{"id":26220,"date":"2025-12-22T16:59:13","date_gmt":"2025-12-22T20:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=26220"},"modified":"2025-12-22T16:59:13","modified_gmt":"2025-12-22T20:59:13","slug":"posicao-de-rebanho-bovino-nos-eua-na-australia-argentina-e-ue-coloca-brasil-em-destaque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=26220","title":{"rendered":"Posi\u00e7\u00e3o de rebanho bovino nos EUA, na Austr\u00e1lia, Argentina e UE coloca Brasil em destaque"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Precos-do-boi-gordo-sobem-nas-principais-pracas-de-comercializacao.png\" alt=\"boi gordo pre\u00e7os no Brasil\" \/><figcaption>Foto gerada por IA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O ano de 2025 \u00e9 hist\u00f3rico para a bovinocultura de corte brasileira. Trata-se do \u00e1pice dos investimentos realizados no setor, que resultaram em um impressionante salto de produtividade. O Brasil alicer\u00e7ou sua pecu\u00e1ria de alta performance em dois pilares centrais: precocidade e biosseguridade.<\/p>\n<p>O terceiro pilar est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o: a rastreabilidade. Trata-se de uma demanda de mercados mais exigentes, como a Uni\u00e3o Europeia. O trabalho para que todo o rebanho bovino brasileiro seja rastreado \u00e9 \u00e1rduo e esbarra em quest\u00f5es culturais. No entanto, o status de pa\u00eds livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o \u2014 tamb\u00e9m fruto de um esfor\u00e7o significativo \u2014 foi conquistado em 2025.<\/p>\n<p>A partir do momento em que a rastreabilidade for plenamente alcan\u00e7ada, o Brasil deixar\u00e1 de ser apenas um fornecedor de volume e passar\u00e1 a contar com um selo adicional de qualidade, ampliando a perspectiva de exporta\u00e7\u00e3o de cortes de maior valor agregado. \u00c9 interessante observar como as exig\u00eancias da demanda global moldaram os meios de produ\u00e7\u00e3o no Brasil. A demanda chinesa exigiu precocidade, e pecuaristas e ind\u00fastria passaram a entreg\u00e1-la, o que resultou tamb\u00e9m em um encurtamento do ciclo pecu\u00e1rio no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os investimentos realizados no Brasil maturaram e tornaram a pecu\u00e1ria de corte muito mais competitiva em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00e9cada passada. Essa maturidade tamb\u00e9m se reflete nas estrat\u00e9gias de comercializa\u00e7\u00e3o, cada vez mais sofisticadas, oferecendo previsibilidade e boas margens setoriais. <\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Pecuaristas focados em recria e engorda t\u00eam conseguido obter bons ganhos nos \u00faltimos dois anos. A combina\u00e7\u00e3o de custos baixos com a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o brasileira de carne bovina, em um ambiente pautado por uma moeda relativamente enfraquecida, ofereceu in\u00fameras oportunidades ao produto brasileiro no mercado internacional. <\/p>\n<p>O momento se torna ainda mais oportuno ao se avaliar a posi\u00e7\u00e3o dos rebanhos bovinos em nossos principais concorrentes e tamb\u00e9m em nosso principal mercado consumidor, a China.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"245\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Posicao-de-rebanho-bovino-nos-EUA-na-Australia-Argentina-e.jpg\" alt=\"rebanho-mundial-usda\" class=\"wp-image-4146945\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Safras &#038; Mercado<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mesmo em um ano que tende a ser marcado por menor produ\u00e7\u00e3o de carne bovina no Brasil, em fun\u00e7\u00e3o do processo de invers\u00e3o do ciclo pecu\u00e1rio, as oportunidades seguir\u00e3o presentes. A seguir, o cen\u00e1rio para cada um dos mercados relevantes para a carne bovina:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Estados Unidos: <\/strong>o lento processo de recupera\u00e7\u00e3o dos rebanhos ter\u00e1 in\u00edcio em 2026. Ainda assim, a expectativa inicial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) \u00e9 de produ\u00e7\u00e3o menor na pr\u00f3xima temporada, tornando inevit\u00e1vel o aumento das importa\u00e7\u00f5es. Nesse contexto, o produto brasileiro dever\u00e1 ocupar papel relevante no abastecimento norte-<br \/>americano em 2026;<\/li>\n<li><strong>Uni\u00e3o Europeia:<\/strong> o quadro produtivo segue delicado, em mais um ano de encolhimento do rebanho. Apesar dos ru\u00eddos e do firme posicionamento franc\u00eas contra a assinatura do acordo Uni\u00e3o Europeia\u2013Mercosul, o continente europeu