{"id":24522,"date":"2025-11-22T15:32:56","date_gmt":"2025-11-22T19:32:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=24522"},"modified":"2025-11-22T15:32:56","modified_gmt":"2025-11-22T19:32:56","slug":"biocombustivel-como-vetor-de-descarbonizacao-e-pauta-de-debate-na-agrizone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=24522","title":{"rendered":"Biocombust\u00edvel como vetor de descarboniza\u00e7\u00e3o \u00e9 pauta de debate na AgriZone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Uma das principais quest\u00f5es quando se trata de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 como reduzir as emiss\u00f5es de CO\u00b2. Esse desafio come\u00e7a por como quantificar essa mitiga\u00e7\u00e3o e segue pelas discuss\u00f5es de como capturar, reutilizar e mesmo reciclar esse carbono. Pol\u00edticas p\u00fablicas que reconhe\u00e7am a agricultura como motor essencial nesse processo, explorar novos mercados como oportunidades para que a agricultura gere, al\u00e9m de alimentos, bioprodutos, e a capacidade de realizar isso baseado em ci\u00eancia e tecnologia foram caminhos apontados.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As sugest\u00f5es foram apresentadas e debatidas pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, na programa\u00e7\u00e3o da AgriZone, na COP 30. O painel \u201cSustentabilidade ambiental e contabilidade de carbono\u201d foi promovido pela Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria (CNA), no espa\u00e7o AgroBrasil, dia 19 de novembro. O dia foi dedicado a discuss\u00f5es do tema \u201cEnergias Renov\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Harmoniza\u00e7\u00e3o dos\u00a0c\u00e1lculos de carbono<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Essa foi uma das quest\u00f5es levantadas pelo Brasil na COP 30. Ter dados que reflitam como de fato est\u00e3o as quantidades relativas a esse segmento no pa\u00eds \u00e9 necess\u00e1rio para debater este ponto. Nesse contexto, Alexandre trouxe dados brasileiros para a discuss\u00e3o. Ele citou uma s\u00e9rie de estudos que mostram que, s\u00f3 pela utiliza\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, o Brasil j\u00e1 evitou a emiss\u00e3o de mais de 840 milh\u00f5es de toneladas de CO\u00b2 equivalentes desde o in\u00edcio do programa de etanol &#8211; marcado pela cria\u00e7\u00e3o do Pro\u00e1lcool em 1975. Anualmente, disse ele, dados da Embrapa mostram que o pa\u00eds j\u00e1 mitiga quase 100 milh\u00f5es de toneladas de CO\u00b2 pela produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis e bioeletricidade. \u201cIsso \u00e9 muita coisa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os dados tamb\u00e9m refletem a for\u00e7a do segmento de biocombust\u00edveis no Brasil. \u201cQuando falamos de biocombust\u00edveis, estamos falando de uma estrat\u00e9gia de descarboniza\u00e7\u00e3o no contexto da agricultura tropical\u201d, defendeu. Ele tamb\u00e9m destacou como os biocombust\u00edveis e a agricultura s\u00e3o base para um grande sistema de captura e reciclagem de carbono. Citando o que ele chamou de quatro \u201cR\u201d, reduzir, reutilizar, remover e reciclar. O caminho para economia circular.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">H\u00e1 mais de 50 anos o Brasil vem fazendo uma escolha estrat\u00e9gica pelos biocombust\u00edveis. De acordo com o chefe-geral, um rol que s\u00f3 aumenta. \u201cOs biocombust\u00edveis vivem um momento de expans\u00e3o, como \u00e9 o caso da possibilidades de usar a cana-de-a\u00e7\u00facar para produ\u00e7\u00e3o de etanol de primeira e segunda gera\u00e7\u00e3o, biog\u00e1s, biometano, bioeletricidade, SAF, biobanker, pensar em como capturar CO\u00b2 e usar quem sabe para combust\u00edveis sint\u00e9ticos\u201d, citou. \u201c\u00c9 preciso usar tudo isso como uma ferramenta para mitiga\u00e7\u00e3o dos gases de efeito estufa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Retomando a quest\u00e3o da harmoniza\u00e7\u00e3o de medi\u00e7\u00f5es, Alexandre ressaltou a import\u00e2ncia de comprovar a mitiga\u00e7\u00e3o que esses bioprodutos de fato podem promover. \u201cTemos que ter como medir isso\u201d. Um passo nessa dire\u00e7\u00e3o, na opini\u00e3o dele, veio com o RenovaBio. \u201cDemos um passo importante para isso quando trouxemos a base cient\u00edfica para essa contabiliza\u00e7\u00e3o\u201d. Contudo, ele tamb\u00e9m apontou que outro passo significativo para realiza\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos da pol\u00edtica p\u00fablica seria o de como tropicalizar os fatores de emiss\u00e3o. \u201cMuitas vezes, o biocombust\u00edvel brasileiro tem um c\u00e1lculo de emiss\u00e3o com base num modelo que n\u00e3o \u00e9 o de agricultura tropical que a gente tem hoje no Brasil\u201d.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo Alexandre, a agricultura brasileira vem passando por um processo chamado de modelo de intensifica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, que tem como base a ado\u00e7\u00e3o de biotecnologias, bioinsumos, uso de tecnologias para segunda e terceira safras etc. Isso tudo permite produzir mais biomassa na mesma \u00e1rea e com o mesmo tempo, mas com menor emiss\u00e3o de carbono. \u201cSe a pegada de carbono for calculada de uma maneira adequada aos modelos que a gente vem trabalhando, isso vai demonstrar que os biocombust\u00edveis brasileiros s\u00e3o sim uma m\u00e1quina de descarboniza\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o sim uma solu\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica\u201d, defendeu.