{"id":24068,"date":"2025-11-15T08:18:35","date_gmt":"2025-11-15T12:18:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=24068"},"modified":"2025-11-15T08:18:35","modified_gmt":"2025-11-15T12:18:35","slug":"mudancas-climaticas-elevam-perigos-dos-microplasticos-na-agua-e-afetam-peixes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=24068","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas elevam perigos dos micropl\u00e1sticos na \u00e1gua e afetam peixes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Mudancas-climaticas-elevam-perigos-dos-microplasticos-na-agua-e-afetam.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Pesquisadores brasileiros est\u00e3o comprovando que a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura da \u00e1gua, causada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, torna os micropl\u00e1sticos ainda mais perigosos para a vida aqu\u00e1tica.<\/p>\n<p>Os estudos, desenvolvidos pela <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa <\/a><\/strong>e pelo Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNNano\/CNPEM) com apoio da <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/fapesp\/\">Fapesp<\/a><\/strong>, mostram que metais pesados, como cobre, aumentam a toxicidade de nanopart\u00edculas em <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/peixe\/\">peixes<\/a><\/strong> de interesse ambiental e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Os ecossistemas aqu\u00e1ticos j\u00e1 enfrentam press\u00f5es crescentes devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental. Part\u00edculas de pl\u00e1stico que se fragmentam no ambiente \u2014 conhecidas como micropl\u00e1sticos \u2014 chegam a rios, lagos e mares pelo descarte de res\u00edduos e pelo desgaste de materiais sint\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u201cNo meio aqu\u00e1tico, essas part\u00edculas n\u00e3o est\u00e3o sozinhas e podem se combinar a poluentes qu\u00edmicos, sofrer altera\u00e7\u00f5es pela radia\u00e7\u00e3o solar, al\u00e9m de interagir com varia\u00e7\u00f5es de temperatura.\u201d, explica a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP)\u00a0Vera Castro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a combina\u00e7\u00e3o desses fatores pode gerar efeitos mais severos para a fauna aqu\u00e1tica, desde altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas mais sutis at\u00e9 efeitos mais severos para os organismos.  <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-peixes-expostos-a-novos-riscos\">Peixes expostos a novos riscos <\/h2>\n<p>Para entender melhor essa rela\u00e7\u00e3o, uma equipe de pesquisadores da Embrapa realiza experimentos com zebrafish (<em>Danio rerio<\/em>) e <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/tilapia\/\">til\u00e1pias<\/a><\/strong> (<em>Oreochromis niloticus<\/em>), simulando condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0s da realidade ambiental.<\/p>\n<p>Os testes exp\u00f5em os peixes a micropl\u00e1sticos envelhecidos pela a\u00e7\u00e3o de luz ultravioleta e associados ao cobre, um metal comum em rejeitos industriais e agr\u00edcolas. <\/p>\n<p>Ainda, a \u00e1gua se mant\u00e9m tanto em temperaturas m\u00e9dias quanto tr\u00eas graus acima, simulando cen\u00e1rios previstos de aquecimento global.<\/p>\n<p>\u201cQueremos avaliar n\u00e3o apenas a presen\u00e7a isolada dos micropl\u00e1sticos, mas como eles se comportam e se tornam mais ou menos t\u00f3xicos diante de mudan\u00e7as ambientais concretas, como o aumento da temperatura e a exposi\u00e7\u00e3o a metais\u201d, explica Castro.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise inclui biomarcadores como taxas de sobreviv\u00eancia, par\u00e2metros hematol\u00f3gicos e respostas bioqu\u00edmicas, que permitem identificar altera\u00e7\u00f5es sutis no metabolismo e na sa\u00fade dos peixes antes que ocorram mortes.