{"id":24084,"date":"2025-11-15T14:31:29","date_gmt":"2025-11-15T18:31:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=24084"},"modified":"2025-11-15T14:31:29","modified_gmt":"2025-11-15T18:31:29","slug":"calor-acima-de-40-c-pode-inviabilizar-cultivo-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=24084","title":{"rendered":"calor acima de 40 \u00b0C pode inviabilizar cultivo tradicional"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/calor-acima-de-40-\u00b0C-pode-inviabilizar-cultivo-tradicional.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Plantar alface em campo aberto no Brasil poder\u00e1 se tornar um grande desafio nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Essa \u00e9 a principal conclus\u00e3o dos mapas de risco clim\u00e1tico para a produ\u00e7\u00e3o de alface no pa\u00eds, elaborados por pesquisadores da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa Hortali\u00e7as<\/a> (DF), com base em proje\u00e7\u00f5es do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e em modelos utilizados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC).<\/p>\n<p>Os mapas ser\u00e3o lan\u00e7ados neste domingo (16), \u00e0s 16h30, na Arena AgriTalks da AgriZone, a Casa da Agricultura Sustent\u00e1vel da Embrapa durante a 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), em Bel\u00e9m (PA). Eles revelam que, at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, quase todo o territ\u00f3rio brasileiro apresentar\u00e1 risco alto ou muito alto para o cultivo da hortali\u00e7a mais consumida pelos brasileiros.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-projecoes-climaticas-e-impactos\">Proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e impactos<\/h2>\n<p>Os mapas s\u00e3o ativos cartogr\u00e1ficos elaborados com base em dois cen\u00e1rios clim\u00e1ticos: um otimista, com controle parcial das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, e outro pessimista, em que as emiss\u00f5es seguem crescendo at\u00e9 2100.<\/p>\n<p>As temperaturas m\u00e1ximas projetadas para o ver\u00e3o, que podem ultrapassar 40 \u00b0C em boa parte do pa\u00eds, indicam condi\u00e7\u00f5es cada vez mais desfavor\u00e1veis ao cultivo tradicional da alface, que exige clima ameno para o seu pleno desenvolvimento. Assim o calor extremo pode provocar florescimento precoce, queima das folhas e morte das plantas, comprometendo a produtividade e a qualidade.<\/p>\n<p>Segundo o engenheiro-ambiental Carlos Eduardo Pacheco, pesquisador da Embrapa Hortali\u00e7as, os mapas de risco clim\u00e1tico oferecem uma ferramenta estrat\u00e9gica para antecipar impactos e orientar a\u00e7\u00f5es de pesquisa e adapta\u00e7\u00e3o dos sistemas produtivos. <\/p>\n<p>\u201cCompreender como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem afetar a produ\u00e7\u00e3o de alface em um pa\u00eds tropical como o Brasil \u00e9 essencial para garantir seguran\u00e7a alimentar e reduzir preju\u00edzos futuros\u201d, afirmou Pacheco.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-acoes-de-adaptacao-e-pesquisa\">A\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o e pesquisa<\/h2>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es indicam que, mesmo no cen\u00e1rio mais otimista, cerca de 97% do territ\u00f3rio nacional apresentar\u00e1 risco clim\u00e1tico alto ou muito alto para o cultivo da alface at\u00e9 o final do s\u00e9culo. Para enfrentar esse panorama, a Embrapa tem intensificado pesquisas em duas frentes principais: o melhoramento gen\u00e9tico de cultivares mais tolerantes ao calor, como as alfaces BRS Mediterr\u00e2nea e BRS Leila; e o desenvolvimento de sistemas produtivos sustent\u00e1veis e adaptados ao clima, como o plantio direto de hortali\u00e7as, a compostagem e o uso de ambientes protegidos.<\/p>\n<p>Assim, essas estrat\u00e9gias visam garantir a sustentabilidade e a continuidade da produ\u00e7\u00e3o diante dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Dessa forma os mapas de risco clim\u00e1tico integram um estudo de vanguarda sobre intelig\u00eancia clim\u00e1tica aplicada \u00e0s hortali\u00e7as e est\u00e3o dispon\u00edveis na Geoinfo, plataforma de gest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o geoespacial da Embrapa.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, \u00e9 preciso observar esses mapas como ferramentas estrat\u00e9gicas para o delineamento de novas pesquisas e pol\u00edticas p\u00fablicas em resposta \u00e0 crise clim\u00e1tica. Al\u00e9m disso, o material pode subsidiar a tomada de decis\u00e3o de t\u00e9cnicos e produtores sobre melhores regi\u00f5es e \u00e9pocas de plantio; apoiar \u00f3rg\u00e3os governamentais na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas; e auxiliar institui\u00e7\u00f5es financeiras na avalia\u00e7\u00e3o de riscos da produ\u00e7\u00e3o no cr\u00e9dito agr\u00edcola.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Luis Roberto Toledo<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/cop30\/futuro-da-alface-em-risco-calor-acima-de-40-c-pode-inviabilizar-cultivo-tradicional\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plantar alface em campo aberto no Brasil poder\u00e1 se tornar um grande desafio nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. 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