{"id":26543,"date":"2025-12-29T11:46:12","date_gmt":"2025-12-29T15:46:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=26543"},"modified":"2025-12-29T11:46:12","modified_gmt":"2025-12-29T15:46:12","slug":"ano-volatil-leva-commodities-a-2026-com-foco-no-cenario-macroeconomico-global-e-climatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=26543","title":{"rendered":"Ano vol\u00e1til leva commodities a 2026 com foco no cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico, global e clim\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Ano-volatil-leva-commodities-a-2026-com-foco-no-cenario.png\" alt=\"gr\u00e3os de soja, milho e caf\u00e9\" \/><figcaption>Montagem: Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O ano de 2025 foi marcado por elevada volatilidade nos mercados globais de commodities, influenciada por fatores macroecon\u00f4micos, geopol\u00edticos e clim\u00e1ticos. A avalia\u00e7\u00e3o consta no relat\u00f3rio Mercado de Commodities: Retrospectiva 2025 e Perspectivas 2026, divulgado pela <a href=\"https:\/\/hedgepointglobal.com\/pt-br\/\">Hedgepoint Global Markets<\/a>, que re\u00fane an\u00e1lises sobre a\u00e7\u00facar, cacau, caf\u00e9, complexo soja, milho, trigo e \u00f3leo de palma.<\/p>\n<p>                                               <strong><em>Fique por dentro das novidades e not\u00edcias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade atrav\u00e9s do\u00a0<a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/BmMRwA0TZ2DHGyhzoaVEWu\">link<\/a>! <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Exportacoes-brasileiras-de-soja-devem-superar-33-milhoes-de-t.png\" alt=\"\ud83c\udf31\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em;max-height: 1em\" \/><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, em 2026 o mercado global seguir\u00e1 atento \u00e0s pol\u00edticas tarif\u00e1rias do governo americano, com potencial para redesenhar fluxos comerciais, especialmente na rela\u00e7\u00e3o entre Estados Unidos e China, que permanece como epicentro das tens\u00f5es comerciais e geopol\u00edticas. Em mercados emergentes, elei\u00e7\u00f5es podem alterar din\u00e2micas regionais. No Brasil, o pleito presidencial e legislativo em outubro tende a ser um dos principais vetores de volatilidade ao longo do ano.<\/p>\n<p>No campo monet\u00e1rio, a Hedgepoint aponta que os bancos centrais buscar\u00e3o equilibrar o controle da infla\u00e7\u00e3o e o est\u00edmulo ao crescimento econ\u00f4mico. Ap\u00f3s cortes de juros em 2025, Fed e Banco Central Europeu se aproximam de uma estabiliza\u00e7\u00e3o das taxas. No Brasil, as an\u00e1lises indicam espa\u00e7o para in\u00edcio de um ciclo de redu\u00e7\u00e3o da Selic em 2026, com proje\u00e7\u00e3o de encerramento do ano em torno de 12%, condicionada \u00e0 ancoragem das expectativas de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsse pano de fundo macroecon\u00f4mico e geopol\u00edtico ser\u00e1 determinante para os mercados de commodities, que tamb\u00e9m enfrentam desafios pr\u00f3prios ligados \u00e0 oferta, demanda e clima\u201d, afirma Thais Italiani, gerente de Intelig\u00eancia de Mercado da Hedgepoint.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-complexo-soja\">Complexo soja<\/h3>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/\">complexo soja em 2025 <\/a>operou sob influ\u00eancia de fatores opostos. A Am\u00e9rica do Sul registrou safra recorde, enquanto os Estados Unidos caminharam para redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea. A menor demanda pela soja americana durante a guerra comercial competiu com o crescimento do esmagamento e com a perspectiva de aumento da mistura de biocombust\u00edveis nos EUA. Al\u00e9m disso, a tr\u00e9gua entre EUA e China trouxe sustenta\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os no fim do ano.<\/p>\n<p>Para 2026, o relat\u00f3rio aponta quatro pontos de aten\u00e7\u00e3o: o volume de compras de soja norte-americana pela China na temporada 25\/26; os impactos do biodiesel nos EUA, cujas defini\u00e7\u00f5es foram adiadas em 2025; a oferta sul-americana, condicionada ao clima no Brasil e na Argentina; e a decis\u00e3o de \u00e1rea nos EUA para a safra 26\/27.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-acucar\">A\u00e7\u00facar<\/h3>\n<p>Em 2025, o mercado de a\u00e7\u00facar apresentou um cen\u00e1rio predominantemente baixista. A oferta foi abundante, com o Centro-Sul do Brasil registrando bons resultados de moagem e mix a\u00e7ucareiro elevado, resultando em produ\u00e7\u00e3o robusta. No Hemisf\u00e9rio Norte, as perspectivas positivas de produ\u00e7\u00e3o refor\u00e7aram o sentimento de press\u00e3o sobre os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Para 2026, o relat\u00f3rio destaca que o clima no desenvolvimento da safra 26\/27 no Brasil ser\u00e1 determinante para a moagem e a qualidade da cana. A paridade entre etanol e a\u00e7\u00facar e a demanda por etanol no Brasil podem alterar o mix das usinas. Al\u00e9m disso, a colheita 25\/26 no Hemisf\u00e9rio Norte e a decis\u00e3o da \u00cdndia sobre cotas de exporta\u00e7\u00e3o ser\u00e3o cruciais para os fluxos comerciais.