{"id":25035,"date":"2025-12-01T20:43:16","date_gmt":"2025-12-02T00:43:16","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=25035"},"modified":"2025-12-01T20:43:16","modified_gmt":"2025-12-02T00:43:16","slug":"crise-no-leite-e-longa-mas-nao-chegamos-no-fundo-do-poco-diz-membro-da-farsul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=25035","title":{"rendered":"&#8216;Crise no leite \u00e9 longa, mas n\u00e3o chegamos no fundo do po\u00e7o&#8217;, diz membro da Farsul"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1764636196_503_Crise-no-leite-e-longa-mas-nao-chegamos-no-fundo.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O produtor de leite brasileiro enfrenta baixas sucessivas nos pre\u00e7os e muitos veem um cen\u00e1rio de crise formado no setor. Em outubro, a cota\u00e7\u00e3o considerada a \u201cM\u00e9dia Brasil\u201d fechou com recuo de 5,9%, com o litro em R$ 2,2996. O resultado marca o s\u00e9timo m\u00eas seguido de queda, com desvaloriza\u00e7\u00e3o de 21,7% no ano, segundo o Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cepea\/\">(Cepea)<\/a>.<\/p>\n<p>Para Allan Tormen, produtor de leite do Rio Grande do Sul, por\u00e9m, as dificuldades observadas neste momento n\u00e3o s\u00e3o novidade e demandam resili\u00eancia. Em entrevista ao <em>Canal Rural<\/em>, o presidente do Sindicato Rural de Erechim e coordenador da Comiss\u00e3o de Leite e Derivados da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/farsul\/\">Farsul<\/a> detalhou os principais movimentos e desafios atuais envolvendo a cadeia produtiva.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quando-a-producao-global-aumenta-os-principais-players-aumentam-juntos\">Quando a produ\u00e7\u00e3o global aumenta, os principais players aumentam juntos<\/h3>\n<p>Tormen explica que a press\u00e3o nas cota\u00e7\u00f5es do leite se d\u00e1 pela maior disponibilidade do produto no mercado interno. Al\u00e9m disso, as importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m v\u00eam ganhando for\u00e7a. A oferta elevada, entretanto, n\u00e3o fica restrita somente ao Brasil, que segundo ele deve aumentar a produ\u00e7\u00e3o em cerca de 8% em 2025.<\/p>\n<p>\u201cHoje, os grandes blocos est\u00e3o aumentando produ\u00e7\u00e3o: Nova Zel\u00e2ndia, os quatro pa\u00edses do Mercosul (Brasil, Argentina, Chile e Uruguai) e os Estados Unidos. Ent\u00e3o h\u00e1 maior oferta mundial, o que pressiona os pre\u00e7os nos mercados importadores\u201d, afirma.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-falta-poder-de-barganha-e-consolidacao-no-setor\">Falta poder de barganha e consolida\u00e7\u00e3o no setor<\/h3>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Tormen, um dos pontos mais sens\u00edveis \u00e9 a \u201cfalta de poder de barganha\u201d no setor, tanto para produtores quanto ind\u00fastrias. \u201cA ind\u00fastria v\u00ea o produtor como fornecedor. Se o volume e a qualidade s\u00e3o interessantes, ela n\u00e3o quer perder. Ent\u00e3o valoriza fornecedores-chave\u201d, explica.<\/p>\n<p>Somado a isso, na vis\u00e3o dele, falta consolida\u00e7\u00e3o de mercado e a ind\u00fastria acaba priorizando os fornecedores que conseguem negociar melhor. Mas como seria feita essa reestrutura\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>\u201cQuem vai fazer isso \u00e9 o mercado. Enquanto muitos produtores saem da atividade, outros podem n\u00e3o estar ganhando o que gostariam, mas v\u00e3o sair vivos e em melhores condi\u00e7\u00f5es para o pr\u00f3ximo ciclo\u201d, afirma. S\u00f3 que o diagn\u00f3stico feito por ele \u00e9 que o setor tem espa\u00e7o para reagir. Isso porque ciclos de crise abrem oportunidades para propriedades mais estruturadas e a consolida\u00e7\u00e3o tende a trazer um ambiente mais previs\u00edvel.<\/p>\n<p>Ao ser perguntado sobre o tipo de crise que o setor leiteiro enfrenta atualmente, Tormen \u00e9 categ\u00f3rico ao afirmar que o caminho \u00e9 longo e tende a se agravar. \u201c\u00c9 uma crise longa, mas n\u00e3o chegamos ao fundo do po\u00e7o\u201d, diz. Ele refor\u00e7a que o futuro depende de mudan\u00e7as econ\u00f4micas, pol\u00edticas e de comportamento por parte dos produtores.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-o-produtor-de-leite-pode-esperar\">O que o produtor de leite pode esperar?<\/h3>\n<p>Para Tormen, a sa\u00edda passa por profissionaliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o. Ele defende que o setor precisa avan\u00e7ar em modelos contratuais que deem previsibilidade para produtores e ind\u00fastrias, reduzindo a volatilidade t\u00edpica do mercado. \u201cSem informa\u00e7\u00e3o e sem um acordo claro, ningu\u00e9m consegue tomar decis\u00f5es assertivas\u201d, resume.<\/p>\n<p>O membro da Farsul lembra que crises anteriores j\u00e1 for\u00e7aram mudan\u00e7as profundas na cadeia e que o momento atual n\u00e3o \u00e9 diferente. Se de 12 meses, sete foram de queda no pre\u00e7o do leite, o produtor tem que estar preparado para negociar. \u201cEle vai ter que olhar para o que est\u00e1 acontecendo no mundo e pensar o neg\u00f3cio dele no m\u00e9dio e longo prazo\u201d, alerta. Ferramentas de gest\u00e3o, seguro rural mais robusto e di\u00e1logo entre os elos da cadeia s\u00e3o, segundo ele, essenciais para atravessar o ciclo negativo.<\/p>\n<p>Mesmo reconhecendo que o cen\u00e1rio deve continuar pressionado nos pr\u00f3ximos meses, Tormen afirma que propriedades estruturadas podem sair fortalecidas. Para ele, entretanto, o desafio \u00e9 transformar a atividade em um neg\u00f3cio sustent\u00e1vel, com foco em efici\u00eancia, custo e estrat\u00e9gia de longo prazo. \u201cFica no mercado quem produz o que o cliente quer comprar, com o pre\u00e7o que o mercado diz que \u00e9 o justo\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/crise-no-leite-e-longa-mas-nao-chegamos-no-fundo-do-poco-diz-membro-da-farsul\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O produtor de leite brasileiro enfrenta baixas sucessivas nos pre\u00e7os e muitos veem um cen\u00e1rio de crise formado no setor.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25036,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25035","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25035"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25035\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25036"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}