u00ba de janeiro de 2026: come\u00e7a a reforma tribut\u00e1ria com o Le\u00e3o dentro da maquininha"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1o-de-janeiro-de-2026-comeca-a-reforma-tributaria-com.jpg\" alt=\"produtor rural cart\u00e3o de cr\u00e9dito\" \/><figcaption>Imagem gerada por IA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A partir de 1\u00ba de janeiro de 2026, o jeito de cobrar imposto no Brasil mudou de vez. Toda nota fiscal emitida, da padaria da esquina ao grande frigor\u00edfico, passa a cair dentro de um sistema \u00fanico, totalmente digital, que calcula e distribui os tributos em tempo real.<\/p>\n<p>Esse novo sistema n\u00e3o \u00e9 qualquer programa. <strong>Ele \u00e9 considerado o maior software tribut\u00e1rio j\u00e1 criado no mundo<\/strong>, com capacidade de processamento dezenas de vezes superior \u00e0 de qualquer sistema financeiro j\u00e1 utilizado no pa\u00eds. <\/p>\n<p>Desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro, ele vai substituir impostos antigos e conhecidos do brasileiro, como PIS, Cofins, IPI e boa parte do <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/icms\/\">ICMS<\/a><\/strong>. Para ter dimens\u00e3o do tamanho da mudan\u00e7a, trata-se de uma infraestrutura digital capaz de analisar, calcular e distribuir tributos em cada opera\u00e7\u00e3o de compra e venda, em tempo real, de forma autom\u00e1tica e integrada em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o imposto deixa de ser algo \u201cpara depois\u201d. Ele passa a ser separado no exato momento do pagamento, no chamado split payment. Funciona assim: o cliente paga R$ 200 numa loja. A maior parte vai direto para o caixa da empresa e uma pequena fatia \u00e9 automaticamente enviada para Uni\u00e3o, estado e munic\u00edpio. Tudo sem guia, sem boleto e sem aquela correria no fim do m\u00eas.<\/p>\n<p>Outra mudan\u00e7a importante est\u00e1 no cr\u00e9dito. Hoje, empresas e produtores pagam imposto na compra e podem levar meses \u2014 \u00e0s vezes anos \u2014 para receber esse dinheiro de volta. Com o novo sistema, o cr\u00e9dito entra sozinho, de forma autom\u00e1tica, poucos dias depois da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No delivery acontece a mesma coisa. O aplicativo emite uma \u00fanica nota fiscal e o sistema se encarrega de dividir o imposto entre o estado do restaurante, do entregador e do consumidor.<\/p>\n<p>Nas exporta\u00e7\u00f5es, o ganho \u00e9 ainda mais claro: a nota j\u00e1 sai com imposto zero, sem necessidade de provar nada depois. A papelada simplesmente deixa de existir.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-e-no-agro-o-que-muda\">E no agro, o que muda?<\/h2>\n<p>Muita coisa melhora, e quase nada piora.<\/p>\n<p>A agricultura e a pecu\u00e1ria entram no novo modelo com benef\u00edcios preservados. O produtor rural pessoa f\u00edsica continua vendendo a maior parte dos produtos da cesta b\u00e1sica \u2014 como arroz, feij\u00e3o, leite in natura e carnes, com al\u00edquota zero. Gr\u00e3os como soja, milho e algod\u00e3o destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o ou \u00e0 ind\u00fastria tamb\u00e9m seguem sem imposto na sa\u00edda.<\/p>\n<p>O grande avan\u00e7o est\u00e1 no cr\u00e9dito. Fertilizantes, ra\u00e7\u00e3o, diesel e m\u00e1quinas passam a gerar cr\u00e9dito autom\u00e1tico, devolvido em poucos dias. Antes, esse dinheiro ficava preso em processos que podiam levar at\u00e9 dois anos. Agora, ele volta r\u00e1pido para o caixa, o que faz diferen\u00e7a antes da pr\u00f3xima safra.<\/p>\n<p>Frigor\u00edficos e latic\u00ednios tamb\u00e9m ganham previsibilidade. A velha guerra fiscal do ICMS perde for\u00e7a, porque passa a existir uma nota fiscal nacional, com o imposto dividido corretamente entre os estados de origem da produ\u00e7\u00e3o e de destino do consumo. Menos briga pol\u00edtica, mais clareza nas regras.<\/p>\n<p>Durante todo o ano de 2026, o novo sistema entra em funcionamento como um grande teste nacional. \u00c9 um per\u00edodo criado justamente para identificar falhas, fazer corre\u00e7\u00f5es e ajustar o que for necess\u00e1rio antes da implanta\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>E \u00e9 importante deixar claro: todos ser\u00e3o atingidos por esse teste. Toda nota fiscal emitida j\u00e1 passar\u00e1 pelo novo sistema, ser\u00e1 analisada, calculada e registrada. A diferen\u00e7a \u00e9 que, nessa fase, a al\u00edquota ser\u00e1 simb\u00f3lica \u2014 0,9% de IBS e 0,1% de CBS \u2014 totalmente rebat\u00edvel. Se houver algum erro no preenchimento, o sistema apenas avisa. N\u00e3o h\u00e1 puni\u00e7\u00e3o nem bloqueio. \u00c9 um treino geral do pa\u00eds inteiro.<\/p>\n<p>A partir de 2027, com os ajustes feitos, as al\u00edquotas come\u00e7am a subir de forma gradual, at\u00e9 que, em 2033, o sistema antigo seja desligado de vez.<\/p>\n<p>No resumo da \u00f3pera, o recado \u00e9 simples: a partir de 2026, tudo o que voc\u00ea vender ou comprar ser\u00e1 visto, calculado e registrado na hora. A sonega\u00e7\u00e3o perde espa\u00e7o, a burocracia diminui e o cr\u00e9dito chega mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>O ambiente de testes <strong><a href=\"https:\/\/consumo.tributos.gov.br\/\">j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel aqui<\/a><\/strong>. Vale entrar, entender e se preparar. Porque, desta vez, o Le\u00e3o n\u00e3o vai correr atr\u00e1s de ningu\u00e9m. Ele vai estar dentro da maquininha.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766405079_938_Confusao-a-vista-petroleo-venezuelano-apreendido-pelos-EUA-pode-pertencer.jpg\" alt=\"Miguel Daoud\" class=\"wp-image-4095706 size-full\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-center\">*<em><strong>Miguel Daoud<\/strong>&nbsp;\u00e9 comentarista de Economia e Pol\u00edtica&nbsp;do Canal Rural<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p><em>O&nbsp;<strong>Canal Rural<\/strong>&nbsp;n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/1o-de-janeiro-de-2026-comeca-a-reforma-tributaria-com-o-leao-dentro-da-maquininha\/\">1\u00ba de janeiro de 2026: come\u00e7a a reforma tribut\u00e1ria com o Le\u00e3o dentro da maquininha<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/1o-de-janeiro-de-2026-comeca-a-reforma-tributaria-com-o-leao-dentro-da-maquininha\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem gerada por IA A partir de 1\u00ba de janeiro de 2026, o jeito de cobrar imposto no Brasil mudou<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26571,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26570","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26570"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26570"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26570\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}