{"id":23097,"date":"2025-10-29T12:58:59","date_gmt":"2025-10-29T16:58:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=23097"},"modified":"2025-10-29T12:58:59","modified_gmt":"2025-10-29T16:58:59","slug":"precos-do-boi-gordo-a-r-35000-por-arroba-especulacao-ou-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=23097","title":{"rendered":"Pre\u00e7os do boi gordo a R$ 350,00 por arroba: especula\u00e7\u00e3o ou realidade?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Analistas apontam os fatores que podem impulsionar ou limitar a valoriza\u00e7\u00e3o da arroba no mercado<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Logotipo Not&#xED;cias Agr&#xED;colas\" height=\"21\" src=\"https:\/\/cdn.noticiasagricolas.com.br\/dbimagens\/e12363a00741f9cc7caf23469101a4aa.png\" width=\"106\"\/><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">A arroba do boi gordo pode encerrar 2025 no patamar dos R$ 350,00? A quest\u00e3o divide analistas e pecuaristas: de um lado, h\u00e1 fundamentos que sustentam a possibilidade de alta, como exporta\u00e7\u00f5es firmes, menor oferta de f\u00eameas e sazonalidade de fim de ano; de outro, o c\u00e2mbio desfavor\u00e1vel, as taxas de confinamento e a forte concorr\u00eancia das prote\u00ednas mais baratas podem frear esse movimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O fato \u00e9 que os contratos futuros na Bolsa Brasileira (B3) est\u00e3o operando com patamares pr\u00f3ximos de R$ 318,00\/@ para o m\u00eas de dezembro\/25, enquanto as cota\u00e7\u00f5es no mercado f\u00edsico se encontram na faixa de R$ 308,71\/@, conforme reportou a Agrifatto em seu boletim di\u00e1rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O analista Especialista em Mercados Agr\u00edcolas da Terra Investimentos, Geraldo Isoldi relembra que, no an\u00fancio do chamado tarifa\u00e7o, os compradores reagiram com certo \u201cp\u00e2nico\u201d, o que pressionou momentaneamente as cota\u00e7\u00f5es. Para o analista, esse movimento n\u00e3o tinha fundamento, j\u00e1 que os n\u00fameros atuais das exporta\u00e7\u00f5es confirmam a solidez da demanda externa. \u201cNa \u00e9poca, a ind\u00fastria se aproveitou da surpresa do lado vendedor, alongando escalas com contratos a termo e abastecimento de confinamentos pr\u00f3prios\u201d, observa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Isoldi avalia que as atuais cota\u00e7\u00f5es do boi gordo est\u00e3o subestimadas e que a arroba deve voltar a subir, podendo alcan\u00e7ar patamares pr\u00f3ximos de R$ 350,00 at\u00e9 o fim do ano. Segundo ele, existe quase um consenso no mercado de que a valoriza\u00e7\u00e3o vir\u00e1, mas a grande d\u00favida est\u00e1 no timing desse movimento.<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">O \u00faltimo trimestre de 2025 traz perspectivas positivas para o pecuarista, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias. Ele destaca que este \u00e9 o per\u00edodo de maior demanda do ano, com exporta\u00e7\u00f5es aquecidas e interesse recorde pela carne brasileira no mercado internacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">\u201cNo entanto, o pre\u00e7o da arroba deve encontrar limites neste cen\u00e1rio. O patamar de R$ 350 me parece menos prov\u00e1vel, justamente porque, apesar da super demanda, o abate no pa\u00eds vai atingir n\u00edveis recordes, refletindo uma superoferta de animais\u201d, explica Iglesias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Para o produtor, isso significa que, mesmo diante da alta competitividade externa, \u00e9 poss\u00edvel esperar alguma recupera\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os do boi gordo neste \u00faltimo trimestre do ano, mas dentro de um teto moderado entre R$ 330,00 e R$ 340,00 por arroba.<\/span><\/p>\n<div class=\"image-center\">\n<figure class=\"image-captioned\"><img decoding=\"async\" alt=\"Boi Gordo destaque | Foto: Secret&#xE1;ria da Agricultura de SP\" src=\"https:\/\/cdn.noticiasagricolas.com.br\/dbimagens\/thumbs\/800x2000\/7dca3f44fb60294d65ff8ca0b2918ddf.jpg\"\/><figcaption>Boi Gordo destaque | Foto: Secret\u00e1ria da Agricultura de SP<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Para ajudar a entender os fatores que devem seguir no radar do mercado, o Not\u00edcias Agr\u00edcolas separou t\u00f3picos que podem impulsionar ou limitar os pre\u00e7os da arroba neste \u00faltimo trimestre.