{"id":26505,"date":"2025-12-28T14:34:23","date_gmt":"2025-12-28T18:34:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=26505"},"modified":"2025-12-28T14:34:23","modified_gmt":"2025-12-28T18:34:23","slug":"parana-esta-prestes-a-produzir-o-primeiro-leite-de-coelha-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=26505","title":{"rendered":"Paran\u00e1 est\u00e1 prestes a produzir o primeiro leite de coelha do Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Parana-esta-prestes-a-produzir-o-primeiro-leite-de-coelha.jpg\" alt=\"Coelha\" \/><figcaption>Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s dois anos de estudos, pesquisadores do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maring\u00e1 (DZO\/UEM) chegaram a um protocolo in\u00e9dito de ordenha de coelhas e avan\u00e7a agora para a fabrica\u00e7\u00e3o experimental de leite artificial, produto ainda inexistente no pa\u00eds e considerado essencial para reduzir a mortalidade de l\u00e1paros.<\/p>\n<p>A carne \u00e9 rica em prote\u00ednas, cont\u00e9m baixos teores de colesterol e gera diversos subprodutos, como pele, patas, v\u00edsceras, esterco e at\u00e9 animais destinados a pet shops. Outro diferencial \u00e9 a efici\u00eancia produtiva, em pequenos espa\u00e7os e com poucos insumos, o coelho transforma res\u00edduos vegetais em carne de alto valor nutricional.\u00a0<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m da versatilidade, a esp\u00e9cie apresenta elevada capacidade reprodutiva. Uma coelha produz, em m\u00e9dia, de 10 a 12 filhotes por ninhada, com gesta\u00e7\u00e3o de cerca de 30 dias. Esse ritmo pode resultar em at\u00e9 50 animais desmamados em um ano. <\/p>\n<p>Mas esse potencial n\u00e3o se converte integralmente em produtividade, j\u00e1 que a taxa de mortalidade no per\u00edodo de desmame, at\u00e9 40 dias de vida, chega a aproximadamente 20%.<\/p>\n<p>Na Fazenda Experimental de Iguatemi, onde a UEM mant\u00e9m um rebanho de cerca de 600 animais, incluindo 100 f\u00eameas matrizes e 50 machos, as perdas chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. Uma das causas identificadas pode estar na subnutri\u00e7\u00e3o dos filhotes, especialmente em ninhadas numerosas.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766946863_640_Parana-esta-prestes-a-produzir-o-primeiro-leite-de-coelha.jpg\" alt=\"Filhotes de Coelha\" class=\"wp-image-4147557\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: ASC\/UEM<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cHoje temos ninhadas com at\u00e9 16 filhotes, mas as f\u00eameas possuem apenas oito tetas. Existe uma limita\u00e7\u00e3o f\u00edsica que impede o fornecimento adequado de leite. A solu\u00e7\u00e3o pode estar em uma f\u00f3rmula artificial, como j\u00e1 existe para outras esp\u00e9cies\u201d, explica o coordenador da cunicultura da UEM, Leandro Castilha.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-primeira-tecnica-de-ordenha-de-coelhas\"><strong>Primeira t\u00e9cnica de ordenha de coelhas<\/strong><\/h2>\n<p>Para criar uma f\u00f3rmula adequada, o principal desafio da pesquisa foi obter leite natural em quantidade suficiente para an\u00e1lise. Isso ocorre porque, nas coelhas, a libera\u00e7\u00e3o do leite depende exclusivamente do est\u00edmulo do filhote, como temperatura, suc\u00e7\u00e3o e movimentos da l\u00edngua, que ativa a descida do leite.<\/p>\n<p>O professor\u00a0do Departamento de Zootecnia e autor do protocolo de ordenha de coelha, Silvio Leite, relata que \u201csem o filhote, o leite simplesmente n\u00e3o sai. Precisamos entender profundamente esse processo para conseguir n\u00e3o apenas a primeira gota, mas volumes capazes de atender \u00e0s an\u00e1lises laboratoriais\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"653\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766946863_460_Parana-esta-prestes-a-produzir-o-primeiro-leite-de-coelha.jpg\" alt=\"Coelha\" class=\"wp-image-4147556\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: ASC\/UEM<\/figcaption><\/figure>\n<p>Massagens manuais, uso de seringas e m\u00e9todos descritos na literatura internacional n\u00e3o funcionaram. O grupo desenvolveu ent\u00e3o um protocolo pr\u00f3prio, combinando indu\u00e7\u00e3o hormonal, est\u00edmulo natural do filhote e acoplamento de um equipamento de suc\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o do leite.<\/p>\n<p>O resultado foi a consolida\u00e7\u00e3o da primeira t\u00e9cnica de ordenha de coelhas do Brasil, permitindo a coleta ideal para an\u00e1lises de lactose, amino\u00e1cidos, \u00e1cidos graxos e vitaminas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-leite-artificial-de-coelha\"><strong>Leite artificial de coelha<\/strong><\/h2>\n<p>Com o protocolo de ordenha estabelecido, os pesquisadores entraram na fase final do estudo, formular o leite artificial de coelha. Espera-se que a suplementa\u00e7\u00e3o reduza a mortalidade dos filhotes e aumente a efici\u00eancia produtiva da cadeia.\u00a0<\/p>\n<p>Embora Europa, Estados Unidos e alguns pa\u00edses asi\u00e1ticos j\u00e1 possuam substitutos comerciais, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma formula\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel no Brasil. A UEM pode, portanto, abrir o caminho para a primeira produ\u00e7\u00e3o nacional, inclusive com possibilidade de patente.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cadeia-produtiva-em-expansao\"><strong>Cadeia produtiva em expans\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o Paran\u00e1 possui o terceiro maior plantel de coelhos do pa\u00eds, com cerca de 33 mil animais. <\/p>\n<p>O setor \u00e9 considerado de nicho, mas em expans\u00e3o, tanto no campo comercial quanto no cient\u00edfico. A carne \u00e9 apreciada por seu valor nutritivo, pelo baixo teor de colesterol e pelo perfil rico em \u00e1cidos graxos essenciais, como \u00f4mega 3 e 6.\u00a0<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos passos incluem a formula\u00e7\u00e3o final, a fabrica\u00e7\u00e3o experimental e os testes de aceita\u00e7\u00e3o entre os filhotes de coelhos. Se tudo correr como esperado, o Brasil estar\u00e1 prestes a contar com seu primeiro leite artificial de coelha, resultado de uma pesquisa que une t\u00e9cnica, inova\u00e7\u00e3o e compromisso com o bem-estar animal.<\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/parana-esta-prestes-a-produzir-o-primeiro-leite-de-coelha-do-brasil\/\">Paran\u00e1 est\u00e1 prestes a produzir o primeiro leite de coelha do Brasil<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/parana-esta-prestes-a-produzir-o-primeiro-leite-de-coelha-do-brasil\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pixabay Ap\u00f3s dois anos de estudos, pesquisadores do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Maring\u00e1 (DZO\/UEM) chegaram a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26506,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26505","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26505"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26505\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}