<\/p>\n<p>Os resultados poder\u00e3o auxiliar a compreender como esses poluentes afetam cadeias alimentares aqu\u00e1ticas e a <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/psicultura\/\">piscicultura<\/a><\/strong>, setor estrat\u00e9gico para a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, h\u00e1 ind\u00edcios de que o calor intensifica a a\u00e7\u00e3o t\u00f3xica dos micropl\u00e1sticos e do cobre, potencializando danos a tecidos, metabolismo e desenvolvimento dos peixes.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desenvolvimento-da-pesquisa\">Desenvolvimento da pesquisa<\/h2>\n<p>O processo exige que se contorne obst\u00e1culos pr\u00e1ticos para a execu\u00e7\u00e3o de experimentos em condi\u00e7\u00f5es controladas. No caso do zebrafish, por exemplo, como afirma Alfredo Luiz, tamb\u00e9m pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, o estudo testa larvas de pequenas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>Para isso, os experimentos s\u00e3o realizados em microplacas, cada uma com v\u00e1rios pequenos po\u00e7os, nos quais s\u00e3o colocados os organismos.<\/p>\n<p>De acordo com Luiz, \u201cno caso da til\u00e1pia, s\u00e3o utilizados peixes juvenis, pois algumas an\u00e1lises s\u00e3o feitas no sangue e \u00e9 preciso que cada indiv\u00edduo tenha um tamanho suficiente para permitir a coleta da amostra sangu\u00ednea\u201d. <\/p>\n<p>Como o experimento precisa de dias para identificar poss\u00edveis efeitos dos poluentes, \u00e9 necess\u00e1rio renovar regularmente a \u00e1gua dos aqu\u00e1rios para evitar o ac\u00famulo de excrementos.<\/p>\n<p>Nesse caso, a dificuldade \u00e9 manter a concentra\u00e7\u00e3o de cobre est\u00e1vel, mesmo realizando a troca peri\u00f3dica de parte da \u00e1gua. <\/p>\n<p>Al\u00e9m dos c\u00e1lculos exatos da concentra\u00e7\u00e3o dos poluentes a cada troca, fazem-se necess\u00e1rias a amostragem e a an\u00e1lise da \u00e1gua para monitorar poss\u00edveis flutua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-monitoramento-e-prevencao-por-dados\">Monitoramento e preven\u00e7\u00e3o por dados<\/h2>\n<p>O estudo refor\u00e7a que, no mundo real, a toxicidade dos micropl\u00e1sticos exige uma avalia\u00e7\u00e3o al\u00e9m do isolamento, visto que fatores ambientais, como o aquecimento global e poluentes adicionais, podem interagir de forma a intensificar os danos aos ecossistemas aqu\u00e1ticos. <\/p>\n<p>Entender essa intera\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para antecipar impactos, desenvolver estrat\u00e9gias de mitiga\u00e7\u00e3o e proteger n\u00e3o apenas a biodiversidade, mas tamb\u00e9m atividades econ\u00f4micas dependentes de \u00e1guas limpas e saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para o pesquisador\u00a0da Embrapa Meio Ambiente\u00a0Claudio Jonsson, a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura pode modificar a biodisponibilidade do poluente e aumentar a probabilidade de sua absor\u00e7\u00e3o por organismos aqu\u00e1ticos. <\/p>\n<p>Dessa forma, os organismos enfrentam estresses ambientais clim\u00e1ticos e os proporcionados por agentes qu\u00edmicos, o que leva a altera\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas como o estresse oxidativo. <\/p>\n<p>Nesta situa\u00e7\u00e3o ocorre a gera\u00e7\u00e3o de radicais livres com efeitos delet\u00e9rios para o metabolismo celular, que podem ser medidos pela atividade de prote\u00ednas antioxidantes. <\/p>\n<p>Portanto, como destaca Jonsson, o conhecimento dessas intera\u00e7\u00f5es, em n\u00edvel subcelular, \u00e9 relevante para a obten\u00e7\u00e3o de dados sobre concentra\u00e7\u00f5es seguras do poluente, contribuindo para a prote\u00e7\u00e3o da fauna aqu\u00e1tica.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Luis Roberto Toledo<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a 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