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O novo comportamento do produtor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Alexandre lembrou que o programa de biocombust\u00edveis come\u00e7ou por uma agenda econ\u00f4mica para, em seguida, se alinhar tamb\u00e9m a uma agenda clim\u00e1tica e de sustentabilidade. Segundo ele, a agricultura est\u00e1 seguindo o mesmo caminho. O chefe-geral explicou que a agricultura brasileira passou por tr\u00eas fases. A primeira fase, na d\u00e9cada de 1970, foi de expans\u00e3o; a segunda fase foi marcada pelo aumento de produtividade com um modelo de agricultura pr\u00f3pria, com grande investimento em ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Agora, a agricultura vive uma terceira fase, de sustentabilidade, onde o campo\u00a0brasileiro\u00a0n\u00e3o \u00e9 apenas produtor\u00a0de commodities ou de biomassa, ele\u00a0vem produzindo alimentos, fibras, pensando em servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e em seguran\u00e7a alimentar. E, do mesmo modo, o agricultor tamb\u00e9m seguiu essa mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Tratando-se da agenda da sustentabilidade, uma quest\u00e3o importante segundo Alexandre, \u00e9 sobre como colocar essa agenda n\u00e3o somente como algo imposto de fora para o produtor, mas como algo que ele queira participar, sabendo que gerar\u00e1 benef\u00edcios para seu trabalho. \u201cQuando conseguimos transformar pol\u00edticas p\u00fablicas como o RenovaBio, que transforma um ativo ambiental em ativo financeiro, geramos retorno financeiro dentro de uma agenda ambiental, isso \u00e9 muito importante\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para o chefe-geral, a agenda de biocombust\u00edveis conecta a agricultura \u00e0 ind\u00fastria. Tem-se uma mat\u00e9ria-prima para gerar um produto agroindustrial. A biomassa, por exemplo, pode ter um impacto positivo em setores como os de transportes,como o de avia\u00e7\u00e3o e mar\u00edtimo. \u201cO biocombust\u00edvel pode ser um vetor de uma nova industrializa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, de uma ind\u00fastria verde baseada na agricultura. Pode tamb\u00e9m conectar a agricultura a novos mercados, auxiliando na descarboniza\u00e7\u00e3o de novos setores\u201d. Um ciclo que vai abrir novas alternativas para os produtores. \u201cEssa sinergia entre ci\u00eancia, mercado e pol\u00edtica p\u00fablica favoreceu para os produtores migrarem para uma agenda de sustentabilidade\u201d.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com todas essas possibilidades, Alexandre destacou como \u00e9 significativo que essa discuss\u00e3o sobre biocombust\u00edveis esteja acontecendo durante a COP, na AgriZone. \u201cSem agricultura n\u00e3o h\u00e1 biocombust\u00edvel. Sem agricultura, o pa\u00eds n\u00e3o tem seu principal motor de descarboniza\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, trazer a discuss\u00e3o sobre transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no Brasil via biocombust\u00edveis para a COP 30 \u00e9 absolutamente fundamental\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Boas pr\u00e1ticas e ado\u00e7\u00e3o de tecnologias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para Alexandre, o produtor brasileiro sempre foi muito atento \u00e0s novas tecnologias. \u201cEle tem essa caracter\u00edstica de ser empreendedor e atento ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico\u201d. Vivemos num mundo hiperconectado, com acesso f\u00e1cil e r\u00e1pido \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, e devemos usar essas novas tecnologias para transi\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas no campo. \u201cUm momento com esse que estamos vivendo, na COP, favorece que a agenda de sustentabilidade e de tecnologia venha para o dia a dia das pessoas, encurtando o tempo de ado\u00e7\u00e3o destas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ele lembrou que durante muito tempa a Embrapa adotou o modelo tradicional de reaizar a pesquisa, desenvolver a tecnologia e ofert\u00e1-la ao p\u00fablico final. J\u00e1 hoje, a Empresa j\u00e1 tem e segue pensando em v\u00e1rios ambientes que permitam o desenvolvimento conjunto, e citou como exemplo o AgNest. \u201cPor que n\u00e3o podemos fazer um processo de co-cria\u00e7\u00e3o? Isso faz com que nos aproximemos dos produtores e nos permite desenvolver algo que atenda um problema real\u201d. Trazer os agricultores para junto da pesquisa pode encurtar esse caminho de levar uma tecnologia para o campo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/biocombustivel-como-vetor-de-descarbonizacao-e-pauta-de-debate-na-agrizone_508262.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das principais quest\u00f5es quando se trata de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 como reduzir as emiss\u00f5es de CO\u00b2. 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