{"id":24929,"date":"2025-11-29T14:10:17","date_gmt":"2025-11-29T18:10:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=24929"},"modified":"2025-11-29T14:10:17","modified_gmt":"2025-11-29T18:10:17","slug":"pesquisadores-apostam-em-algas-marinhas-como-alimento-saudavel-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=24929","title":{"rendered":"Pesquisadores apostam em algas marinhas como alimento saud\u00e1vel do futuro"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Pesquisadores-apostam-em-algas-marinhas-como-alimento-saudavel-do-futuro.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Um projeto internacional que re\u00fane institui\u00e7\u00f5es do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/brasil\/\">Brasil<\/a> e da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/europa\/\">Europa<\/a> tem como objetivo transformar algas marinhas em alternativa sustent\u00e1vel ao pescado tradicional. A pesquisa surge em um contexto desafiador de press\u00e3o sobre estoques pesqueiros. Paralelamente, a demanda por prote\u00ednas saud\u00e1veis cresce de forma acelerada em n\u00edvel global.<\/p>\n<p>No Brasil, a iniciativa \u00e9 liderada pela Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos e ter\u00e1 tr\u00eas anos de dura\u00e7\u00e3o, integrando pesquisa, inova\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de tecnologia. <\/p>\n<p>Tanto na Europa quanto no Brasil, a produ\u00e7\u00e3o desses organismos aqu\u00e1ticos est\u00e1 avan\u00e7ando como uma op\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel promissora ao pescado, impulsionada por inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e uma crescente conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os seus benef\u00edcios ambientais e nutricionais.<\/p>\n<p>Elas crescem rapidamente, dispensam \u00e1gua doce e fertilizantes e ainda capturam carbono, ajudando a mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como explica a pesquisadora Fab\u00edola Foga\u00e7a, coordenadora do projeto no Brasil. \u201cAl\u00e9m disso, s\u00e3o nutritivas, ricas em fibras, minerais, vitaminas e at\u00e9 \u00f4mega-3, compostos reconhecidos pela sua import\u00e2ncia para a sa\u00fade humana\u201d, complementa.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desafios-e-limitacoes\"><strong>Desafios e limita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>Apesar do potencial, as algas ainda enfrentam barreiras para ganhar espa\u00e7o nos pratos do consumidor, sobretudo no Brasil. Seu sabor marcante, a colora\u00e7\u00e3o verde e a textura caracter\u00edstica podem limitar a aceita\u00e7\u00e3o em alimentos que buscam imitar produtos de origem animal. <\/p>\n<p>\u201cNosso desafio \u00e9 aprimorar essas caracter\u00edsticas, desenvolvendo processos de cultivo e de transforma\u00e7\u00e3o que resultem em ingredientes com sabor e textura agrad\u00e1veis ao consumidor\u201d, destaca Foga\u00e7a.<\/p>\n<p>Um dos prot\u00f3tipos previstos no projeto \u00e9 um \u201catum vegetal\u201d em conserva, elaborado a partir da combina\u00e7\u00e3o de algas marinhas com outros ingredientes vegetais, ricos em prote\u00ednas e flavorizantes de alto valor biol\u00f3gico. <\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que o produto reproduza de forma convincente o sabor, o aroma e a consist\u00eancia do atum enlatado tradicional. \u201cEstamos falando de um alimento inovador, com potencial para ser mais saud\u00e1vel, sem colesterol, rico em nutrientes e ao mesmo tempo sustent\u00e1vel\u201d, refor\u00e7a a pesquisadora.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-vantagens-alimentares-ambientais-e-sociais\"><strong>Vantagens alimentares, ambientais e sociais<\/strong><\/h3>\n<p>As vantagens da produ\u00e7\u00e3o de algas n\u00e3o se restringem \u00e0 mesa, elas oferecem benef\u00edcios ambientais importantes, como a purifica\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e o sequestro de carbono, contribuindo para a recupera\u00e7\u00e3o de ecossistemas costeiros e para a mitiga\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica. Tamb\u00e9m podem abrir novas oportunidades de renda para comunidades pesqueiras, permitindo a diversifica\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. <\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, com mais de 8 mil quil\u00f4metros de litoral, temos um potencial enorme para estruturar uma cadeia produtiva de algas. Essa pode ser uma fonte de emprego, renda e inova\u00e7\u00e3o para agricultores familiares e comunidades costeiras\u201d, destaca Foga\u00e7a.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que, ao final do projeto, estejam dispon\u00edveis prot\u00f3tipos de produtos \u00e0 base de algas, prontos para avalia\u00e7\u00e3o pela ind\u00fastria de alimentos e consumidores. O crescimento global do mercado de pescados vegetais refor\u00e7a a oportunidade, estima-se que o setor movimente US$ 2,5 bilh\u00f5es at\u00e9 2032. <\/p>\n<p>\u201cEstamos diante de uma tend\u00eancia mundial, o consumidor busca cada vez mais op\u00e7\u00f5es de prote\u00ednas sustent\u00e1veis e inovadoras, e o Brasil n\u00e3o pode ficar de fora dessa corrida\u201d, conclui a pesquisadora.<\/p>\n<p>A iniciativa se insere no conceito de bioeconomia azul, que valoriza o uso sustent\u00e1vel dos recursos marinhos para gerar desenvolvimento econ\u00f4mico, equidade social e preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Nesse cen\u00e1rio, as algas surgem como protagonistas por serem recursos naturais vers\u00e1teis, capazes de oferecer benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade, ao planeta e \u00e0s comunidades costeiras.<\/p>\n<p>Com apoio de uma rede internacional de parceiros, o projeto liderado pela Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos promete abrir caminhos para que o peixe de alga deixe de ser uma curiosidade e se torne, de fato, uma alternativa vi\u00e1vel nas g\u00f4ndolas e mesas do futuro.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/pesquisadores-apostam-em-algas-marinhas-como-alimento-saudavel-do-futuro\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto internacional que re\u00fane institui\u00e7\u00f5es do Brasil e da Europa tem como objetivo transformar algas marinhas em alternativa sustent\u00e1vel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24930,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-24929","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24929"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24929"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24929\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/24930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}