{"id":25598,"date":"2025-12-11T18:35:34","date_gmt":"2025-12-11T22:35:34","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=25598"},"modified":"2025-12-11T18:35:34","modified_gmt":"2025-12-11T22:35:34","slug":"marco-temporal-stf-deixa-votacao-para-o-ano-que-vem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=25598","title":{"rendered":"Marco temporal: STF deixa vota\u00e7\u00e3o para o ano que vem"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Marco-temporal-STF-deixa-votacao-para-o-ano-que-vem.jpg\" alt=\"marco temporal\" \/><figcaption>Fonte: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O Supremo Tribunal Federal <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/stf\/\">(STF)<\/a><\/strong> encerrou nesta quinta-feira (11) a fase de sustenta\u00e7\u00f5es das partes envolvidas em quatro processos que tratam do marco temporal para demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Com o encerramento, a fase de vota\u00e7\u00e3o dos ministros ficar\u00e1 para 2026, em uma data que ainda ser\u00e1 definida.<\/p>\n<p>A partir do pr\u00f3ximo dia 20 de dezembro, a Corte vai entrar no per\u00edodo de recesso e retomar\u00e1 os trabalhos em fevereiro do ano que vem.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>J\u00e1 estava previsto que os ministros n\u00e3o iriam realizar a vota\u00e7\u00e3o. O procedimento passou a ser adotado pela Corte durante a gest\u00e3o do ex-presidente Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n<p>Com o mecanismo, os ministros ouvem os argumentos apresentados pelas partes e proferem os votos em uma nova sess\u00e3o. Dessa forma, membros da Corte podem refletir sobre as argumenta\u00e7\u00f5es das defesas. A medida \u00e9 usada em julgamentos de grande relev\u00e2ncia para o pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-marco-temporal\">Marco temporal<\/h2>\n<p>Dois anos ap\u00f3s a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.<\/p>\n<p>Em 2023, o STF considerou que o marco temporal \u00e9 inconstitucional. Al\u00e9m disso, o marco tamb\u00e9m foi barrado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701\/2023, na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.<\/p>\n<p>Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os ind\u00edgenas somente t\u00eam direito \u00e0s terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ou que estavam em disputa judicial na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF a\u00e7\u00f5es para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.<\/p>\n<p>Por outro lado, entidades que representam os ind\u00edgenas e partidos governistas tamb\u00e9m recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.<\/p>\n<p>Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou nesta semana a proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 48\/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sustentacoes\">Sustenta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Na sess\u00e3o de ontem, a Corte ouviu as primeiras sustenta\u00e7\u00f5es das partes envolvidas nos quatro processos que s\u00e3o analisados, entre elas, as argumenta\u00e7\u00f5es de representantes do PP e do Senado, que defendem o marco, e da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) e do PSOL, que s\u00e3o contra a restri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na tarde de hoje, o julgamento foi retomado para finaliza\u00e7\u00e3o da fase de sustenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A advogada Paloma Gomes, representante do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi), disse que a entidade presencia h\u00e1 50 anos a viol\u00eancia sist\u00eamica cometida por setores contr\u00e1rios aos povos ind\u00edgenas. Segundo a defensora, n\u00fameros colhidos pelo Cimi registraram que 211 ind\u00edgenas foram assassinados no pa\u00eds em 2024.<\/p>\n<p>&#8220;A Lei 14.701 nada mais \u00e9 do que um dos tantos artif\u00edcios que foram criados para dificultar a posse ind\u00edgena no nosso pa\u00eds, o que denota a continuidade de uma pr\u00e1tica colonialista para manuten\u00e7\u00e3o da apropria\u00e7\u00e3o dessas terras, disfar\u00e7adas de aparente legalidade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O advogado Gabriel de Carvalho Sampaio se manifestou pela Conectas Direitos Humanos e afirmou que a lei do marco temporal n\u00e3o levou em conta o di\u00e1logo institucional e tratou os ind\u00edgenas como &#8220;sujeitos ocultos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Cada termo da Constitui\u00e7\u00e3o precisa ser valorizado. Se quer estabelecer di\u00e1logo, se quer construir uma legisla\u00e7\u00e3o a partir do di\u00e1logo, por que n\u00e3o se busca respeitar a cultura dos povos ind\u00edgenas, que devem estar envolvidos na defesa e na constru\u00e7\u00e3o de qualquer norma&#8221;, completou.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/marco-temporal-stf-deixa-votacao-para-o-ano-que-vem\/\">Marco temporal: STF deixa vota\u00e7\u00e3o para o ano que vem<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/marco-temporal-stf-deixa-votacao-para-o-ano-que-vem\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil Ag\u00eancia Brasil O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta quinta-feira (11) a fase de sustenta\u00e7\u00f5es das<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25598","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25598"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25598\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}