{"id":25696,"date":"2025-12-13T11:18:02","date_gmt":"2025-12-13T15:18:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=25696"},"modified":"2025-12-13T11:18:02","modified_gmt":"2025-12-13T15:18:02","slug":"como-diferenciar-macaxeira-de-mandioca-brava-agronoma-explica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=25696","title":{"rendered":"Como diferenciar macaxeira de mandioca brava? Agr\u00f4noma explica"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Como-diferenciar-macaxeira-de-mandioca-brava-Agronoma-explica.jpg\" alt=\"mandioca mansa\" \/><figcaption>Foto: Alessandro Alves Pereira\/Fapesp<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/amazonas\/\">Amazonas<\/a>, a mandioca \u00e9 mais que um alimento, ela \u00e9 parte da cultura, da economia e da mem\u00f3ria afetiva de quem vive na regi\u00e3o. Especialistas e consumidores explicam as diferen\u00e7as entre a macaxeira, tamb\u00e9m chamada de mandioca mansa, e a mandioca brava, muito presente nas casas de farinha e nas feiras do estado.<\/p>\n<p>Em 2024, o Amazonas produziu mais de 183 mil toneladas da raiz, cultivada por cerca de 61 mil produtores. A mandioca movimenta renda, sustenta fam\u00edlias e mant\u00e9m vivas tradi\u00e7\u00f5es que passam de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-saber-popular\">Saber popular<\/h2>\n<p>Entre feirantes e consumidores, a distin\u00e7\u00e3o parece simples, a macaxeira cozinha mais r\u00e1pido e fica macia, j\u00e1 a mandioca brava exige mais cuidados.<\/p>\n<p>\u201cA macaxeira voc\u00ea pode comer cozida. A mandioca n\u00e3o, porque tem o tucupi dela, faz mal e a gente pode morrer\u201d, explica a feirante, V\u00e2nia da Silva.<\/p>\n<p>Dessa forma, entende-se que a macaxeira \u00e9 a que d\u00e1 para cozinhar e comer com manteiga no caf\u00e9 da manh\u00e3 e a mandioca \u00e9 a que \u00e9 utilizada para fazer a farinha de mandioca. Ali\u00e1s, a farinha do uarini \u00e9 um patrim\u00f4nio cultural do estado da Amazonas.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-diferenca-esta-no-acido-cianidrico\">A diferen\u00e7a est\u00e1 no \u00e1cido cian\u00eddrico<\/h3>\n<p>No Norte do Brasil, o conhecimento popular caminha lado a lado com a ci\u00eancia. Pesquisadores que estudam a raiz destacam que a principal diferen\u00e7a entre a mandioca brava e a mandioca mansa, conhecida como macaxeira, \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1cido cian\u00eddrico. <\/p>\n<p>&#8220;Quimicamente, ela tem que t\u00e1 abaixo de 50 mg por kg, mas isso \u00e9 uma percep\u00e7\u00e3o que \u00e9 dif\u00edcil fazer na pr\u00e1tica. Ent\u00e3o, os agricultores conseguem diferenciar atrav\u00e9s do paladar, a mandioca brava \u00e9 mais amarga e a macaxeira \u00e9 mais adocicada&#8221;, explica engenheira agr\u00f4noma Idam, Anecilene Buzzaglo.<\/p>\n<p>Segundo Buzzaglo, a mandioca brava n\u00e3o pode ser consumida crua, a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1cido cian\u00eddrico \u00e9 t\u00f3xica para humanos e animais. J\u00e1 a macaxeira, embora n\u00e3o deva ser consumida <em>in natura<\/em>, perde grande parte desse \u00e1cido quando cozida. <\/p>\n<p>Esses processos de macera\u00e7\u00e3o, prensagem e calor fazem parte do trabalho das casas de farinha e garantem a elimina\u00e7\u00e3o do \u00e1cido. A partir da mandioca brava vem alguns dos produtos mais tradicionais da culin\u00e1ria regional, como a farinha, o tucupi, o beiju e o polvilho. J\u00e1 da macaxeira surgem pratos mais dom\u00e9sticos como bolos, pur\u00eas, salgados e pratos cozidos.&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-o-agricultor-sabe-diferenciar\"><strong>Como o agricultor sabe diferenciar<\/strong>?<\/h3>\n<p>Embora visualmente muito semelhantes, os agricultores diferenciam macaxeira e mandioca brava pelo paladar, pelo ciclo de cultivo e pela variedade plantada.<\/p>\n<p>De acordo com Buzzaglo, no Amazonas, predominam etnovariedades (tipos selecionados e preservados pelas comunidades ao longo do tempo). A macaxeira costuma ter ciclo mais curto, mas tudo depende da variedade local.<\/p>\n<p>Em rendimento, tanto a mansa quanto a brava podem alcan\u00e7ar de 30 a 40 toneladas por hectare, quando o manejo \u00e9 adequado.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/entenda-a-diferenca-entre-macaxeira-e-mandioca-brava\/\">Como diferenciar macaxeira de mandioca brava? Agr\u00f4noma explica<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/entenda-a-diferenca-entre-macaxeira-e-mandioca-brava\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Alessandro Alves Pereira\/Fapesp No Amazonas, a mandioca \u00e9 mais que um alimento, ela \u00e9 parte da cultura, da economia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25696","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25696"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25696"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25696\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25696"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}