{"id":25012,"date":"2025-12-01T15:54:56","date_gmt":"2025-12-01T19:54:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=25012"},"modified":"2025-12-01T15:54:56","modified_gmt":"2025-12-01T19:54:56","slug":"brasil-consolida-lideranca-global-em-bioinsumos-e-mira-expansao-acelerada-ate-2035","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=25012","title":{"rendered":"Brasil consolida lideran\u00e7a global em bioinsumos e mira expans\u00e3o acelerada at\u00e9 2035"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O mercado brasileiro de bioinsumos segue em forte expans\u00e3o e mostra resili\u00eancia mesmo diante da desacelera\u00e7\u00e3o global do segmento, impulsionado por avan\u00e7os cient\u00edficos, press\u00e3o clim\u00e1tica, custos elevados de qu\u00edmicos e uma mudan\u00e7a estrutural na l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o do agro. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ind\u00fastrias de Bioinsumos (Abinbio), Marcelo de Godoy Oliveira.<\/p>\n<p>Segundo ele, o crescimento do uso de bioinsumos no pa\u00eds est\u00e1 diretamente ligado a quatro fatores fundamentais que criaram um ambiente favor\u00e1vel \u00e0 ado\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento dessas tecnologias.<\/p>\n<p>O primeiro deles \u00e9 o aumento acelerado da incid\u00eancia de pragas e doen\u00e7as. Como pa\u00eds tropical, o Brasil mant\u00e9m sistemas produtivos de alta intensidade, com \u201cpontes verdes\u201d que facilitam a multiplica\u00e7\u00e3o desses organismos e exigem n\u00famero crescente de aplica\u00e7\u00f5es de defensivos.<\/p>\n<p>\u201cO segundo ponto \u00e9 o avan\u00e7o da resist\u00eancia de pragas e doen\u00e7as aos qu\u00edmicos, consequ\u00eancia da exposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e repetitiva. Esse quadro leva o produtor rural a buscar alternativas de manejo mais modernas, como os biodefensivos, que atuam de forma complementar\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Para ele, o terceiro fator est\u00e1 relacionado ao forte impacto dos altos pre\u00e7os dos fertilizantes e \u00e0 depend\u00eancia externa. Na an\u00e1lise de Oliveira, a necessidade de reduzir custos operacionais impulsionou o uso de tecnologias capazes de melhorar o aproveitamento dos nutrientes j\u00e1 presentes no solo, exemplo dos solubilizadores de f\u00f3sforo, que diminuem a necessidade de aduba\u00e7\u00e3o fosfatada.<\/p>\n<p>J\u00e1 o quarto elemento, considerado pelo executivo o mais decisivo, \u00e9 o avan\u00e7o cient\u00edfico. \u201cO pa\u00eds desenvolveu tecnologias microbiol\u00f3gicas de ponta, aliadas a unidades fabris modernas, profissionais altamente qualificados e uma ind\u00fastria que se destaca pela capacidade produtiva e pela inova\u00e7\u00e3o. O Brasil hoje \u00e9 refer\u00eancia mundial em ades\u00e3o, desenvolvimento tecnol\u00f3gico e investimento empresarial no segmento de bioinsumos\u201d, define.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-contra-produtos-inconsistentes\">Contra produtos inconsistentes<\/h2>\n<p>Com mais de 400 fabricantes e milhares de biof\u00e1bricas instaladas em propriedades rurais, o crescimento acelerado do setor trouxe desafios regulat\u00f3rios. Oliveira conta que a Abinbio tem trabalhado com o Minist\u00e9rio da Agricultura e pecu\u00e1ria <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/mapa\/\">(Mapa)<\/a><\/strong> para garantir regras r\u00edgidas de produ\u00e7\u00e3o, evitando que produtos de baixa qualidade se proliferem no mercado.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil precisa de uma legisla\u00e7\u00e3o que resguarde a qualidade dos produtos e estimule o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, garantindo ferramentas eficazes e seguras aos produtores\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para ele, a competitividade depende n\u00e3o apenas de normas claras, mas tamb\u00e9m de equipes qualificadas. \u201cEmpresas que n\u00e3o investirem em profissionais de alta performance dificilmente conseguir\u00e3o se manter competitivas\u201d, observa.