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#16a085;\"><strong>Fatores que podem impulsionar os pre\u00e7os<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\"><strong>Demanda externa aquecida<\/strong><\/span><span style=\"color:#000000;\">:<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">Em 2025, a China segue como protagonista na demanda pela carne bovina brasileira, consolidando-se como o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es do setor. O apetite do mercado chin\u00eas se mant\u00e9m firme, impulsionado pela recupera\u00e7\u00e3o da economia local e pela necessidade de suprir um consumo interno crescente, ainda dependente das importa\u00e7\u00f5es para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de mais de 1,4 bilh\u00e3o de pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Ao mesmo tempo, o Brasil amplia seu alcance internacional com a abertura de novos mercados, como o Vietn\u00e3, que vem se destacando como um comprador em ascens\u00e3o na \u00c1sia. Essa diversifica\u00e7\u00e3o ajuda a reduzir a depend\u00eancia da China e refor\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds como um dos principais exportadores globais de prote\u00edna animal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Lorenzo Junqueira, pecuarista e gestor do Agro Bacuri, destaca que o cen\u00e1rio das exporta\u00e7\u00f5es segue como um fator-chave para o mercado da carne bovina brasileira. Segundo ele, a China, principal cliente do pa\u00eds, continua batendo recordes de importa\u00e7\u00e3o, e a proximidade do Ano Novo Lunar tende a acelerar ainda mais os embarques.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Al\u00e9m disso, Junqueira ressalta que a abertura de novos mercados internacionais tem ampliado o horizonte para a carne brasileira, oferecendo oportunidades para sustentar a demanda externa mesmo diante de ajustes na oferta dom\u00e9stica. \u201cO cen\u00e1rio externo segue favor\u00e1vel e deve continuar influenciando positivamente os pre\u00e7os da arroba nos pr\u00f3ximos meses\u201d, avalia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\"><strong>Oferta mais restrita<\/strong><\/span><span style=\"color:#000000;\">:<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">Para Ronaty Makuko, analista da P\u00e1tria Agroneg\u00f3cios, o movimento de oferta no mercado do boi gordo deve ser influenciado principalmente pela menor disponibilidade de boi magro e pela redu\u00e7\u00e3o no descarte de f\u00eameas. Esses dois fatores tendem a atuar como est\u00edmulos para uma poss\u00edvel valoriza\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos meses.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">No entanto, ele pondera que, no curto prazo, o cen\u00e1rio ainda \u00e9 de estabilidade. \u201cAt\u00e9 outubro, \u00e9 dif\u00edcil enxergar grandes movimentos, porque o mercado j\u00e1 est\u00e1 muito bem posicionado nos contratos a termo. Isso limita a possibilidade de ajustes mais expressivos, inclusive para setembro\u201d, destacou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">A an\u00e1lise refor\u00e7a que a virada de pre\u00e7os deve depender da combina\u00e7\u00e3o entre a menor oferta de animais e a resposta da demanda \u2014 tanto no mercado interno, com a aproxima\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de maior consumo, quanto no externo, sustentado pelo bom desempenho das exporta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">Segundo Junqueira, apesar dos confinamentos estarem bem abastecidos neste momento, \u00e9 fundamental observar a reposi\u00e7\u00e3o e a movimenta\u00e7\u00e3o da demanda para entender o comportamento futuro dos pre\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">De acordo com ele, o mercado registra recordes sucessivos nas exporta\u00e7\u00f5es de carne bovina, ao mesmo tempo em que a reposi\u00e7\u00e3o de boi magro nos confinamentos est\u00e1 abaixo de 1 \u2014 ou seja, saem mais animais do que entram. Esse fator