{"id":26480,"date":"2025-12-27T18:19:58","date_gmt":"2025-12-27T22:19:58","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=26480"},"modified":"2025-12-27T18:19:58","modified_gmt":"2025-12-27T22:19:58","slug":"embate-entre-china-e-eua-definiu-mercado-da-soja-em-2025-e-deve-ditar-ritmo-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=26480","title":{"rendered":"Embate entre China e EUA definiu mercado da soja em 2025 e deve ditar ritmo de 2026"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Soja-em-Chicago-tem-manha-estavel-leia-a-analise-completa.jpg\" alt=\"mercado da soja mundo pre\u00e7o\" \/><figcaption>Foto: Pixabay\/Montagem: Canal Rural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O ano de 2025 foi dif\u00edcil para o mercado de soja, especialmente pelo lado da geopol\u00edtica global. A consultoria Safras &amp; Mercado avalia que, doo ponto de vista produtivo, tratou-se de um ano bastante positivo, com volumes elevados nas produ\u00e7\u00f5es dos principais paises.<\/p>\n<p>Nos <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a><\/strong>, a safra 2024\/25 (safra velha) foi regular, com produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de 119 milh\u00f5es de toneladas. No Brasil, um recorde hist\u00f3rico foi atingido, encerrando a temporada em aproximadamente 171,8 milh\u00f5es de toneladas, sustentada por altos n\u00edveis de produtividade na maior parte dos estados.<\/p>\n<p>&#8220;A exce\u00e7\u00e3o foi o <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/rio-grande-do-sul\/\">Rio Grande do Sul<\/a><\/strong>, que enfrentou uma quebra hist\u00f3rica de cerca de 40% do potencial produtivo, em fun\u00e7\u00e3o de seca severa e temperaturas elevadas. Caso esse evento clim\u00e1tico n\u00e3o tivesse ocorrido, o Brasil poderia ter encerrado o ciclo com uma produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de 180 milh\u00f5es de toneladas&#8221;, destaca o analista e consultor de Safras Rafael Silveira.<\/p>\n<p>Na <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/argentina\/\">Argentina<\/a><\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o foi considerada muito boa, estimada em torno de 50,5 milh\u00f5es de toneladas. &#8220;Embora n\u00e3o tenha sido um recorde hist\u00f3rico, foi uma safra robusta e consistente, o que permitiu \u00e0 Am\u00e9rica do Sul exercer forte press\u00e3o de oferta no mercado global&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-precos-da-soja-surpreenderam\">Pre\u00e7os da soja surpreenderam<\/h2>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio de oferta abundante, o mercado brasileiro esperava quedas significativas de pre\u00e7os ao longo de 2025. No entanto, uma s\u00e9rie de fatores alterou substancialmente essa expectativa. <\/p>\n<p>&#8220;Inicialmente, houve atrasos na colheita, o que prejudicou a log\u00edstica no m\u00eas de fevereiro e reduziu temporariamente o fluxo de oferta. Na sequ\u00eancia, ganhou for\u00e7a o principal vetor de sustenta\u00e7\u00e3o do mercado ao longo do ano: a guerra comercial entre Estados Unidos e China,<br \/>que se intensificou e se estendeu por praticamente todo o ano de 2025&#8243;, aponta o analista.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0<em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Os entraves tarif\u00e1rios redirecionaram os fluxos globais de com\u00e9rcio e o Brasil consolidou-se como principal fornecedor de soja ao mercado chin\u00eas. Silveira lembra que a China j\u00e1 vinha reduzindo suas compras de soja norte-americana e, a partir de maio de 2025, praticamente interrompeu as aquisi\u00e7\u00f5es do gr\u00e3o dos EUA.<\/p>\n<p>&#8220;Ao mesmo tempo em que n\u00e3o mais comprava dos norte-americanos, o gigante asi\u00e1tico se aproveitou da grande oferta brasileira, adquirindo volumes extremamente elevados&#8221;, frisa.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exportacoes-premios-e-mercado-interno\">Exporta\u00e7\u00f5es, pr\u00eamios e mercado interno<\/h2>\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o da soja brasileira foi amplamente favorecida. Os volumes exportados foram muito expressivos, o que sustentou os pr\u00eamios de exporta\u00e7\u00e3o, que quase n\u00e3o recuaram no primeiro semestre e dispararam a partir de maio, quando a China cessou as compras de soja norte-americana.<\/p>\n<p>&#8220;Como reflexo, os pre\u00e7os internos permaneceram sustentados, tanto no canal de exporta\u00e7\u00e3o quanto na ind\u00fastria dom\u00e9stica. A ind\u00fastria, por sua vez, enfrentou margens extremamente apertadas durante grande parte do ano, uma vez que o pre\u00e7o f\u00edsico da soja subiu, enquanto o farelo negociado em bolsa apresentou retra\u00e7\u00e3o consistente ao longo de 2025&#8221;, coloca o consultor.