{"id":2538,"date":"2024-09-30T18:04:02","date_gmt":"2024-09-30T22:04:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=2538"},"modified":"2024-09-30T18:04:02","modified_gmt":"2024-09-30T22:04:02","slug":"metodo-e-capaz-de-detectar-substancia-toxica-nos-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=2538","title":{"rendered":"m\u00e9todo \u00e9 capaz de detectar subst\u00e2ncia t\u00f3xica nos gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/ufmg\/\">UFMG<\/a>) desenvolveram um m\u00e9todo inovador para detectar a presen\u00e7a de uma subst\u00e2ncia t\u00f3xica, a fumonisina, em gr\u00e3os de milho sem a necessidade de moagem e de reagentes qu\u00edmicos. Isso reduz custos e torna o processo ambientalmente mais saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica utiliza imagens hiperespectrais de infravermelho pr\u00f3ximo (NIR-HSI), integrando preceitos de qu\u00edmica e agricultura de precis\u00e3o, para identificar e quantificar essa micotoxina (subst\u00e2ncias qu\u00edmicas t\u00f3xicas produzidas por fungos), considerada um dos maiores entraves \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de milho no Brasil porque contamina os gr\u00e3os ainda no campo e n\u00e3o \u00e9 destru\u00edda por processamento t\u00e9rmico.<\/p>\n<p>As fumonisinas s\u00e3o produzidas, principalmente, por fungos do g\u00eanero <em>Fusarium<\/em> e, por<br \/>apresentarem ampla distribui\u00e7\u00e3o, grande ocorr\u00eancia e alta toxicidade, s\u00e3o consideradas as piores entre as micotoxinas produzidas por esses microrganismos.<\/p>\n<p>Associado ao modelo matem\u00e1tico de an\u00e1lise multivariada de imagem, o NIR-HSI permite<br \/>identificar e quantificar as fumonisinas diretamente nos gr\u00e3os de milho, que s\u00e3o invis\u00edveis a olho nu, de forma r\u00e1pida e sem destrui\u00e7\u00e3o das amostras. <\/p>\n<p>\u201cA tecnologia NIR-HSI funciona com base no princ\u00edpio da reflect\u00e2ncia difusa, que depende das<br \/>propriedades qu\u00edmicas e estruturais do material. \u00c9 uma abordagem n\u00e3o destrutiva para obter<br \/>espectros distribu\u00eddos espacialmente, o que permite visualizar e localizar pixel a pixel as<br \/>altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas em qualquer sistema complexo\u201d, explica a pesquisadora da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa-milho-e-sorgo\/\">Embrapa Milho e Sorgo<\/a> (MG) Maria L\u00facia Simeone.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inovacao-na-deteccao-de-micotoxinas\">Inova\u00e7\u00e3o na detec\u00e7\u00e3o de micotoxinas<\/h2>\n<p>De acordo com a Embrapa, o m\u00e9todo utilizado atualmente para quantificar fumonisinas \u00e9 caro, complexo, demorado e requer a moagem da amostra e um alto n\u00edvel de conhecimento t\u00e9cnico. Soma-se a essas desvantagens o fato de que os reagentes qu\u00edmicos utilizados para realizar a an\u00e1lise s\u00e3o t\u00f3xicos, o que resulta em preju\u00edzos para a sa\u00fade do analista e o ambiente.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Segundo Simeone, o novo m\u00e9todo \u00e9 muito mais r\u00e1pido, n\u00e3o utiliza produtos qu\u00edmicos, n\u00e3o destr\u00f3i a amostra e possui custo inferior. \u201cFunciona por meio de um algoritmo constru\u00eddo a partir de informa\u00e7\u00f5es espectrais e espaciais, obtidas em um equipamento de NIR-HSI, utilizando diferentes amostras de milho, uma vez que os dados dependem da intera\u00e7\u00e3o entre a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica e \u00e1tomos ou mol\u00e9culas da amostra analisada\u201d, completa.<\/p>\n<p>A pesquisadora destaca ainda que os resultados obtidos com a t\u00e9cnica NIR-HSI foram<br \/>surpreendentes, especialmente porque possibilitaram identificar lotes contaminados e prevenir<br \/>infec\u00e7\u00e3o cruzada durante o armazenamento do milho. \u201cEssa metodologia tem o potencial de<br \/>transformar a forma como quantificamos e controlamos a fumonisina, garantindo a qualidade e a seguran\u00e7a dos alimentos\u201d, acrescenta.