sinaliza uma escassez de boi magro no mercado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">\u201cCom esse contexto, novembro e dezembro tendem a ser meses de oferta enxuta de boi gordo, justamente no per\u00edodo em que a demanda se aquece, tanto no mercado interno, impulsionada pelo consumo de fim de ano, quanto nas exporta\u00e7\u00f5es\u201d, destacou Junqueira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O analista de mercado Ronaty Makuko destacou que a diferen\u00e7a no ritmo de abates entre frigor\u00edficos pequenos e grandes tem marcado o atual cen\u00e1rio da pecu\u00e1ria de corte. Enquanto as ind\u00fastrias menores operam com escalas bastante curtas, de apenas tr\u00eas a quatro dias, os grandes frigor\u00edficos seguem em situa\u00e7\u00e3o mais confort\u00e1vel, com programa\u00e7\u00f5es que variam entre 9 e at\u00e9 15 dias em alguns estados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Segundo Makuko, essa discrep\u00e2ncia reflete o maior poder de compra e de negocia\u00e7\u00e3o das grandes plantas, que conseguem assegurar a oferta de animais por mais tempo, em contraste com a press\u00e3o enfrentada pelos pequenos. Ele ressalta ainda que, em S\u00e3o Paulo, uma das principais regi\u00f5es de refer\u00eancia da pecu\u00e1ria, o mercado segue aquecido, o que pode abrir espa\u00e7o para flertes de valoriza\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da arroba j\u00e1 em dezembro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O consultor da Ali\u00e1 Investimentos, Jo\u00e3o Bosco Bittencourt J\u00fanior\u00a0 avalia que o mercado do boi gordo deve encerrar 2025 em n\u00edveis pr\u00f3ximos aos registrados no in\u00edcio do ano. Para que a arroba alcance os R$ 350, ele projeta uma valoriza\u00e7\u00e3o em torno de 8,5% a 10,5% em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os atuais, que est\u00e3o entre R$ 315,00 e R$ 320,00. Esse movimento, segundo ele, \u00e9 compat\u00edvel com o que historicamente ocorre em per\u00edodos de virada de ciclo pecu\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Bosco refor\u00e7a que a valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, mas depende de uma sustenta\u00e7\u00e3o maior tanto do mercado interno quanto das exporta\u00e7\u00f5es, que hoje j\u00e1 se mostram bastante aquecidas. \u201cPara que esse boi de R$ 350,00 aconte\u00e7a, precisamos que a demanda esteja firme dos dois lados\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Quanto ao impacto do confinamento sobre os pre\u00e7os, o analista n\u00e3o acredita que a oferta de animais confinados seja um fator limitante para a arroba. Na sua vis\u00e3o, o ponto-chave est\u00e1 no consumo: \u201cA demanda \u00e9 quem pode limitar o pre\u00e7o. A oferta vai acontecer, mas se o consumo n\u00e3o crescer, o reflexo no valor da arroba ser\u00e1 limitado\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Assim, a expectativa \u00e9 de que o segundo semestre traga valoriza\u00e7\u00e3o gradual, com boas chances de alcan\u00e7ar o patamar de R$ 350, desde que a demanda acompanhe o ritmo da oferta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Para Rodrigo Costa, analista da Pine Agroneg\u00f3cios, os n\u00fameros recentes do IBGE chamaram aten\u00e7\u00e3o ao evidenciarem mais uma vez o elevado volume de abates no pa\u00eds. Contudo, uma avalia\u00e7\u00e3o mais detalhada dos dados mostra que esse movimento tem perdido for\u00e7a gradualmente, especialmente no caso das f\u00eameas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Segundo ele, a expectativa de uma virada de ciclo tem levado parte do mercado a interpretar momentos de maior firmeza nos pre\u00e7os como sinal de mudan\u00e7a estrutural no ritmo de descarte. \u201cNa pr\u00e1tica, ainda estamos atravessando a sa\u00edda da safra. Quem se guia apenas pela movimenta\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os pode se frustrar no curto prazo, j\u00e1 que ainda h\u00e1 oferta a ser colocada no mercado, principalmente dos animais do segundo e terceiro giro\u201d, pontua Costa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\"><strong>Sazonalidade interna<\/strong><\/span><span style=\"color:#000000;\">: <\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">Para Rodrigo Costa, analista da Pine Agroneg\u00f3cios, a ampla oferta atual n\u00e3o inviabiliza a valoriza\u00e7\u00e3o da arroba em 2025 \u2014 pelo contr\u00e1rio, \u00e9 justamente esse cen\u00e1rio que refor\u00e7a sua expectativa de pre\u00e7os mais firmes \u00e0 frente. Segundo ele, o in\u00edcio de um ciclo de corte de juros deve aumentar o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o, impulsionando o consumo no mercado interno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">A sazonalidade tamb\u00e9m deve atuar a favor da carne bovina: o pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio, as festas de fim de ano e a manuten\u00e7\u00e3o de um ritmo firme nas exporta\u00e7\u00f5es comp\u00f5em fatores que tendem a sustentar a demanda e abrir espa\u00e7o para uma recupera\u00e7\u00e3o mais consistente das cota\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\"><strong>Competitividade internacional<\/strong><\/span><span style=\"color:#000000;\">:<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">O c\u00e2mbio segue sendo um dos pontos de maior aten\u00e7\u00e3o para o mercado pecu\u00e1rio brasileiro. Para Lorenzo Junqueira, pecuarista e gestor do Agro Bacuri, mesmo diante das oscila\u00e7\u00f5es recentes do d\u00f3lar, a competitividade da carne bovina nacional continua elevada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Segundo ele, o Brasil ainda conta com a arroba mais barata do mundo, o que garante vantagem no com\u00e9rcio internacional. \u201cPor mais que o d\u00f3lar esteja em patamares mais baixos, nossa competitividade sobra. A arroba brasileira continua sendo a mais barata\u201d, destacou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Junqueira acredita, no entanto, que o atual n\u00edvel da moeda americana n\u00e3o deve se sustentar por muito tempo. Ele projeta uma retomada de alta no c\u00e2mbio, influenciada pelo aumento dos gastos do governo e pelo risco fiscal. \u201cN\u00e3o imaginava que o d\u00f3lar chegaria a esses n\u00edveis, mas vejo tend\u00eancia de alta daqui para frente\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Na vis\u00e3o do pecuarista, mesmo que a moeda siga em patamares mais baixos no curto prazo, o Brasil ainda preserva ampla atratividade no mercado externo, sustentando o fluxo das exporta\u00e7\u00f5es de carne bovina.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align:justify;\"><span style=\"color:#c0392b;\"><strong>Fatores que podem limitar a alta<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color:#000000;\"><strong>C\u00e2mbio<\/strong><\/span><span style=\"color:#000000;\">:<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">O mercado do boi gordo deve enfrentar limita\u00e7\u00f5es na valoriza\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final de 2025, aponta o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a recente movimenta\u00e7\u00e3o cambial, com o d\u00f3lar flertando com R$ 5,30, acaba pressionando as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de commodities, impactando a competitividade da carne no mercado internacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">\u201cIsto tende a limitar o teto de alta do boi gordo entre R$ 330 e R$ 340 por arroba at\u00e9 o final do ano. O patamar de R$ 350 me parece menos prov\u00e1vel\u201d, afirma Iglesias.<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">Para Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, o c\u00e2mbio segue sendo um fator determinante para o mercado da carne bovina. Ele lembra que, entre outubro e dezembro do ano passado, a moeda americana chegou a R$ 6 e se manteve nesse patamar at\u00e9 o in\u00edcio de 2025, sustentando o ritmo das exporta\u00e7\u00f5es e influenciando a competitividade da carne brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">\u201cAtualmente, o c\u00e2mbio atingiu sua m\u00ednima dos \u00faltimos 12 a 15 meses, o que muda o contexto de competitividade em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Esse movimento precisa ser considerado na an\u00e1lise das tend\u00eancias de pre\u00e7o e demanda para os pr\u00f3ximos meses\u201d, destaca Fabbri.