<\/p>\n<p>Silveira destaca que, em diversos momentos, os pre\u00e7os no mercado f\u00edsico ficaram acima da paridade de exporta\u00e7\u00e3o, invertendo completamente as expectativas iniciais para o ciclo. &#8220;Assim, o ano de 2025 foi caracterizado por oferta abundante, por\u00e9m com pre\u00e7os sustentados no f\u00edsico&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Na Bolsa de Chicago (CBOT), o comportamento foi distinto: o mercado operou de forma lateralizada, em um intervalo aproximado entre <strong>US$ 9,50 e US$ 11,50 por bushel<\/strong>, refletindo principalmente a queda da demanda chinesa pela soja norte-americana. <\/p>\n<p>&#8220;Esse movimento contribuiu para uma redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada com soja nos EUA, com parte significativa sendo migrada para o milho na safra 2025\/26.&#8221;<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de soja devem encerrar 2025 entre 108 e 109 milh\u00f5es de toneladas, estabelecendo um novo recorde absoluto. A China foi o principal destino, devendo alcan\u00e7ar importa\u00e7\u00f5es totais de 83 a 84 milh\u00f5es de toneladas ao longo do ano.<\/p>\n<p>Do total exportado pelo Brasil no ano anterior, aproximadamente 72,5 milh\u00f5es de toneladas tiveram como destino a China (considerando todo o ano de 2024) , evidenciando que o pa\u00eds absorveu praticamente toda a janela tradicional de exporta\u00e7\u00e3o dos EUA, especialmente entre outubro e parte de novembro.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-acordo-entre-china-e-eua\">Acordo entre China e EUA<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"447\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/China-anuncia-tarifas-de-34-a-importacoes-dos-EUA.jpg\" alt=\"Donald Trump e Xi Jinping apertam as m\u00e3os\" class=\"wp-image-2727344\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Xi Jinping e Donald Trump. Foto: Xihua<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao final de outubro e in\u00edcio de novembro, surgiram acordos entre China e Estados Unidos, nos quais os asi\u00e1ticos teriam se comprometido a comprar cerca de 12 milh\u00f5es de toneladas de soja at\u00e9 o final de dezembro. <\/p>\n<p>Com o passar do tempo, ficou claro que esse volume n\u00e3o seria totalmente concretizado, o que levou o Secret\u00e1rio do Tesouro dos EUA a postergar o prazo para o final de fevereiro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o acordo previa compras de aproximadamente 25 milh\u00f5es de toneladas por ano durante os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. &#8220;Esse volume, embora relevante politicamente, representa uma demanda relativamente normal dentro do hist\u00f3rico de com\u00e9rcio entre os dois pa\u00edses&#8221;, ressalta Silveira.<\/p>\n<p>Caso esses acordos de fato se materializem, pode ocorrer uma redu\u00e7\u00e3o na agressividade das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras na safra nova, impactando diretamente o n\u00edvel de pre\u00e7os no mercado dom\u00e9stico. &#8220;Diferentemente de 2025, o Brasil pode n\u00e3o contar com uma press\u00e3o t\u00e3o forte de demanda externa&#8221;, alerta o analista.<\/p>\n<p>Para ele, esse cen\u00e1rio \u00e9 o principal risco para o produtor brasileiro em 2026, especialmente diante da expectativa de novo aumento de produ\u00e7\u00e3o, atualmente estimada em cerca de 178,7 milh\u00f5es de toneladas. <\/p>\n<p>&#8220;Com oferta crescente e poss\u00edvel recomposi\u00e7\u00e3o do fluxo comercial entre EUA e China, o ambiente de pre\u00e7os tende a exigir maior disciplina comercial e estrat\u00e9gias de hedge mais ativas&#8221;, conclui Silveira.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/embate-entre-china-e-eua-definiu-mercado-da-soja-em-2025-e-deve-ditar-ritmo-de-2026\/\">Embate entre China e EUA definiu mercado da soja em 2025 e deve ditar ritmo de 2026<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/embate-entre-china-e-eua-definiu-mercado-da-soja-em-2025-e-deve-ditar-ritmo-de-2026\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pixabay\/Montagem: Canal Rural O ano de 2025 foi dif\u00edcil para o mercado de soja, especialmente pelo lado da geopol\u00edtica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26481,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-26480","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26480"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=26480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/26480\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26481"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=26480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=26480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=26480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}