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do porta-voz da entidade, at\u00e9 2035 o mercado ser\u00e1 dominado apenas por players tecnicamente fortes. \u201cNa pr\u00f3xima d\u00e9cada, o setor passar\u00e1 por um processo intenso de diferencia\u00e7\u00e3o. Empresas robustas, com dom\u00ednio t\u00e9cnico, equipes qualificadas e capacidade industrial superior devem liderar o mercado. Apenas os players verdadeiramente fortes sobreviver\u00e3o\u201d, vislumbra. <\/p>\n<p>Para ele, o futuro da ind\u00fastria ser\u00e1 marcado pelo lan\u00e7amento de tecnologias disruptivas, pela maturidade regulat\u00f3ria e pela crescente exig\u00eancia do produtor por profissionais altamente capacitados.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-biodiversidade-como-ativo-estrategico\">Biodiversidade como ativo estrat\u00e9gico<\/h2>\n<p>Com biomas diversos e grande riqueza de microrganismos, o Brasil possui uma vantagem natural na busca por ativos biotecnol\u00f3gicos de alta performance. Institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, em especial a Embrapa, desempenham papel fundamental na descoberta e no estudo desses microrganismos, ajudando a transformar diversidade biol\u00f3gica em inova\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>O presidente da Abinbio considera que o setor tem avan\u00e7ado em pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual, incluindo o uso de edi\u00e7\u00e3o g\u00eanica e engenharia gen\u00e9tica para garantir patenteabilidade. Apesar disso, a biopirataria ainda \u00e9 um desafio.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Oliveira acredita que h\u00e1 uma clara tend\u00eancia de substitui\u00e7\u00e3o dos qu\u00edmicos por biol\u00f3gicos em \u00e1reas como nematicidas e projeta expans\u00e3o desse movimento para outros segmentos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-brasil-exporta-tecnologias-microbiologicas\">Brasil exporta tecnologias microbiol\u00f3gicas<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"799\" height=\"527\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Industria-quer-fixar-limite-maximo-de-producao-de-bioinsumos-on.jpg\" alt=\"bioinsumos on farm\" class=\"wp-image-4115609\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<p>O pa\u00eds vem ampliando, ano ap\u00f3s ano, o volume de exporta\u00e7\u00f5es de bioinsumos e atraindo o interesse de multinacionais. \u201cEsse movimento s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 elevada qualidade dos produtos, \u00e0 capacidade industrial instalada, aos investimentos em registros internacionais e \u00e0 s\u00f3lida expertise regulat\u00f3ria\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n<p>Para ele, o ritmo acelerado de aprova\u00e7\u00f5es no Brasil, que frequentemente chama aten\u00e7\u00e3o no exterior, \u00e9 resultado da efici\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os reguladores \u2014 Mapa, <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/anvisa\/\">Anvisa<\/a><\/strong> e <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/ibama\/\">Ibama<\/a><\/strong>. \u201cA legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 rigorosa e exige testes extensos de efic\u00e1cia, toxicologia e ecotoxicologia. Por isso, a aprova\u00e7\u00e3o dos biodefensivos no Brasil ocorre com baixo risco ambiental\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Oliveira pontua que os bioinsumos ser\u00e3o centrais para a descarboniza\u00e7\u00e3o. Isso porque com normas de res\u00edduos mais r\u00edgidas e novas formas de remunera\u00e7\u00e3o ligadas ao carbono, os biol\u00f3gicos devem ganhar ainda mais protagonismo. <\/p>\n<p>De acordo com o presidente da Abinbio, s\u00e3o tamb\u00e9m quatro os principais benef\u00edcios ambientais desse tipo de insumo: reduzem emiss\u00f5es de CO\u2082, N\u2082O e CH\u2084; melhoram a ciclagem de nutrientes; aumentam a biomassa microbiana; e favorecem o sequestro de carbono no solo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/brasil-consolida-lideranca-global-em-bioinsumos-e-mira-expansao-acelerada-ate-2035\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro de bioinsumos segue em forte expans\u00e3o e mostra resili\u00eancia mesmo diante da desacelera\u00e7\u00e3o global do segmento, impulsionado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25013,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-25012","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25012"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25012\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}