<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">De acordo com a vis\u00e3o do Head de Agroneg\u00f3cios e Mercado de Capitais na A7 Capital, Raphael Galo, as possibilidades da arroba atingir novos patamares vem diminuindo muito nos \u00faltimos meses, principalmente atrelado ao fator c\u00e2mbio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">\u201cNa minha vis\u00e3o se d\u00f3lar continuar nesse patamar de R$ 5,30 a R$ 5,40 vai ser muito dif\u00edcil isso acontecer esse ano. H\u00e1 n\u00e3o ser que a oferta de animais se restrinja muito, principalmente de f\u00eameas\u201d, informou.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"color:#000000;\"><strong>Confinamentos abastecidos:\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O analista da Safras &amp; Mercado, Fernando Henrique Iglesias destaca que o setor pecu\u00e1rio vive uma temporada de confinamento recorde, com cerca de 500 mil cabe\u00e7as a mais em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Esse volume extra de animais tem gerado impactos diretos no mercado do boi gordo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Segundo Iglesias, a recupera\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em setembro deve ser bastante limitada, j\u00e1 que a entrada maci\u00e7a de animais mant\u00e9m as escalas de abate confort\u00e1veis para a ind\u00fastria frigor\u00edfica. \u201cA incid\u00eancia de animais de parceria nesta primeira quinzena do m\u00eas refor\u00e7a a press\u00e3o sobre o mercado\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O analista refor\u00e7a que a superoferta continua sendo o principal limitador para reajustes mais consistentes da arroba no curto prazo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Geraldo Isoldi, destaca que, ap\u00f3s a primeira metade do ano, a ind\u00fastria se abasteceu dos contratos a termo fechados anteriormente e tamb\u00e9m de seus pr\u00f3prios confinamentos, alongando as escalas e mantendo o mercado sob press\u00e3o. Al\u00e9m disso, a oferta para o segundo semestre tem se mostrado maior do que o esperado meses atr\u00e1s, impulsionada n\u00e3o apenas por pre\u00e7os atrativos no primeiro semestre e pela baixa do milho, mas tamb\u00e9m por um ciclo pecu\u00e1rio que parece n\u00e3o ter fim.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Apesar desse cen\u00e1rio, Isoldi aponta que a atual demanda externa, combinada com o consumo dom\u00e9stico, mesmo que moderado, consegue sustentar os pre\u00e7os acima dos n\u00edveis atuais. Na \u00faltima sexta-feira, 12, o indicador DATAGRO registrou R$ 310,90.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O consultor ressalta que, enquanto a ind\u00fastria continuar abastecida, seja por contratos ou confinamentos pr\u00f3prios, o mercado seguir\u00e1 pressionado. No entanto, ele v\u00ea um ponto positivo: quanto mais tempo essa situa\u00e7\u00e3o se prolongar, maior ser\u00e1 a necessidade e o apetite da ind\u00fastria quando retomarem as compras em maior volume.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"color:#000000;\"><strong>Concorr\u00eancia das prote\u00ednas<\/strong><\/span><span style=\"color:#000000;\">:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O mercado de prote\u00ednas no Brasil segue marcado pela competitividade entre as carnes, e em 2025 o frango tem se destacado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne bovina. De acordo com Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, nos \u00faltimos tr\u00eas meses a carne de frango tem se mostrado mais competitiva e a tend\u00eancia \u00e9 que esse cen\u00e1rio se mantenha at\u00e9 o final do ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">No mercado interno, a expectativa \u00e9 de incremento na demanda, impulsionado por uma melhora do poder de compra da popula\u00e7\u00e3o e por uma procura maior por prote\u00ednas de menor custo. No entanto, Fabbri lembra que o cen\u00e1rio de 2024 teve um diferencial importante: a elei\u00e7\u00e3o municipal, que trouxe uma inje\u00e7\u00e3o adicional de recursos na economia, o que refor\u00e7ou o consumo no per\u00edodo de fim de ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Para