necessita da carne bovina da Am\u00e9rica do Sul, especialmente do Brasil, para atender suas necessidades de consumo;<\/li>\n<li><strong>China:<\/strong> este mercado \u00e9 o ator central na forma\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias para as exporta\u00e7\u00f5es globais de carne bovina. O ano de 2026 deve marcar um importante encolhimento do rebanho bovino chin\u00eas e, por consequ\u00eancia, uma menor produ\u00e7\u00e3o de carne. As estimativas do USDA corroboram o posicionamento do setor produtivo local, que alega impossibilidade de competir com o produto importado, especialmente o brasileiro. As investiga\u00e7\u00f5es de salvaguarda seguem em andamento e, caso sejam impostas cotas muito restritivas, a din\u00e2mica das exporta\u00e7\u00f5es globais poder\u00e1 mudar significativamente. Em uma an\u00e1lise ainda incipiente, a China pode deixar de ser um mercado de volume e se tornar um mercado de qualidade, exigindo aten\u00e7\u00e3o redobrada do Brasil;<\/li>\n<li><strong>Argentina:<\/strong> observa-se um lento processo de recupera\u00e7\u00e3o dos rebanhos. O pa\u00eds deve apresentar avan\u00e7os em seus embarques, figurando como uma alternativa relevante no fornecimento de cortes do traseiro bovino para os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia;<\/li>\n<li><strong>Austr\u00e1lia:<\/strong> o pa\u00eds se consolida como o segundo maior exportador global de carne bovina. Mesmo com um rebanho menor, os australianos produzem com elevada efici\u00eancia. A expectativa para 2026 \u00e9 de volumes de produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3ximos aos registrados em 2025. Trata-se de um exportador que prioriza qualidade, com embarques de cortes de maior valor agregado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quando se trata de volume, o Brasil segue insuper\u00e1vel. O processo de encolhimento dos rebanhos ao redor do mundo coloca o pa\u00eds em posi\u00e7\u00e3o de destaque. Fica o alerta para a decis\u00e3o chinesa em torno das salvaguardas no pr\u00f3ximo dia 26. Nesse sentido, a busca por novos mercados segue imprescind\u00edvel para mitigar os efeitos de uma eventual mudan\u00e7a de postura da China no mercado global.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"766\" height=\"438\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766437153_492_Posicao-de-rebanho-bovino-nos-EUA-na-Australia-Argentina-e.jpg\" alt=\"preco-boi-gordo\" class=\"wp-image-4146946\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Safras &#038; Mercado<\/figcaption><\/figure>\n<p>A expectativa geral \u00e9 que o Brasil continue estabelecendo novos recordes de exporta\u00e7\u00e3o na segunda metade da d\u00e9cada, apostando em novas tecnologias \u2014 manejo, gen\u00e9tica e gest\u00e3o \u2014, resultando em aumentos de produ\u00e7\u00e3o em \u00e1reas cada vez menores.<\/p>\n<p>O contexto global \u00e9 amplamente favor\u00e1vel ao Brasil. O setor trabalha de forma consistente para atender \u00e0s exig\u00eancias de mercados relevantes e conviver com receitas de exporta\u00e7\u00e3o cada vez mais robustas. Esse cen\u00e1rio se traduz em avan\u00e7os nas margens de pecuaristas e ind\u00fastrias. Resta, contudo, o fortalecimento do mercado dom\u00e9stico, que ao longo da d\u00e9cada se consolidou como o calcanhar de Aquiles do setor.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"470\" height=\"470\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Posicao-de-rebanho-bovino-nos-EUA-na-Australia-Argentina-e.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4104708 size-full\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong>*Fernando Henrique Iglesias<\/strong> <em>\u00e9 coordenador do departamento de An\u00e1lise de <a href=\"https:\/\/safras.com.br\/\">Safras &amp; Mercado<\/a>, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e su\u00edno)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p><em>O&nbsp;<strong>Canal Rural<\/strong>&nbsp;n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/posicao-de-rebanho-bovino-nos-eua-na-australia-argentina-e-ue-coloca-brasil-em-destaque\/\">Posi\u00e7\u00e3o de rebanho bovino nos EUA, na Austr\u00e1lia, Argentina e UE coloca Brasil em destaque<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/posicao-de-rebanho-bovino-nos-eua-na-australia-argentina-e-ue-coloca-brasil-em-destaque\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto gerada por IA O ano de 2025 \u00e9 hist\u00f3rico para a bovinocultura de corte brasileira. 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