{"id":25848,"date":"2025-12-16T03:15:15","date_gmt":"2025-12-16T07:15:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=25848"},"modified":"2025-12-16T03:15:15","modified_gmt":"2025-12-16T07:15:15","slug":"tambaqui-e-curimba-juntos-estudo-da-embrapa-revela-sistema-mais-sustentavel-e-eficiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=25848","title":{"rendered":"Tambaqui e curimba juntos: estudo da Embrapa revela sistema mais sustent\u00e1vel e eficiente"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Tambaqui-e-curimba-juntos-estudo-da-Embrapa-revela-sistema-mais.jpg\" alt=\"Curimba (em cima) e tambaqui\" \/><figcaption>Fotos: Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o integrada de tambaqui com curimba, tamb\u00e9m chamado de curimbat\u00e1, \u00e9 uma alternativa mais sustent\u00e1vel e eficiente para a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna no bioma amaz\u00f4nico. A conclus\u00e3o \u00e9 de um levantamento conduzido pela <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa <\/a><\/strong>Pesca e Aquicultura (TO), que apontou aumento de 25% na produtividade quando as duas esp\u00e9cies s\u00e3o cultivadas juntas. <\/p>\n<p>Os resultados foram publicados na revista <em>Aquaculture<\/em> e refor\u00e7am o potencial desse sistema, chamado de aquicultura multitr\u00f3fica integrada (AMTI) para reduzir impactos ambientais e melhorar o desempenho econ\u00f4mico dos sistemas produtivos.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>O estudo avaliou o modelo AMTI, que combina esp\u00e9cies com fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas complementares no mesmo viveiro. Na pr\u00e1tica, o sistema imita o funcionamento dos ecossistemas naturais e recicla nutrientes que seriam desperdi\u00e7ados em cultivos convencionais. Assim, reduz a gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, melhora o aproveitamento alimentar e entrega mais prote\u00edna por hectare.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o com outras cadeias produtivas tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o. Para produzir 1 quilo de prote\u00edna, a pecu\u00e1ria bovina exige 434% mais terra que a piscicultura do tambaqui. Na avicultura, o uso de \u00e1rea \u00e9 48% maior e, na suinocultura, 72% superior. \u201cA aquicultura surge como alternativa real para diminuir a press\u00e3o por abertura de novas \u00e1reas no bioma amaz\u00f4nico\u201d, afirma a pesquisadora Adriana Ferreira Lima, l\u00edder do estudo.<\/p>\n<p>A pesquisa confirma achados recentes publicados na <em>Nature Sustainability<\/em>, que destacaram vantagens do cultivo de peixes amaz\u00f4nicos em rela\u00e7\u00e3o ao gado na regi\u00e3o. Os impactos ambientais da piscicultura, segundo Lima, permanecem menores mesmo quando todos os insumos necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o \u2014 como gr\u00e3os usados na ra\u00e7\u00e3o \u2014 s\u00e3o considerados na an\u00e1lise do ciclo de vida. Al\u00e9m disso, a libera\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa \u00e9 reduzida quando comparada a outras atividades agropecu\u00e1rias.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-por-que-o-curimba\">Por que o curimba<\/h2>\n<p>A escolha do curimba para integrar o sistema n\u00e3o foi aleat\u00f3ria. O peixe, menor e de h\u00e1bitos alimentares diferentes do tambaqui, consome pl\u00e2ncton, sobras de ra\u00e7\u00e3o e sedimentos do fundo dos viveiros. Essa caracter\u00edstica o torna um \u201creciclador natural\u201d dentro do ambiente de cultivo. Apesar disso, n\u00e3o interfere no crescimento do tambaqui, que segue atingindo o peso comercial de 1,8 quilo nas condi\u00e7\u00f5es avaliadas. O curimba, nessa propor\u00e7\u00e3o utilizada, alcan\u00e7ou 200 gramas, mas pode permanecer no viveiro at\u00e9 chegar ao tamanho ideal de mercado.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m desmonta d\u00favidas frequentes entre produtores. A inser\u00e7\u00e3o do curimba n\u00e3o exige aumento de ra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o reduz o desempenho do tambaqui e n\u00e3o altera o manejo cotidiano. Para pequenos produtores, a diferen\u00e7a no ritmo de crescimento entre esp\u00e9cies n\u00e3o compromete a viabilidade da produ\u00e7\u00e3o integrada, j\u00e1 que ambas t\u00eam tamanhos de comercializa\u00e7\u00e3o distintos e podem ser despescadas em momentos diferentes.<\/p>\n<p>Do ponto de vista ambiental, os ganhos s\u00e3o expressivos. Com a integra\u00e7\u00e3o, a emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono por quilo de peixe caiu de 4,2 quilos para 3,9 quilos. Houve ainda redu\u00e7\u00e3o de 17% no uso da terra, 12% na acidifica\u00e7\u00e3o, 38,5% na depend\u00eancia de \u00e1gua, 13,3% na demanda energ\u00e9tica, 21% na eutrofiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua doce e 9% nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o ao monocultivo de tambaqui.<\/p>\n<p>O experimento foi realizado em viveiros de 600 metros quadrados, com insumos e densidades semelhantes aos utilizados comercialmente. Os alevinos das duas esp\u00e9cies foram inseridos simultaneamente, em propor\u00e7\u00f5es equivalentes. A partir dos dados de campo, os pesquisadores avan\u00e7aram com an\u00e1lises detalhadas do ciclo de vida, incluindo todos os custos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Lima, os resultados mostram que os cultivos integrados representam o futuro da aquicultura brasileira. Outras combina\u00e7\u00f5es, como til\u00e1pia com camar\u00e3o-gigante-da-mal\u00e1sia, j\u00e1 s\u00e3o testadas no Paran\u00e1 e no Sudeste. Em algumas regi\u00f5es, a \u00e1gua de piscicultura tamb\u00e9m vem sendo aproveitada para irriga\u00e7\u00e3o, unindo cadeias em modelos circulares de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisadora lembra que o tambaqui, segunda esp\u00e9cie nativa mais produzida no Brasil, aproveita apenas de 30% a 40% do nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo inseridos na alimenta\u00e7\u00e3o. O restante se perde. A inclus\u00e3o do curimba transforma parte desse res\u00edduo em prote\u00edna comercializ\u00e1vel. \u201cAvan\u00e7amos um passo importante no estudo do cultivo integrado. Quanto maior a diversidade de esp\u00e9cies, desde que compat\u00edvel com o tambaqui, maior a efici\u00eancia do sistema\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Mesmo com os avan\u00e7os, Lima destaca que ainda h\u00e1 desafios cient\u00edficos e t\u00e9cnicos a serem explorados. Estudos futuros devem avaliar impactos de sistemas com mais esp\u00e9cies, potencial de irriga\u00e7\u00e3o com \u00e1gua de piscicultura e novos arranjos produtivos. \u201cH\u00e1 um longo caminho pela frente\u201d, conclui.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/tambaqui-e-curimba-juntos-estudo-da-embrapa-revela-sistema-mais-sustentavel-e-eficiente\/\">Tambaqui e curimba juntos: estudo da Embrapa revela sistema mais sustent\u00e1vel e eficiente<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/tambaqui-e-curimba-juntos-estudo-da-embrapa-revela-sistema-mais-sustentavel-e-eficiente\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotos: Embrapa A cria\u00e7\u00e3o integrada de tambaqui com curimba, tamb\u00e9m chamado de curimbat\u00e1, \u00e9 uma alternativa mais sustent\u00e1vel e eficiente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25849,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25848"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25848\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}