<\/p>\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-nova-tecnica-traz-diversos-beneficios-para-toda-a-cadeia-produtiva-do-milho\">A nova t\u00e9cnica traz diversos benef\u00edcios para toda a cadeia produtiva do milho:<\/h6>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Maior rapidez:<\/strong> a quantifica\u00e7\u00e3o do teor de fumonisina \u00e9 realizada de forma r\u00e1pida, em apenas 30 segundos, permitindo que um n\u00famero maior de amostras possa ser analisado em menor tempo com resposta mais \u00e1gil em caso de contamina\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Redu\u00e7\u00e3o de custos:<\/strong> a t\u00e9cnica \u00e9 mais econ\u00f4mica que os m\u00e9todos tradicionais, pois dispensa a moagem e o uso de reagentes qu\u00edmicos.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o destrutiva:<\/strong> a an\u00e1lise n\u00e3o danifica a amostra, permitindo realizar a an\u00e1lise diretamente nos gr\u00e3os e seu uso posterior.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-futuro-mais-seguro-para-o-consumo-de-milho\">Futuro mais seguro para o consumo de milho<\/h2>\n<p>A pesquisa, publicada na revista <em>Brazilian Journal of Biology,<\/em> representa um avan\u00e7o significativo na \u00e1rea de seguran\u00e7a alimentar. \u201cAo permitir a detec\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e direta do teor de fumonisinas em gr\u00e3os de milho, essa nova metodologia contribui para garantir a qualidade e a seguran\u00e7a dos alimentos, protegendo a sa\u00fade de consumidores e animais\u201d, observa Renata Pereira da Concei\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-graduanda da UFMG.<\/p>\n<p>Para Val\u00e9ria Aparecida Vieira Queiroz, pesquisadora da Embrapa, \u201ccom essa tecnologia, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver estrat\u00e9gias mais eficientes para o controle de fumonisinas no milho, reduzindo as perdas na produ\u00e7\u00e3o, possibilitando a segrega\u00e7\u00e3o de lotes de amostras e garantindo um alimento mais seguro para a popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" alt=\"Espectometro\" class=\"wp-image-4069415\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/metodo-e-capaz-de-detectar-substancia-toxica-nos-graos.jpeg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/metodo-e-capaz-de-detectar-substancia-toxica-nos-graos.jpeg\" alt=\"Espectometro\" class=\"wp-image-4069415\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Edna Santos\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<p>O pesquisador da Embrapa Algod\u00e3o (PB) Everaldo Medeiros afirma que a t\u00e9cnica gera uma<br \/>esp\u00e9cie de \u201cimagem qu\u00edmica do objeto\u201d, combinando t\u00e9cnicas quimiom\u00e9tricas de tratamento de dados. Isso possibilita explorar aplica\u00e7\u00f5es inovadoras para a agricultura, a partir de conceitos de qu\u00edmica verde e de agricultura de precis\u00e3o, que colocam a Embrapa e parceiros na fronteira da inova\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es com imagens NIR-HSI.<\/p>\n<p>\u201cNossa participa\u00e7\u00e3o no trabalho foi estudar as melhores configura\u00e7\u00f5es de imagens nas medidas de fumonisinas diretamente nas sementes de milho. Os resultados permitiram detectar e quantificar as micotoxinas de forma autom\u00e1tica com maior sensibilidade e rapidez do que as t\u00e9cnicas atualmente utilizadas\u201d, conclui Medeiros.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<em>Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR\"><strong>Siga o Canal Rural no Google News<\/strong><\/a>.<\/em>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/milho-metodo-e-capaz-de-detectar-substancia-toxica-nos-graos\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um m\u00e9todo inovador para detectar a presen\u00e7a de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2539,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2538","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2538"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2538"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2538\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}