{"id":25733,"date":"2025-12-14T10:23:35","date_gmt":"2025-12-14T14:23:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=25733"},"modified":"2025-12-14T10:23:35","modified_gmt":"2025-12-14T14:23:35","slug":"novo-projeto-busca-viabilizar-cultivo-comercial-do-pau-rosa-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=25733","title":{"rendered":"Novo projeto busca viabilizar cultivo comercial do pau-rosa na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Novo-projeto-busca-viabilizar-cultivo-comercial-do-pau-rosa-na-Amazonia.jpg\" alt=\"pau-rosa\" \/><figcaption>Foto: Maria Jos\u00e9 Tupinamb\u00e1\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental (AM) conduz uma pesquisa inovadora para superar entraves e impulsionar a recupera\u00e7\u00e3o e o cultivo comercial do pau-rosa (<em>Aniba rosaeodora<\/em>), \u00e1rvore nativa da Amaz\u00f4nia historicamente explorada de forma predat\u00f3ria. <\/p>\n<p>Valorizada por seu \u00f3leo essencial rico em linalol, composto muito usado nas ind\u00fastrias de cosm\u00e9ticos e perfumaria fina, a esp\u00e9cie teve sua produ\u00e7\u00e3o drasticamente reduzida, de 500 toneladas por ano na d\u00e9cada de 1970 para apenas 1.480 quilos em 2021.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>O projeto tem como foco a sele\u00e7\u00e3o de matrizes de alta qualidade e o desenvolvimento e valida\u00e7\u00e3o de protocolos de clonagem por estaquia, defini\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas agron\u00f4micas para redu\u00e7\u00e3o de perdas no plantio e maior uniformidade nos cultivos. <\/p>\n<p>Ser\u00e1 estabelecida tamb\u00e9m uma cole\u00e7\u00e3o de trabalho, com materiais gen\u00e9ticos de diversas proced\u00eancias, de forma a oferecer uma ampla base gen\u00e9tica para apoiar as atividades de sele\u00e7\u00e3o e melhoramento da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>A pesquisa parte de uma popula\u00e7\u00e3o inicial de 80 \u00e1rvores-matrizes localizadas na propriedade da empresa parceira Litiara\/Agroflora, em Rio Preto da Eva, no Amazonas. Entre essas, foram escolhidas, inicialmente, as 10 com maior vigor e teor de \u00f3leo na biomassa superior a 1,5%, reproduzidas por sementes. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-reproducao-do-pau-rosa\">Reprodu\u00e7\u00e3o do pau-rosa<\/h2>\n<p>Em novembro de 2025, foi iniciada a retirada dos galhos dessas plantas para a produ\u00e7\u00e3o dos clones, por enraizamento de miniestacas (processo que usa pequenos peda\u00e7os de plantas (miniestacas) para que criem ra\u00edzes e se desenvolvam em novas mudas id\u00eanticas \u00e0 planta m\u00e3e), como informa o pesquisador da Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental Edson Barcelos, l\u00edder da iniciativa.<\/p>\n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o do pau-rosa j\u00e1 foi estudada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/inpa\/\">Inpa<\/a>), por\u00e9m ainda n\u00e3o foi aplicada em escala comercial. A meta da Embrapa \u00e9 aprimorar o m\u00e9todo de enraizamento para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o em larga escala de mudas clonadas, como j\u00e1 ocorre com culturas consolidadas como caf\u00e9, eucalipto e erva-mate.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 estabelecer um modelo completo de cultivo, que abranja desde a sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica at\u00e9 o manejo no campo, fortalecendo a cadeia produtiva regional.<\/p>\n<p>Ainda ser\u00e3o avaliados diversos par\u00e2metros agron\u00f4micos para consolidar um sistema de produ\u00e7\u00e3o robusto e sustent\u00e1vel, tais como: \u00e9poca ideal e altura da poda, espa\u00e7amento entre plantas, tipos e doses de aduba\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias para controle de pragas e doen\u00e7as. <\/p>\n<p>\u201cPara plantar cinco hectares, s\u00e3o necess\u00e1rias cinco mil mudas. Mas n\u00e3o h\u00e1 sementes suficientes e, quando h\u00e1, o material gen\u00e9tico \u00e9 muito heterog\u00eaneo. As plantas crescem de forma desigual e o teor de \u00f3leo varia drasticamente\u201d, explica Barcelos.<\/p>\n<p>A ess\u00eancia do pau-rosa (seu \u00f3leo essencial), \u00e9 valorizada principalmente por ser uma fonte natural de linalol, composto qu\u00edmico que representa mais de 80% do \u00f3leo e possui diversas aplica\u00e7\u00f5es comerciais e potenciais. A pesquisa tem como foco a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel voltada para esses usos, extraindo o \u00f3leo de folhas e galhos, e mantendo a \u00e1rvore viva.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manejo-e-cultivo\">Manejo e cultivo<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/251209_Recupera\u00e7\u00e3oPau-Rosa_Edson_Barcelos_\u00e1rvore+florida.jpg\/31018e20-b76b-f348-96d7-2607c5d0fb4e?t=1765068799802\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a>Durante d\u00e9cadas, o pau-rosa foi explorado sem crit\u00e9rios t\u00e9cnicos: as \u00e1rvores eram cortadas rente ao solo para extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, sem replantio ou manejo adequado. Ap\u00f3s sua inclus\u00e3o na lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, essa pr\u00e1tica foi proibida. <\/p>\n<p>No entanto, o Brasil ainda n\u00e3o desenvolveu tecnologia suficiente para o cultivo comercial da esp\u00e9cie, cuja \u00e1rea plantada hoje n\u00e3o ultrapassa 50 hectares, e est\u00e1 concentrada nos munic\u00edpios amazonenses de Mau\u00e9s, Novo Aripuan\u00e3 e Itacoatiara.<\/p>\n<p>Um dos principais obst\u00e1culos \u00e9 a escassez de mudas de qualidade. Plantios realizados a partir de sementes apresentam alta taxa de mortalidade, entre 70% e 90%, al\u00e9m de grande variabilidade gen\u00e9tica, o que compromete a uniformidade das plantas e o teor de \u00f3leo, que pode variar de 0,5% a 2,0%. Soma-se a isso a limitada experi\u00eancia com sistemas de plantio e manejo adequados.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios e perspectivas<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m da escassez de mudas de qualidade e a alta mortalidade de plantios, outro entrave da cultura \u00e9 a burocracia excessiva na comercializa\u00e7\u00e3o do \u00f3leo essencial de pau-rosa. As muitas exig\u00eancias est\u00e3o afastando os compradores que preferem substituir o pau-rosa por outros \u00f3leos.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/novo-projeto-busca-viabilizar-cultivo-comercial-do-pau-rosa-na-amazonia\/\">Novo projeto busca viabilizar cultivo comercial do pau-rosa na Amaz\u00f4nia<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/novo-projeto-busca-viabilizar-cultivo-comercial-do-pau-rosa-na-amazonia\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Maria Jos\u00e9 Tupinamb\u00e1\/Embrapa A Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental (AM) conduz uma pesquisa inovadora para superar entraves e impulsionar a recupera\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25734,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25733","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25733\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}