este ano, o contexto \u00e9 diferente. Os pre\u00e7os das carnes concorrentes, especialmente do frango, est\u00e3o mais est\u00e1veis no atacado em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o que tende a refor\u00e7ar a atratividade dessa prote\u00edna frente \u00e0 carne bovina nas pr\u00f3ximas semanas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\"><strong>Margens da ind\u00fastria<\/strong><\/span><span style=\"color:#000000;\">:<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color:#000000;\">As margens da ind\u00fastria frigor\u00edfica seguem pressionadas em 2025. Segundo Fabbri, o cen\u00e1rio atual aponta para uma margem operacional em torno de 3% a 4%, considerando a arroba do boi gordo negociada a R$ 330,00 nos vencimentos de outubro e novembro e os pre\u00e7os da carne sem osso no atacado est\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">O analista destaca que, diferentemente do ano passado, a ind\u00fastria n\u00e3o encontra tanto espa\u00e7o para repassar altas no mercado interno. Em 2024, mesmo com a arroba a R$ 350, as margens foram sustentadas pela valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar em torno de R$ 6, pelo bom desempenho das exporta\u00e7\u00f5es e pela aceita\u00e7\u00e3o do setor em reduzir ganhos no mercado dom\u00e9stico para garantir maior volume.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Neste ano, no entanto, a conjuntura \u00e9 distinta. Com o c\u00e2mbio mais baixo e espa\u00e7o limitado para reajustes na carne sem osso, a rentabilidade da ind\u00fastria tende a ser mais restrita. \u201cA margem de 3% a 4% j\u00e1 seria atingida com a arroba a R$ 330 nos pre\u00e7os atuais do atacado em S\u00e3o Paulo. Por isso, enxergamos dificuldade para que o mercado consiga sustentar a arroba a R$ 350,00 at\u00e9 o fim do ano\u201d, avalia Fabbri.<\/span><\/p>\n<p>\n<strong>Pr\u00f3ximos meses\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">A cota\u00e7\u00e3o de R$ 350,00 por arroba continua sendo uma inc\u00f3gnita no mercado da pecu\u00e1ria. O setor enfrenta um equil\u00edbrio delicado, com fatores que indicam alta e outros que limitam o crescimento. O valor final s\u00f3 ser\u00e1 definido nos pr\u00f3ximos meses, e pecuaristas e analistas permanecem atentos na rela\u00e7\u00e3o entre demanda e oferta para saber se a marca ser\u00e1, de fato, atingida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Lorenzo Junqueira destaca que a mensagem \u00e9 clara: \u00e9 preciso &#8220;cadenciar as vendas&#8221; para aproveitar ao m\u00e1ximo a valoriza\u00e7\u00e3o esperada nos pr\u00f3ximos meses. A perspectiva \u00e9 de que o mercado continue em alta, e que os pecuaristas fiquem atentos a essa mudan\u00e7a de cen\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async defer src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/sdk.js\"><\/script><script>\n  !function(f,b,e,v,n,t,s)\n  {if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?\n    n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};\n    if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0';\n    n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;\n    t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];\n    s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,'script',\n    'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n  fbq('init', '153495679422335');\n  fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.noticiasagricolas.com.br\/noticias\/boi\/407886-precos-do-boi-gordo-a-r-350-00-especulacao-ou-realidade.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analistas apontam os fatores que podem impulsionar ou limitar a valoriza\u00e7\u00e3o da arroba no mercado A arroba do boi gordo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23098,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14,16],"tags":[],"class_list":["post-23097","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro","category-safra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23097"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23097\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/23098"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}