{"id":25427,"date":"2025-12-09T10:10:18","date_gmt":"2025-12-09T14:10:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=25427"},"modified":"2025-12-09T10:10:18","modified_gmt":"2025-12-09T14:10:18","slug":"agro-sustenta-economia-em-2025-mas-cna-alerta-para-cenario-mais-dificil-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=25427","title":{"rendered":"Agro sustenta economia em 2025, mas CNA alerta para cen\u00e1rio mais dif\u00edcil em 2026"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Nova-lei-fortalece-a-atuacao-do-Brasil-em-emergencias-sanitarias.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro teve papel relevante na melhora de indicadores econ\u00f4micos em 2025, como o PIB e a infla\u00e7\u00e3o. No entanto, o cen\u00e1rio para 2026 segue cercado de riscos e deve exigir maior cautela dos produtores rurais. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cna\/\">(CNA)<\/a>, apresentada nesta ter\u00e7a-feira (9), durante coletiva de imprensa.<\/p>\n<p>Segundo a entidade, o agro ajudou a conter a infla\u00e7\u00e3o, que deve encerrar o ano em 4,4%, e impulsionou a economia. A CNA estima expans\u00e3o de 9,6% do PIB do agroneg\u00f3cio em 2025, com valor de R$ 3,13 trilh\u00f5es. Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de crescimento mais moderado, de 1%.<\/p>\n<p>A confedera\u00e7\u00e3o destaca que, sem a contribui\u00e7\u00e3o do setor, haveria maior risco de descumprimento da meta de infla\u00e7\u00e3o, o que poderia exigir uma pol\u00edtica monet\u00e1ria ainda mais restritiva. Atualmente, a taxa Selic est\u00e1 em 15% ao ano.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-ajuste-fiscal-no-radar\"><strong>Ajuste fiscal no radar<\/strong><\/h3>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da CNA, 2026 ser\u00e1 um ano desafiador para a economia brasileira, especialmente do ponto de vista fiscal. O governo dever\u00e1 buscar equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas por meio do aumento de arrecada\u00e7\u00e3o, o que mant\u00e9m o crescimento econ\u00f4mico em um ambiente de fragilidade.<\/p>\n<p>Entre as medidas esperadas est\u00e3o maior fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal e a cria\u00e7\u00e3o de novas bases arrecadat\u00f3rias para cumprir a meta fiscal.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-endividamento-e-credito\"><strong>Endividamento e cr\u00e9dito<\/strong><\/h3>\n<p>O endividamento do produtor rural \u00e9 apontado como um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o. Em outubro, a inadimpl\u00eancia do cr\u00e9dito rural com taxas de mercado atingiu 11,4%, o maior patamar desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2011. No ano passado, o \u00edndice era de 3,54%.<\/p>\n<p>Segundo a CNA, o cen\u00e1rio reflete problemas clim\u00e1ticos recorrentes, queda nos pre\u00e7os das commodities, alta nos custos de produ\u00e7\u00e3o, falta de seguro rural, al\u00e9m de bancos mais restritivos e juros elevados.<\/p>\n<p>A entidade avalia que a recupera\u00e7\u00e3o do produtor rural depende da ado\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es estruturais que reduzam a vulnerabilidade financeira e clim\u00e1tica, ampliando previsibilidade e resili\u00eancia no campo.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-seguro-rural-fragilizado\"><strong>Seguro rural fragilizado<\/strong><\/h3>\n<p>A falta de apoio ao seguro rural em 2025 deve impactar o pr\u00f3ximo ciclo. O Programa de Subven\u00e7\u00e3o ao Pr\u00eamio do Seguro Rural (PSR) cobriu apenas 2,2 milh\u00f5es de hectares, menos de 5% da \u00e1rea agricult\u00e1vel do pa\u00eds, o pior desempenho desde 2007.<\/p>\n<p>De acordo com a CNA, a aus\u00eancia de instrumentos de gest\u00e3o de risco amplia a exposi\u00e7\u00e3o a perdas clim\u00e1ticas e contribui diretamente para o aumento do endividamento no setor.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-vbp-e-producao\"><strong>VBP e produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Para 2026, o Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o deve alcan\u00e7ar R$ 1,57 trilh\u00e3o, alta de 5,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2025. O segmento agr\u00edcola \u00e9 estimado em R$ 1,04 trilh\u00e3o, com crescimento de 6,6%. A pecu\u00e1ria deve somar R$ 528,09 bilh\u00f5es, avan\u00e7o de 2,2%.<\/p>\n<p>Em 2025, o VBP \u00e9 estimado em R$ 1,49 trilh\u00e3o, expans\u00e3o de 11,9% frente a 2024. A pecu\u00e1ria deve registrar alta de 14,2%, impulsionada pela recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da bovinocultura de corte. J\u00e1 a agricultura cresce 10,8%, com destaque para soja e milho.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-safras-e-pecuaria\"><strong>Safras e pecu\u00e1ria<\/strong><\/h3>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es da Companhia Nacional de Abastecimento <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/conab\/\">(Conab)<\/a> indicam que a produ\u00e7\u00e3o total de gr\u00e3os na safra 2025\/2026 pode alcan\u00e7ar 354,8 milh\u00f5es de toneladas, alta de 0,8% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. A soja deve atingir 177,6 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 3,6%. No milho, a produ\u00e7\u00e3o total \u00e9 estimada em 138,8 milh\u00f5es de toneladas, queda de 1,6%.<\/p>\n<p>Na pecu\u00e1ria, os abates de bovinos cresceram 5,6% em 2025 at\u00e9 o terceiro trimestre, enquanto a produ\u00e7\u00e3o de carne bovina aumentou 3,8% no per\u00edodo. A participa\u00e7\u00e3o elevada de f\u00eameas nos abates, pr\u00f3xima de 49,9%, deve reduzir a oferta de animais em 2026.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a CNA projeta queda de 4,5% na produ\u00e7\u00e3o brasileira de carne bovina em 2026, com expectativa de pre\u00e7os mais altos da arroba do boi gordo e dos animais de reposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cenario-externo-tarifaco-china-e-uniao-europeia\"><strong>Cen\u00e1rio externo<\/strong>: Tarifa\u00e7o, China e Uni\u00e3o Europeia<\/h3>\n<p>No com\u00e9rcio exterior, a CNA v\u00ea 2026 marcado por maior tens\u00e3o. A pol\u00edtica comercial dos Estados Unidos pode reconfigurar o fluxo global de produtos agropecu\u00e1rios. Caso sejam mantidas tarifas adicionais de 40%, o impacto pode chegar a US$ 2,7 bilh\u00f5es por ano, o equivalente a 22% das exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias brasileiras para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A entidade tamb\u00e9m acompanha com cautela as negocia\u00e7\u00f5es entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia, os efeitos da Lei Antidesmatamento Europeia (<em>EUDR, na sigla em ingl\u00eas<\/em>) e poss\u00edveis salvaguardas da China sobre a carne bovina, mercado em que o Brasil responde por cerca de 50% das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/agro-sustenta-economia-em-2025-mas-cna-alerta-para-cenario-mais-dificil-em-2026\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro teve papel relevante na melhora de indicadores econ\u00f4micos em 2025, como o PIB e a infla\u00e7\u00e3o. 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