{"id":23879,"date":"2025-11-11T19:11:40","date_gmt":"2025-11-11T23:11:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=23879"},"modified":"2025-11-11T19:11:40","modified_gmt":"2025-11-11T23:11:40","slug":"29-anos-dando-voz-a-quem-sustenta-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=23879","title":{"rendered":"29 anos dando voz a quem sustenta o Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O Canal Rural completa 29 anos de hist\u00f3ria e, com ele, o agroneg\u00f3cio brasileiro celebra um dos seus principais aliados. Desde o come\u00e7o, o Canal entendeu algo que muitas vezes Bras\u00edlia demora a enxergar: o campo precisa ser ouvido todos os dias. N\u00e3o apenas quando h\u00e1 crise, safra recorde ou elei\u00e7\u00e3o. Precisa ser ouvido quando falta cr\u00e9dito, quando o clima vir\u00e1, quando a sanidade animal e vegetal do pa\u00eds \u00e9 amea\u00e7ada, quando o produtor familiar precisa de orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Falo com propriedade porque estou nessa estrada como comentarista h\u00e1 pouco mais de duas d\u00e9cadas. Nesse per\u00edodo, vi o Canal Rural crescer, modernizar sua programa\u00e7\u00e3o, entrar no digital, apostar em multiplataformas e, ao mesmo tempo, manter o que o tornou refer\u00eancia:\u00a0dar espa\u00e7o ao pequeno produtor. O agricultor familiar, o pecuarista do interior, o cooperado \u2014 todos sempre tiveram um lugar no Canal. E isso n\u00e3o \u00e9 detalhe: \u00e9 linha editorial.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do agro brasileiro foi impressionante. M\u00e1quinas conectadas, gen\u00e9tica avan\u00e7ada, integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria, rastreabilidade, cr\u00e9dito estruturado. E o Canal caminhou junto. Um ponto decisivo dessa evolu\u00e7\u00e3o foi a\u00a0meteorologia agr\u00edcola. Hoje, em um cen\u00e1rio de extremos clim\u00e1ticos, com estiagens severas, chuvas fora de \u00e9poca e eventos cada vez mais frequentes, informa\u00e7\u00e3o de clima virou\u00a0insumo de produ\u00e7\u00e3o. O Canal Rural entendeu isso cedo e passou a levar ao produtor previs\u00f5es, an\u00e1lises e alertas que ajudam a\u00a0mitigar perdas\u00a0e a planejar melhor o calend\u00e1rio agr\u00edcola. Em muitos casos, \u00e9 a diferen\u00e7a entre perder a lavoura e salvar parte da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas houve outra frente em que o Canal foi, e continua sendo , fundamental:\u00a0a defesa da preserva\u00e7\u00e3o e da seguran\u00e7a sanit\u00e1ria do Brasil. Ao longo desses anos, o canal nunca tratou de forma leviana temas como febre aftosa, influenza avi\u00e1ria, PSA, ferrugem, pragas quarenten\u00e1rias ou exig\u00eancias de mercados internacionais. Pelo contr\u00e1rio: ajudou a informar o produtor sobre protocolos, vacina\u00e7\u00e3o, barreiras sanit\u00e1rias, rastreabilidade e boas pr\u00e1ticas. E fez isso porque sabe que\u00a0a sanidade \u00e9 patrim\u00f4nio estrat\u00e9gico do agro brasileiro. \u00c9 ela que garante mercados abertos, pre\u00e7os melhores e respeito l\u00e1 fora. Sem sanidade, o Brasil perde competitividade. Sem comunica\u00e7\u00e3o sobre sanidade, o produtor fica exposto.<\/p>\n<p>Em todo esse tempo, mantive meu trabalho com a mesma postura:\u00a0me posicionar a favor do agro nas quest\u00f5es essenciais. Nem sempre foi confort\u00e1vel. Houve momentos em que fui questionado por representantes do governo, por setores que n\u00e3o compreendiam a realidade do campo ou que encaravam o agro apenas pela \u00f3tica fiscal ou ideol\u00f3gica. Mas sigo firme no prop\u00f3sito: defender quem produz, quem gera riqueza e quem alimenta o Brasil, porque esse \u00e9 o lado certo.<\/p>\n<p>O Canal Rural tamb\u00e9m escolheu esse lado. \u00c9 mais que um ve\u00edculo; \u00e9 uma trincheira de informa\u00e7\u00e3o. \u00c9 o espa\u00e7o em que o produtor \u00e9 tratado como agente econ\u00f4mico estrat\u00e9gico, e n\u00e3o como figurante. \u00c9 o lugar onde se explica ao pa\u00eds urbano que o agro moderno pode, e deve, produzir preservando, cumprindo regras ambientais e sanit\u00e1rias, mas sem ser criminalizado.<\/p>\n<p>Por isso, ao celebrar os 29 anos do Canal Rural, celebramos tamb\u00e9m um modelo de jornalismo que\u00a0acompanha a tecnologia, d\u00e1 previs\u00f5es de clima, orienta sobre sanidade, fiscaliza pol\u00edticas p\u00fablicas e, ao mesmo tempo, mant\u00e9m o p\u00e9 no ch\u00e3o do produtor. Poucos ve\u00edculos conseguiram fazer esse equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Nesses 29 anos, o Canal n\u00e3o apenas contou a hist\u00f3ria do agro brasileiro.\u00a0Ajudou a escrev\u00ea-la.\u00a0E \u00e9 uma honra dizer: eu estava l\u00e1. \u00c9 cont\u00ednuo.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Como-guerras-e-crises-moldaram-o-preco-das-commodities-nos.jpg\" alt=\"Miguel Daoud\" class=\"wp-image-4095706 size-full\"  \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-center\">*<em><strong>Miguel Daoud<\/strong>\u00a0\u00e9 comentarista de Economia e Pol\u00edtica\u00a0do Canal Rural<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<p><em>O\u00a0<strong>Canal Rural<\/strong>\u00a0n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/canal-rural-29-anos-dando-voz-a-quem-sustenta-o-brasil\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Canal Rural completa 29 anos de hist\u00f3ria e, com ele, o agroneg\u00f3cio brasileiro celebra um dos seus principais aliados.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23880,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-23879","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23879"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23879\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/23880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}