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cacau\">Cacau<\/h3>\n<p>O mercado de cacau em 2025 foi marcado por forte volatilidade. A oferta global permaneceu incerta, enquanto a desacelera\u00e7\u00e3o da demanda contribuiu para sustentar oscila\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os. A safra 24\/25 enfrentou restri\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o na \u00c1frica Ocidental, associadas a clima adverso e problemas estruturais, o que reduziu a disponibilidade e impactou a moagem.<\/p>\n<p>Para 2026, apesar da perspectiva de super\u00e1vit na safra 25\/26, o relat\u00f3rio aponta que o clima na \u00c1frica Ocidental continuar\u00e1 sendo um fator cr\u00edtico. Per\u00edodos sem chuva podem afetar volume e qualidade entre o fim da safra principal e o in\u00edcio da safra intermedi\u00e1ria, em abril de 2026. Pre\u00e7os historicamente elevados tendem a limitar o processamento nas principais regi\u00f5es consumidoras.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cafe\">Caf\u00e9<\/h3>\n<p>Em 2025, o mercado de caf\u00e9 passou por um ano desafiador e din\u00e2mico, com volatilidade extrema e recordes de pre\u00e7os no primeiro semestre, impulsionados por menor produ\u00e7\u00e3o no Brasil e estoques globais apertados. Tarifas impostas pelos Estados Unidos em julho adicionaram ru\u00eddo ao mercado. No fim do ano, a aten\u00e7\u00e3o se voltou para a safra brasileira 26\/27.<\/p>\n<p>Para 2026, a chegada ao mercado da safra 25\/26 de pa\u00edses da Am\u00e9rica Central, Oeste Africano, Vietn\u00e3 e Col\u00f4mbia tende a aumentar a oferta e permitir leve recomposi\u00e7\u00e3o dos estoques. Ainda assim, o mercado seguir\u00e1 atento ao ritmo de comercializa\u00e7\u00e3o do Brasil e a eventuais desafios na safra 26\/27, como clima, log\u00edstica e custos.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-milho-e-trigo\">Milho e trigo<\/h3>\n<p>Em 2025, o milho foi marcado pela maior safra da hist\u00f3ria dos Estados Unidos, resultado de aumento de \u00e1rea e clima favor\u00e1vel, com exporta\u00e7\u00f5es acima das expectativas devido \u00e0 competitividade de pre\u00e7os. No trigo, grandes produtores ampliaram a produ\u00e7\u00e3o, elevando a oferta global a n\u00edveis recordes e pressionando as cota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para 2026, no milho, os pontos de aten\u00e7\u00e3o incluem o clima na Am\u00e9rica do Sul, especialmente sob influ\u00eancia do La Ni\u00f1a, o calend\u00e1rio do milho safrinha no Brasil e as decis\u00f5es de \u00e1rea nos Estados Unidos. No trigo, as incertezas recaem sobre o clima para o desenvolvimento da safra de inverno do Hemisf\u00e9rio Norte e a transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica prevista para o in\u00edcio do ano.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-oleo-de-palma\">\u00d3leo de palma<\/h3>\n<p>Em 2025, Indon\u00e9sia e Mal\u00e1sia registraram produ\u00e7\u00f5es elevadas de \u00f3leo de palma, enquanto China e \u00cdndia reduziram importa\u00e7\u00f5es, pressionando os pre\u00e7os e invertendo o spread em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f3leo de soja.<\/p>\n<p>Para 2026, o relat\u00f3rio destaca tr\u00eas vetores principais: a expectativa de retomada das importa\u00e7\u00f5es por China e \u00cdndia; a poss\u00edvel implementa\u00e7\u00e3o do B50 na Indon\u00e9sia, elevando o consumo dom\u00e9stico; e os efeitos do clima no Sudeste Asi\u00e1tico, com chuvas acima da m\u00e9dia podendo afetar a log\u00edstica e a disponibilidade no in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/apos-ano-volatil-commodities-entrarao-em-2026-com-necessidade-de-atencao-ao-cenario-macroeconomico-global-e-climatico\/\">Ano vol\u00e1til leva commodities a 2026 com foco no cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico, global e clim\u00e1tico<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/apos-ano-volatil-commodities-entrarao-em-2026-com-necessidade-de-atencao-ao-cenario-macroeconomico-global-e-climatico\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Montagem: Canal Rural O ano de 2025 foi marcado por elevada volatilidade nos mercados globais de commodities, influenciada por fatores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26544,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26543","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26543"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26543"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26543\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26544"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}